Maria das Artes – Cláudia Alonso

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Durante o mês de novembro, publicaremos textos em homenagem às mulheres engajadas em causas sociais pela Baixada Santista. Trata-se de trechos do livro ‘Relicário de Marias’, resultado de dez pejoteiros a partir do tema do DNJ em 2011: Juventude e Protagonismo Feminino.

Promover a inclusão social através da arte de uma maneira muito mais humana e muito mais sensível, respeitando as diferenças e os limites de cada dito normal e não-normal. A quem diz que isso seria impossível, esta convidado a conhecer de perto a Associação Projeto Tam Tam, e claro, conhecer pessoalmente aquela que é uma das principais responsáveis por essa loucura, Cláudia Regina Alonso Elias.

Nascida em 1968, Cláudia é natural de Santos com descendência espanhola e libanesa. Psicóloga especializada em Psicomotricidade (ciência que estuda o homem através da relação do corpo com o mundo), especialista na área da terapia corporal e em Pedagogia do Movimento, Cláudia no segmento artístico é diretora, atriz (fundou o Orgone Grupo de Arte) e bailarina profissional.

Desde criança Cláudia sempre teve uma perna menor, e também um problema de coluna. Por isso, foi praticar natação, garantindo excelentes rendimentos dentro da piscina pelo corpo avantajado. Mas a paixão de Cláudia era o balé, e sempre sofria preconceito por não ter o corpo adequado. Esse fato foi o grande estímulo de sua vida, na mesma época a amiga Renata Azevedo (então campeã brasileira de aeróbica) a convidou para substituí-la em sua academia de balé: e foi lá que iniciou toda sua carreira artística como profissional.

Em 1991, Cláudia se voluntaria à Casa das Gestantes e resolve mostrar seu trabalho para o então secretário municipal de Saúde, David Capistrano, que, por sua vez, decide apresentá-la a Renato di Renzo, arte pedagogo que trabalhava com teatro no Hospital Psiquiátrico Casa de Saúde Anchieta. Já no ano seguinte, Claudia e Renato percebem a necessidade de fundar a ONG com o intuito de proteger este trabalho que já estava sendo realizado.

Localizada hoje no Espaço Sociocultural Café Teatro Rolidei, a entidade conta com um grupo de voluntários (recebem apenas ajuda de custo para alimentação e transporte) e possui cerca de 150 beneficiados diretos em seus vários projetos divididos por idades (de 8 a 80 anos). São eles: oficinas de teatro, capoeira, reciclagem, poesia, literatura, a biblioteca “Outras palavras”, saraus e o projeto mais recente, “Jazz pra quem não dança”. Também há projetos sociais, como é o caso do “Na trilha do Noel”, nas quais as comunidades carentes e os bairros periféricos são “invadidos” com uma série de doações não só materiais como também afetivas – atualmente na 11ª edição, já chegou a beneficiar cerca de 3.500 crianças em um só dia.

Premiada tanto pelo Ministério da Cultura, quanto pelo Ministério da Saúde, Cláudia lembra de um prêmio muito especial para a Associação Projeto Tam Tam: representar o País no Festival Internacional de Teatro Especial em Portugal.

Por Vagner Benedito

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