Controvérsias para classificar a juventude

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Antes de começarmos a falar sobre a exclusão juvenil ao longo dos anos, precisamos conceituar a juventude, e, logo percebemos que determinar uma faixa etária como juventude varia a partir de seu contexto: condições históricas, geográficas e, até mesmo, sociais.

Por exemplo, em 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente determinava que a adolescência (fase que precede a juventude) encerrava aos 18 anos. Já, hoje, a partir do Estatuto da Juventude, essa faixa etária corresponde no Brasil entre jovens de 16 a 29 anos. Até os 29 anos também é a idade estabelecida pela Organização Mundial da Saúde.

Acima da linha do Equador, noutros tempos remotos, a língua inglesa classificava a juventude entre 13 a 19 anos (modificando até mesmo o nome destes números, seguidos da palavra ‘teen’). Nos dias atuais, certas federações dos Estados Unidos consideram o jovem como aquele que não tem independência financeira. A controvérsia estica ainda mais quando a Organização das Nações Unidas e o Banco Mundial classificam este período da vida a pessoas com idade entre 15 e 24 anos.

Entre tamanhas distinções, percebemos que a juventude é o período antes da maturidade política, financeira e sexual. O que é estranho, já que, na Idade Média, as meninas viravam mulheres aos 12 anos, quando se casavam e logo tinham uma vida sexual ativa. Na década de 50, ainda era comum no Brasil, principalmente na área rural, se casar com menos de 18 anos – pedofilia nos dias contemporâneos.

Já hoje, em nossa região, um jovem tem independência financeira de dar inveja a milhões de brasileiros: Neymar, aos 20 anos, fatura R$ 3 milhões por mês. E nessa época em que é difícil o jovem conseguir um trabalho fora de estágios mal-remunerados nas instituições do Brasil, é indiscutível o nome do norte-americano Mark Zuckerberg como um dos magnatas mais influenciadores da Internet, que lançou o Facebook aos 20 anos de idade.

E nos dias de hoje, em questões políticas, principais pré-candidatos às prefeituras de Santos e São Vicente iniciaram a corrida às urnas ainda cedo. Na década de 70, aos 22 anos, a deputada estadual Telma de Souza já participava de eleições partidárias (embora eleita vereadora aos 38 anos). Por sua vez, os filhos de ex-prefeitos, Paulo Alexandre Barbosa (eleito deputado estadual aos 26 anos) e Caio França (eleito vereador aos 20 anos) também despontam nas pesquisas às urnas das próximas eleições.

Leia mais: O jovem em estatísticas | O jovem como transgressão

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