Maria dos Especiais – Rita de Cássia Oliveira

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Durante o mês de novembro, publicaremos textos em homenagem às mulheres engajadas em causas sociais pela Baixada Santista. Trata-se de trechos do livro ‘Relicário de Marias’, resultado de dez pejoteiros a partir do tema do DNJ em 2011: Juventude e Protagonismo Feminino.

O cuidado materno por dezenas de filhos é a síntese do trabalho voluntário de Rita Cássia de Oliveira. Ela nasceu em 1970 em Montes Claros (MG). O pai levou a família a São Paulo quando conseguiu arrumar um emprego. Ao ser transferido pela empresa para São Vicente, a família também veio morar no litoral paulista. Rita cresceu. De filha se tornou mãe. Em 2002, deu a luz à Vitória, que nasceu com síndrome de Down. Logo descobriu a dificuldade de acesso a bens e serviços especializados. Nessa procura conheceu a Associação de Mães e Amigos dos Deficientes e Familiares (Amadef), onde se encontrava mães com as mesmas dificuldades.

A Amadef foi fundada em 10 de dezembro de 2004 e inaugurada em 20 de maio de 2005. Foi no início das atividades da entidade que Rita buscou seu auxílio. Na época, necessitava ainda de profissionais capacitados e Rita, que sempre atuou na área financeira e administrativa, foi convidada a participar do corpo voluntário. Em 2008, assumiu a diretoria financeira da entidade.

Sem fins lucrativos, o objetivo da Amadef é de promover a inclusão social, facilitando o acesso a bens e serviços de pessoas com deficiências e seus familiares. A Amadef disponibiliza espaço com equipamentos para fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e assistência social, além de áreas livres de lazer para as crianças e adolescentes com: paralisia cerebral, deficiência física, mental, sensorial e cognitiva. Ao todo, são atendidas atualmente mais de 60 famílias de baixa renda.

Toda família que procura a Amadef é acolhida por uma mãe. Entre os atendimentos, teve um pai que cuidava do filho com paralisia cerebral. Mas não se envolvia emocionalmente com o menino, que chegou à entidade aos 6 anos e com forte depressão. Com o tempo, o pai percebeu que o filho cadeirante podia fazer todas as atividades como qualquer outra criança. Hoje, em todas as atividades, o menino conta com a presença de seu pai.

Rita também conheceu um casal recém-chegado da Bahia: um homem desgostoso e a esposa de sorriso frágil levando nos braços a filha com síndrome de Down, de três meses de vida e abaixo do peso. Após um ano, sem riscos de vida, a criança dava seus primeiros passos e mandava beijos calorosos aos pais chorando comovidos. “A mãe aconselhou as outras para acreditarem na capacidade de seus filhos. São fatos que fazem que acreditemos no nosso trabalho”.

Por Bianca Marla de Oliveira

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