Maria dos Sorrisos – Michelle Didone

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Durante o mês de novembro, publicaremos textos em homenagem às mulheres engajadas em causas sociais pela Baixada Santista. Trata-se de trechos do livro ‘Relicário de Marias’, resultado de dez pejoteiros a partir do tema do DNJ em 2011: Juventude e Protagonismo Feminino.

Inspirado no filme ‘Patch Adams – O Amor e Contagioso’, o grupo Fisioterapeutas do Sorriso foi fundado em 2001 por Maria Nazaré Cerejo, que então cursava o 3º ano de Fisioterapia na Universidade Santa Cecília (Unisanta). O objetivo do projeto é transmitir amor ao próximo buscando levar alegria e compreensão, em especial, às instituições filantrópicas ou de ensino infantil: orfanatos, creches, escolas, asilos e hospitais. Quem coordena atualmente o projeto é a universitária Michelle Didone dos Santos.

Nascida em 5 de janeiro de 1992 em São Paulo (SP), a futura fisioterapeuta Michelle desde adolescente já enxergava beleza no voluntariado. Vídeos e depoimentos pela TV e Internet despertaram nela a curiosidade de como seria trabalhar ajudando as pessoas: desejou até ingressar na Cruz Vermelha e na ONG Presente de Alegria (que faz um trabalho parecido com o que coordena hoje).

Ao ingressar na universidade, um grupo de alunos do Diretório Acadêmico apresentou a ela o projeto ‘Fisioterapeutas do Sorriso’. Foi amor à primeira vista. Michelle começou a participar do projeto e sua paixão pelo voluntariado traduzido em determinação fez com que recebesse o convite para coordená-lo.

No projeto, os participantes fazem encontros semanais às instituições de caridade (revezam as visitas para atender ora idosos, ora crianças). São abertas exceções em datas comemorativas, como, por exemplo, na semana do Dia das Crianças, com atividades quase diárias. Por exemplo, o Educandário Anália Franco e um grupo de idosas na Catedral de Santos são os lugares que o projeto acompanha com mais freqüência.

Com os rostos pintados, usando narizes vermelhos e aventais, os Fisioterapeutas do Sorriso fazem de suas visitas um momento repleto de brincadeiras e dinâmicas regadas com muita música. Na universidade, por sua vez, são realizadas campanhas bimestrais de doações. Fraldas geriátricas, alimentos ou brinquedos: tudo é destinado às instituições visitadas.

A alegria por meio de gestos simples e singelos é renovada em cada encontro. Michelle se recorda que, no asilo da Sociedade São Vicente de Paulo, uma senhora chorava ao saber da internação do marido em um hospital. Da mesma forma que os voluntários ensinaram a recuperar a esperança, eles também aprenderam sobre o verdadeiro amor partilhado por ela. Até hoje, o casal de idosos o acolhem com muito carinho em cada visita do projeto universitário.

Por Késia Luise

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