Arquivo mensal: outubro 2012

Relicário: Marias de tantos nomes

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Durante o mês de novembro, publicaremos textos em homenagem às mulheres engajadas em causas sociais pela Baixada Santista. Trata-se de trechos do livro ‘Relicário de Marias’, resultado de dez pejoteiros a partir do tema do DNJ em 2011: Juventude e Protagonismo Feminino.

Mas é preciso ter força, e preciso ter raça,
É preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo
 a marca Maria, Maria, mistura a dor e a alegria.
(…) Quem traz na pele essa marca, possui a
estranha mania de ter fé na vida.
Milton Nascimento

Ao pensar no nome comum de tantas Marias conhecidas e desconhecidas que deixaram marcados, no livro da vida de nossa história, páginas coloridas e perfumadas, com experiências de conquistas e lutas, perdas e sofrimentos, sem nunca se deixaram esmorecer diante dos imensos desafios impostos pela sua simples condição de mulher.

Cada mulher, de um jeito todo único e singular de ser, entre Marias de nome próprio e Marias comunitárias, Marias de sonhos próprios e Marias de sonhos coletivos revelam-nos a força interior que nos entrelaça e nos faz gente de luta. Essa força divina é uma pessoa que pode ter vários nomes, etnias, cultural, aparências diferentes, mas que traz consigo um ensinamento comum.

Temos um poder divino de gerar em nossas entranhas um sonho, um desejo que vai para alem de nós mesmos, e que, se fecundo, é capaz de disseminar a utopia maior de um outro mundo possível a toda humanidade, onde todos possam ter vida em plenitude, com dignidade e respeito.

Essas mulheres são amigas e feridas, amadas e temidas, incomodam e desacomodam…

Enfim, cada uma e todas juntas compõe a harmonia de um processo histórico onde a mulher conquistou e continua a conquistar seu espaço na sociedade, lutando contra as opressões que lhe são impostas diariamente, e assim, garantindo que seus direitos sejam plenamente respeitados, assim como os direitos para toda humanidade!

Por Samira Alves Aun – Coord. Diocesana da PJ

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Comente: Plano Diocesano da Pastoral da Juventude para 2013-2014

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Em reunião do GT para o Plano Pastoral 2013-2014, discutimos propostas referentes à estrutura, formação, espiritualidade, vocação cristã e profissional, CF-13 e enfatizamos o diálogo com outras comissões.

Para a estrutura do próximo ano, mantivemos a característica de três coordenadores diocesanos e um coordenador regional para a respectiva região – exceto as regiões diocesanas Centro 1, Centro 2 e Orla, que seriam integradas como Santos. Detalhamos a atuação do coordenador regional, como aquele que deve acompanhar os grupos da região e, bimestralmente, realizar reuniões com os coordenadores paroquiais para discutir as necessidades e desafios dos grupos em conjunto.

A Campanha da Fraternidade também foi considerada, este ano, como um evento para ser celebrado em cada região. A participação da Jornada Mundial da Juventude é uma responsabilidade atribuída à Comissão Diocesana da Juventude e, portanto, não é dever e nem haverá discussão isoladamente na Pastoral da Juventude.

Por sua vez, a PJ tem a proposta de realizar três encontros formativos para coordenadores e lideranças de grupos de base durante o ano, para ofercer ferramentas e metodologias de como mediar os encontros do grupo. Os três encontros formativos seriam sobre os seguintes temas: CDL-Musical; espiritualidade e bíblia; orientação vocacional (cristã/profissional/social). Os encontros seriam durante todo o final de semana, sendo que também haveria uma programação diferenciada no domingo, para quem não tivesse a oportunidade de acompanhar todo o encontro.

Reafirmamos também a importância das duas datas celebrativas para todos os pejoteiros da Diocese: missa do padroeiro da juventude, Dom Bosco, em janeiro, e o Dia Nacional da Juventude, em outubro. Durante todo este mês de novembro, como GT Plano Pastoral, estaremos recebendo sugestões e novas propostas para o nosso plano 2013-2014. Envie suas ideias até 17 de novembro: lincoln.spada@gmail.com.

Que Deus continue a hastear nossa bandeira em prol do protagonismo juvenil na Baixada Santista.

Lincoln Spada – Coordenador diocesano da Pastoral da Juventude

Moisés não votava em faraós

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É um pecado. Assim, nós, da Pastoral da Juventude da Diocese de Santos, traduzimos em tom de lamento o que acontece em algumas igrejas e capelas que não se desvinculam da política partidária em seus serviços prestados. Certas vezes, os próprios membros do clero fazendo campanha aos candidatos dentro dos templos.

Todo cidadão é livre, tanto para falar em quem vota, quanto para guardar sigilo. É louvável que tenhamos padres e agentes pastorais conscientes de sua participação política, de que sejam convictos de seus candidatos pessoalmente, pela Internet ou pela TV. Reafirmamos que somente com essa vontade de exercício à cidadania podemos cuidar, inovar e avançar por um mundo mais fraterno.

Contudo, por que ainda há raros padres que revestidos do sacramento da Ordem e da batina, fazem questão de aparecer nas propagandas eleitorais, pedindo votos aos candidatos enquanto, naqueles trajes, deveriam assumir o compromisso maior de nos guiar à Cristo? E como jovens leigos, consideramos um pecado que raros católicos militem com suas bandeiras dentro das missas, influenciando a população em quem votar durante celebrações em que o foco deveria ser Cristo.

Então, em quem votarei? Poupe-me! Isso não é eleição para orador de formatura, é para quem vai fiscalizar e gerenciar o orçamento de sua Cidade! O que importa é que: você não precisa levar o título de eleitor para votar. O documento atesta a existência do alistamento eleitoral, o que significa que ele está habilitando a exercer o direito de voto. Porém, não é mais necessário sua apresentação obrigatória no momento da votação. Para votar, basta comparecer ao seu local de votação (Zona e Seção eleitoral) portando algum documento de identificação oficial, original e com foto.

*Coordenação Diocesana da Pastoral da Juventude