Funk Pede Paz: seis MCs foram baleados em dois anos

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Na madrugada deste domingo para segunda-feira (25/jun), o MC Neguinho do Caxeta foi internado em estado grave após ter sido baleado. Quatro tiros atingiram o cantor de funk, que estava dentro de seu automóvel após realizar um show em São Vicente.

Este foi o sexto ataque a funkeiros na Baixada Santista há pouco mais de dois anos. Até agora, cinco MCs foram assassinados, todos no mês de abril. O último homício vitimou o MC Careca, de 33 anos. Ele foi morto a tiros próximo de sua residência, no Bairro Castelo, em Santos.

No dia 19, o cantor Jadielson da Silva Almeida, conhecido como MC Primo, de 28 anos, também foi assassinado. Ele foi executado na frente do casal de filhos, no Jóquei Clube, em São Vicente. Em 12 de abril do ano passado, Eduardo Antônio Lara, o Duda do Marapé, de 27 anos, foi morto com pelo menos nove tiros à queima-roupa.

Em 11 de abril de 2010, Felipe da Silva Gomes, o DJ Felipe, de 20 anos, e o MC Felipe Wellington da Silva Cruz, o Felipe Boladão, também de 20 anos, foram mortos quando esperavam uma carona para realizar um baile funk em Guarulhos. O crime ocorreu no Jardim Glória, em Praia Grande.

Acusado de ser porta-voz do mundo do crime, o funk pede paz para continuar a mostrar o seu lado construtivo. Porém, diante das mortes de dois MCs em pouco mais de uma semana, parte dos que se dedicam a esse gênero musical está deixando Santos e São Vicente e partindo para outras regiões do Estado. A situação choca, principalmente porque depois da chegada do estilo no Rio de Janeiro, a Baixada Santista foi o segundo reduto a acolher o movimento musical, sendo considerada berço paulista do Funk.

Relatos apontam que o estilo chegou por aqui há mais de 15 anos. A Baixada já até exportou estrelas locais. Uma delas foi MC Primo, assassinado no dia 19. Primo foi sucesso nas noites cariocas e do resto do País depois que uma de suas músicas entrou numa coletânea do consagrado DJ Marlboro. Na faixa mais famosa, chamada Diretoria, Primo canta: “Eu sou guerreiro; sou certo e não admito falha. Favela dá um papo reto, não somos fãs de canalha”.

Em outro trecho o MC dispara: “Olha a revolta do muleque sofredor. Se jogou nas ondas da maldade. Maluco, agora é tarde, o seu castelo desabou. Selva de pedra em que vivemos, pra se esquivar do tormento temos que nos libertar. O clima aqui está difícil, mas se liga aí, parceiro, que eu vou continuar”.

Leia mais: Perfil da violência no Brasil | Taxa de homicídio na Baixada | Mães de Maio

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  1. eu amo mc felipe e mc primo eu amo todos q é luto peso q eu vou oura por eles q é luto amo todos q é eles são lindo

  2. a inveja e o preconceito da nossa realida levou meus idos e meus mano por que pra muito a nossa realidade é apologia

  3. GENTH….PARA COM TANTA VIOLENCIA.. EH HORRIVEL OKE ESTAO FAZENDO COM OS NOSSOS FUNKEIROS… MUITO HORRIVEL.. 😦

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