Arquivo mensal: novembro 2011

Santos discute a homofobia através de cultura e cinema

Padrão

sansex.bmp

Valorizar produções artísticas, modificar paradigmas e promover discussões sobre a sexualidade humana. Essa é a missão da Sansex – Mostra de Cinema e da Cultura da Diversidade Sexual de Santos, que acontece entre os dias 1 e 4 de dezembro. São quase 100 horas de programação voltada a todos os públicos, em cinemas, teatros, universidades e pontos de cultura espalhados pelas Cidades da região.

Mesa-redonda. A atriz e diretora Renata Carvalho será a mediadora do debate que vai discutir o atual cenário das políticas para a diversidade sexual e o caminho para uma Cidade sem homofobia, que acontece no sábado, dia 03, a partir das 17 horas no Sesc, em Santos.

Presenças confirmadas da psicóloga, terapeuta sexual de família e de casal e blogueira do Jornal A Tribuna, Marcia Atik, do presidente da Associação Vida e Esperança (AVE), Marcelo Luiz de Souza, do consultor técnico do Centro de Convivência Joana Dar’c, Luiz Eduardo dos Santos, da empresária, Tila Rios, o fundador do grupo Ipupiara, Beto Volpe, do escritor João Nery e da advogada e Coordenadora da Comissão da Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo (OAB/Santos), Rosangela Novaes

Independente da opção sexual de alguém, ninguém pode ter o direito de lhe desrespeitar ou até roubar sua vida. Abaixo segue um link de vídeo com cenas fortes sobre ataques contras gays que ocorrem pelo Brasil.

Anúncios

O Facebook estará contra a Alegria

Padrão

TEXTO DE EVGENY MOROZOV | TRADUÇÃO DE PAULO MIGLIACCI

Uma das ideias mais influentes e perigosas, e menos consideradas, a surgir neste final de ano no Vale do Silício é a de “compartilhamento sem fricção”. Articulada por Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, em setembro, a ideia pode reformular a cultura da internet tal como a conhecemos -e não para melhor.

O princípio que embasa o “compartilhamento sem fricção” é enganosamente simples e atraente: em lugar de perguntar aos usuários se eles desejam compartilhar com os amigos seus produtos favoritos -os filmes a que assistem online, a música que ouvem, os livros e artigos que leem-, por que não registrar automaticamente todas as suas escolhas, livrá-los da tarefa de compartilhar essas informações e permitir que seus amigos descubram mais conteúdo interessante de forma automática? Se Zuckerberg conseguir o que quer, cada artigo que leiamos e cada canção que viermos a escutar seria automaticamente compartilhada com os outros -sem que tivéssemos nem de apertar aqueles irritantes botões de “curtir”.

É precisamente isso que o Facebook deseja fazer com sua ideia de aplicativos sociais, que rastreiam tudo que uma pessoa consuma no site (e, nem seria preciso dizer, consumimos mais e mais informações sem sair do Facebook). (…)

Na verdade, já existe tecnologia que permite que o Facebook consiga o que quer. Algumas semanas atrás, o gigante das redes sociais foi forçado a admitir que estava mesmo rastreando as atividades online até mesmo de usuários que não estavam logados em seu site. (Imagine se um funcionário do supermercado mais próximo de sua casa o seguisse pela cidade em um carro equipado com câmeras, depois de você fazer compras por lá: é exatamente isso que o Facebook está fazendo.)

Mas o que significa o “compartilhamento sem fricção” para aqueles dentre nós que se preocupam com a qualidade da vida pública e o futuro da democracia? É claro que um motivo simples para resistir a um futuro no qual tudo que fazemos será registrado e compartilhado com outros é o medo de uma vigilância onipresente. O Vale do Silício conseguiu contornar com sucesso esse tipo de preocupação ao alegar que muitos usuários do Facebook não objetam ao “compartilhamento sem fricção” porque ninguém estaria interessado de verdade em que canções eles ouvem ou que livros estão lendo.

Verdade -mas essas alegações em geral subestimam a capacidade dos anunciantes, dos partidos políticos e das polícias secretas modernas de prever muitas outras coisas com base em curtas sequências de dados que parecem completamente inocentes. Existem muitas pesquisas acadêmicas que documentam o quanto é fácil prever a reputação sexual de uma pessoa por meio de uma análise de sua lista de amigos no Facebook. (…) Tudo isso somado cria um retrato singular e bastante preciso de um usuário. E, claro, ao contrário do que acontece com os bem protegidos arquivos policiais, essa informação estaria disponível para quem quer que deseje usá-la ou abusá-la.

Mas os problemas não se limitam à monitoração em larga escala. E se empresas que fazem negócios com o Facebook desenvolverem o hábito de usar os estereótipos surgidos dos dados que revelamos a elas a fim de nos enquadrar em suas estreitas categorias -por exemplo, “hipster de nível universitário que gosta de música indie e vota na esquerda”? Isso não seria tão terrível se essas empresas não utilizassem essas categorias para formatar ofertas personalizadas de conteúdo dirigidas a nós. (…)

O perigo disso é bastante claro: nós, usuários de Internet, logo estaremos privados de espaço para crescimento intelectual, porque seremos bombardeados por links para material que provavelmente apreciaremos.

O “compartilhamento sem fricção” reduz o espaço aberto à provocação, à ousadia, ao desequilíbrio estético, e a Internet se tornará a pior paródia do Vale do Silício, onde todo mundo supostamente sorri e se sente “bacana” o tempo todo. (…)

Claro, nossos amigos poderão continuar descobrindo sobre o que estamos lendo ou ouvindo -ainda que pareça pouco provável que alguém consiga acompanhar tantos fluxos de dados provenientes de tantas pessoas-, mas ninguém mais esperará que pronunciemos nossa opinião sobre as coisas. O importante não será nossa avaliação sobre um livro, canção ou filme específico, mas o fato de que tenhamos consumido esse conteúdo, que agora poderá ser usado para prever o nosso “tipo de personalidade”, nos vender publicidade e, quem sabe, nos recomendar novos livros. (…)

Por que não doar sangue?

Padrão

O último dia 25 (sexta) foi a data em que comemoramos nacionalmente o Doador Voluntário de Sangue. Para isso, surgiu uma campanha no Facebook. Até porque é principalmente nas festas de fim de ano e de temporada que mais precisam de transfusões. Vamos curtir e compartilhar essa ideia? Clique na imagem abaixo e conheça mais sobre a campanha.

‘Posso beber e dirigir, qualquer coisa, pago fiança’ – Não foi Acidente

Padrão

Confira esta reportagem. Me dê imagens, Faccioli! Me dê imagens! Que absuuuurdo!

Pior ainda é além de alcoolizado, sequer ter carteira de habilitação (mas tem habilitação em enfermagem).

PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR SOBRE CRIMES DE TRÂNSITO QUE ENVOLVA A EMBRIAGUEZ AO VOLANTE

No uso do direito assegurado pelos arts. 1°, 14, III, e 61 da Constituição Federal, subscrevo o projeto de lei que propõe as seguintes alterações na Lei nº 9.503/97: A revogação da infração administrativa prevista no artigo 165 e seguintes (A embriaguez ao volante passa a ser somente ilícito penal e não mais ilícito administrativo); A revogação dos artigos 276 e 277 dos procedimentos administrativos previstos (O procedimento administrativo foi incorporado às infrações penais); A revogação da parte final do artigo 291, caput, bem como do parágrafo primeiro e do inciso primeiro do artigo 291(Eliminação do enquadramento à lesão corporal culposa); Propõe a alteração do artigo 302, acrescentando os §§ 2º, 3º e 4º (Aumento da pena, a obrigatoriedade da submissão ao exame clínico e a formalização de obtenção de provas de embriaguez); Propõe a alteração da redação do caput do artigo 306, e acrescentando ainda os §§ 1º e 2º (Eliminação do mínimo de concentração de 6 (seis) decigramas, a obrigatoriedade da submissão ao exame clínico, o aumento da pena e a formalização de obtenção de provas de embriaguez.

Participe dessa iniciativa, exerça sua cidadania: http://www.naofoiacidente.com.br

PJ da Sub SP-2 se rearticula em encontro

Padrão

Representantes das dioceses da Sub-região SP 2 se reuniram no domingo passado, dia 20 de novembro, na Casa da Juventude de Ermelino Matarazzo para discutir a rearticulação do Sub no regional.

Além de trocar experiências e partilhar como está a situação em cada diocese, os jovens também se organizaram em relação ao ENPJ e planejaram o 1° Encontro da PJ da Subregião SP2, que está previsto para acontecer em fevereiro de 2012.

Estiveram na reunião representantes das dioceses de São Miguel Paulista, Santo André, Santos e Mogi das Cruzes, além do assessor Rogério Oliveira.

*PJ Sul 1

 

Assista aqui ‘À Sombra de um Delírio Verde’

Padrão

À Sombra de um Delírio Verde from Mídia Livre on Vimeo.

Ficha técnica. Produção: Argentina, Bélgica, Brasil | Tempo de Duração: 29 min | Ano de Lançamento: 2011 | Direção, produção e roteiro: Ana Baccaert, Cristiano Navarro e Nicolas Muñoz | Narração em Português: Fabiana Cozza | Música composta por Thomas Leonhardt

Sinopse. Expulsos pelo contínuo processo de colonização, mais de 40 mil Guarani Kaiowá vivem hoje em menos de 1% de seu território original. Sobre suas terras encontram-se milhares de hectares de cana-de-açúcar plantados por multinacionais que, juntamente com governantes, apresentam o etanol para o mundo como o combustível “limpo” e ecologicamente correto.

Sem terra e sem floresta, os Guarani Kaiowá convivem há anos com uma epidemia de desnutrição que atinge suas crianças. Sem alternativas de subsistência, adultos e adolescentes são explorados nos canaviais em exaustivas jornadas de trabalho. Na linha de produção do combustível limpo são constantes os flagrantes do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério Público do Trabalho que encontram nas usinas trabalho infantil e trabalho escravo.

Em meio ao delírio da febre do “ouro verde”, as lideranças indígenas que enfrentam o poder que se impõe muitas vezes encontram como destino a morte encomendada por fazendeiros.

À Sombra de um Delírio Verde” é uma produção independente realizada sem recursos públicos, de empresas ou do terceiro setor.

Crítica. Os guarani kaiowá do Mato Grosso do Sul enfrentam a pior situação entre os povos indígenas do Brasil, apresentando altos índices de suicídio e desnutrição infantil. O confinamento em pequenas parcelas de terra é uma das razões principais para a precária situação do povo. Sem alternativas, tornam-se alvos fáceis para os aliciadores de mão-de-obra e muitos acabaram como escravos em usinas de açúcar e álcool no Estado nos últimos anos.

E por que as coisas só pioram? Um levantamento da Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP) revelou que 80% dos territórios guarani localizados nas regiões Sul e Sudeste do país não foram regularizados ou se encontram regularizados com pendências. Ou seja, o guarani continua sendo persona non grata em sua própria terra. Do total de 74 Terras Indígenas homologadas pelo governo federal do início de 2003 até outubro de 2009, apenas três contemplaram o povo guarani, uma das maiores populações indígenas do país.

E quem apóia o “desenvolvimento predatório”? Muita gente famosa. Quem não se lembra do discurso da atriz global e pecuarista Regina Duarte na abertura da 45ª Expoagro, em Dourados (MS) em maio de 2009? Solidária com os produtores e lideranças rurais quanto à questão da demarcação de terras indígenas e quilombolas no Estado, ela não teve papas na língua: “Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”. A Namoradinha do Brasil fazia referência à previsão de criação de novas reservas na região de Dourados. “O direito à propriedade é inalienável”, explicou ela, de forma curta, grossa e maravilhosamente elucidativa. “Podem contar comigo, da mesma forma que estive presentes nos momentos mais importantes da política brasileira.” Ela e o marido eram, então, criadores da raça Brahman em Barretos (SP).

Inalienáveis deveriam ser o direito à vida e à dignidade, mas terra vale mais que isso na fronteira agrícola brasileira. “Ninguém é condenado quando mata um índio. Na verdade, os condenados até hoje são os indígenas, não os assassinos”, afirmou Anastácio Peralta, liderança do povo guarani kaiowá da região. “Nós estamos amontoados em pequenos acampamentos. A falta de espaço faz com que os conflitos fiquem mais acirrados, tanto por partes dos fazendeiros que querem nos massacrar, quanto entre os próprios indígenas que não tem alternativa de trabalho, de renda, de educação”, lamenta.

Enquanto os índios se amontoam em reservas minúsculas, fazendeiros, muitos dos quais ocupantes irregulares de terras, esparramam-se confortavelmente por centenas de milhares de hectares. O governo não tem sido competente para agilizar a demarcação de terras e vem sofrendo pressões da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Mesmo em áreas já homologadas, os fazendeiros-invasores se negam a sair.

*Leonardo Sakamoto

PJ participa de Comissão Diocesana de Juventude

Padrão

No último dia 20, a Pastoral da Juventude esteve à frente da procissão de encerramento da Comissão Diocesana da Juventude durante a grande Festa de Cristo Rei. A missa foi celebrada por milhares de fiéis no Centro de Convenções de São Vicente. A PJ tem representantes tanto na coordenação diocesana, quanto na regional, na estrutura que virá a ser eftivada pela Comissão de Juventude no dia 17 de dezembro.

A Comissão de Juventude viria a ser “o espaço que articula, convoca e propõe orientações para a evangelização da juventude, respeitando o protagonismo juvenil, a diversidade dos carismas, a organização e a espiritualidade para a unidade das forças ao redor de algumas metas e prioridades comuns à luz do Documento 85 Evangelização da Juventude, das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e do Documento de Aparecida” (CNBB).

Para nós, da Codijuv, a Comissão de Juventude deve sempre se pautar nos documentos do Magistério, seja formada por representantes (na medida do possível, coordenadores) diocesanos de todos os movimentos e PJ, para que seja realmente um espaço de diálogo e aprendizado entre identidades tão diversificadas. 

A Codijuv não acredita que a Comissão deva implicar ou impor a unificação da identidade dos movimentos e PJ interferindo diretamente nos grupos de base. A Comissão não pode ser um grupo restrito de participantes que pretendem atuar apenas nos grupos de base desprezando sua mística pastoral – consecuivamente uniformizá-la. Para a Codijuv, a Comissão também deve ter diálogo transversal com outras comissões, principalmente com as que são consideradas prioridades dioesanas: Família, Catequese e Missionária.

A Comissão Diocesana da Juventude também deve cumprir com o que pretendia nos Planos Pastorais Diocesanos: além de ter um representante diocesano de cada movimento juvenil e PJ; criar uma assessoria diocesana leiga; realizar subsídios, formações e missões diocesanas com apoio das Comissões de Catequese e de Missão. Viva a Comissão! Viva a Juventude! Que São João Bosco e Nossa Senhora do Rosário ilumine essa nova Comissão da Juventude, amém!