Casos de dengue apresentam queda na Baixada Santista

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O número de casos de dengue no Estado de São Paulo diminuiu 91,9% no primeiro bimestre de 2012 na comparação com o mesmo período do ano passado. Na Baixada Santista, foram registrados 22 casos autóctones nos dois primeiros meses do ano, contra 55 no mesmo período de 2011. Se considerados os casos importados, esse índice chega a 93.

As informações constam no balanço preliminar da Secretaria de Estado da Saúde com base no boletim produzido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE).

A cidade de Santos lidera o número de casos informados à Secretaria de Estado da Saúde, com seis casos autóctones (com transmissão dentro da cidade) e dois importados. No mesmo período, no ano passado, foram contabilizados 25 casos autóctones e dois importados.

Praia Grande aparece na sequência, com cinco casos autóctones nos dois primeiros meses do ano. Em 2011, no mesmo período, a cidade registrou vinte casos.

Guarujá é a terceira no ranking. No Município, foram registrados quatro casos autóctones, enquanto no ano passado esse número chegava a 17.

O levantamento aponta queda ainda nos municípios de Cubatão, que passou de quatro casos para três, e São Vicente, que teve redução de três para dois casos. Peruíbe e Mongaguá registraram apenas um caso nos dois primeiros meses do ano. Em 2011, foram contabilizados, respectivamente, oito e nove casos, nestes municípios.

Ainda conforme o boletim do CVE, somente Bertioga e Itanhaém não registraram nenhum caso de dengue no primeiro bimestre.

iNFO DENGUE (Foto: Arte/G1)

Em 2011, foram registradas 310 mortes por dengue no Brasil, segundo dados oficiais. De acordo com o último levantamento da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério, foram notificados 715.666 casos de dengue no país de janeiro ao início de julho. De casos graves, foram 8.102 pacientes que demandaram internação este ano. Entre 2005 e 2011, pelo menos 1.500 pessoas morreram por dengue hemorrágica.

A Região Sudeste concentra o maior número de casos notificados (47%), seguida do Nordeste (22%), Norte (15%), Sul (8%) e Centro-Oeste (7%).

 

A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus, que pode ser de quatro tipos diferentes. Um mesmo paciente pode adquirir os quatro sorotipos ao longo da vida.

Mas, depois de ter um determinado tipo, fica imunizado para aquele especificamente. O sorotipo 4 não é mais grave que os demais: todos eles provocam a dengue.

Os sintomas também são os mesmos. A dengue manifesta sinais que muitas vezes se confundem com outras doenças, como resfriado ou gripe, mas sem coriza.

Existe o chamado período de incubação da doença, ou seja, a pessoa não fica doente logo após ser picada. Em geral, começa a sentir os sintomas em 3 a 15 dias. E os sinais variam conforme a gravidade da infecção: se é clássica ou hemorrágica.

A dengue hemorrágica é um quadro grave, que pode ser causada por todos os sorotipos e precisa de atenção médica imediata, pois pode ser fatal. Indivíduos com diabetes, asma e hipertensão têm mais predisposição a apresentar esse quadro mais complicado.

Outro fator que favorece a dengue hemorrágica é quando um indivíduo é infectado mais de uma vez, ou seja, quem já teve a doença corre maior risco de ter o tipo hemorrágico.

A suscetibilidade é universal, isto é, todo mundo pode pegar dengue, independente do sexo e idade – apesar de as crianças abaixo de 12 anos poderem ter quadros mais graves. Observa-se que grupos mais expostos ao vetor adquirem mais a doença. É o caso das mulheres, que, em razão do maior tempo de permanência no ambiente doméstico, têm maior risco de contrair a dengue.

Desde 2002, o Ministério da Saúde tem um programa para o combate ao mosquito. Este ano, o governo vai lançar metas aos municípios, como colocar nas ruas agentes de saúde, visitar residências e notificar os casos da doença.

Quem pica é a fêmea, que faz isso para sugar o sangue (têm preferência pelo humano). Os mosquitos acasalam um ou dois dias após se tornarem adultos. A partir daí, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que fornece as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.

dengue (Foto: Arte/G1)

Enquanto o Brasil não produz uma vacina contra a dengue, cujos estudos já estão em andamento, a única forma de evitá-la é eliminando os criadouros do mosquito. Isso significa que é preciso retirar a água (suja ou limpa) acumulada em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d’água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros recipientes. Além disso, materiais não mais usados devem ser recolhidos e jogados no lixo.

Outras dicas contra a dengue

*Em caso de suspeita, beba muita água e não use ácido acetilsalicílico (AAS), que pode favorecer o sangramento

* Use mais calças, porque os mosquitos picam mais nas pernas

* Seja um fiscal da dengue na sua casa e vizinhança, mas deixe os fiscais do governo inspecionarem a sua residência

* Coloque areia no prato dos vasos ou vire-os ao contrário

* Recolha e jogue fora tampinhas, latinhas, embalagens e copos descartáveis

* Vire de boca para baixo, sob proteção da chuva, garrafas, baldes e vasos vazios

* Lave com água e sabão bebedouros de animais domésticos e guarde-os quando não usados

* Vede bem as caixas d’água e lave-as periodicamente

* Limpe e desobstrua as calhas, para não acumularem água

* Não deixe água empoçada em lajes. Retire a água da chuva e nivele a laje

* Remova cacos de vidro que acumulam água

* Bromélias, espadas de São Jorge e outras plantas acumulam água. Portanto, não as deixe em locais abertos

* Cubra pneus usados ou furados para não acumularem água

* Clore e trate permanentemente as piscinas

* Entulhos acumulam água. Jogue fora o que não tiver utilidade ou mantenha o material em local coberto.

*G1/Jornal A Tribuna

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