Retrô – PJ de Santos marca presença em encontro nacional

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A PJ Diocesana realizará a Assembleia (mais informações) no dia 9 de dezembro e, entrando neste clima de avaliação, planejamento e reafirmação dos nossos compromissos e ideais, o blog publicará diariamente nesta primeira quinzena de dezembro: fatos que marcaram os últimos dois anos da pastoral.

Por Vagner Benedito – A verdade é que ainda estou vislumbrado que o que presenciei e com o que vivi naquela semana entre 8 e 15 de janeiro de 2012, na qual tenho a certeza que foi inesquecível não só para mim, mas também para centenas de companheiros de caminhada que naquele momento se fizeram presentes.De início, o que falar daquela histórica celebração de abertura? Foi ali, na Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, naquele momento o coração de 628 pejoteiros estavam todos pulsando em sintonia ao mesmo tempo em que se ecoava um clamor, era a juventude clamando pelo seu direito em ter voz, vez e lugar.

Delegações vindas de todos os lugares do Brasil começando a chegar ainda no domingo pela manhã, outras chegando ainda ao meio-dia e até mesmo a tarde, enfim, não havia tempo para ensaio ou algo do tipo, eu particularmente ainda nem havia decorado o hino do X ENPJ, pouco importa, aliás, dentro da Pastoral da Juventude não há tempo para ensaio, tudo é preparado com todo amor contendo em nossos corações e na hora certa as coisas acontecem de tais maneiras que até mesmo para quem vive PJ sente-se maravilhado. Como disse Dom Anuar Battisti: “Sejam bem-vindos a Maringá todos os pejoteiros do Brasil”, sim, e ainda pela manhã de domingo que recepção/acolhida calorosa nós tivemos, ao mesmo tempo, todo o sono e cansaço da viagem noturna tinha se evaporado.

Já durante a noite, voltando à celebração, não tenho palavras para descrever, foi no dia em que toda a Igreja celebrava a Epifania e até me atrevo a fazer um comentário: “Maringá nunca viu uma missa daquela”. Jovens pejoteiros de todos os estados ali reunidos no mesmo lugar, toda a juventude cantando e celebrando desde a entrada até os ritos finais, lembro-me que teve um pequeno instante em que a equipe de animação parou de tocar, foi quando somente se podiam ouvir as nossas vozes em uma só voz. No fim, o grito de “PJ aqui, PJ lá, PJ em qualquer lugar” iniciou-se ainda dentro da Catedral e se estendeu até a praça contagiando até mesmo quem estava ali para simplesmente tomar um sorvete.

Realmente, o X ENPJ não foi apenas um encontro. Assim que nem tantos outros, foi a minha primeira experiência em participar de um Encontro Nacional da Pastoral da Juventude e mais do que perceber eu pude sentir que participar de um ENPJ é uma satisfação imensa para qualquer pejoteiro. Falo na linguagem de um jovem que ainda sou, é muito louco sair de sua comunidade para ir até outro estado com uma cultura completamente diferente e lá conhecermos uma infinidade de rostos, os mais variados sotaques, todos vestindo uma camiseta contendo o mesmo símbolo e o mais importante, todos falando a mesma língua e com um propósito de vida em comum. Mais louco do que tudo isso é encontrar uma pessoa que agente nunca viu na vida e a sensação é de que simplesmente estamos reencontrando um amigo de infância que não se via há anos. Aliás… Loucura? Mística, eu diria.

Durante a cada dia, iniciados pela oração do ODJ (Ofício Divino da Juventude), os temas abordados nas plenárias, que de tão refletivos, chegaram-nos a serem provocadores, passando para todos os presentes a simples mensagem da proposta do trabalho pastoral que nos é confiado. Aos inesquecíveis momentos de descontração repletos de risadas, conversas pra lá de produtivas, momentos culturais, rodinhas de violão, enfim… A festa da partilha, na qual celebramos as nossas diferenças sem deixar de lado nossas singularidades. As sábias palavras do grande Hilário Dick que nesse ENPJ nos deixou um desafio, pois teremos que aprender a falar FPD com mística. Vamos juntos? A celebração dos Mártires da Caminhada, outro de tantos outros momentos únicos. A festa da vida pejoteira, onde revivemos nossas lutas, nossas conquistas e homenageamos aqueles pelo qual esse trabalho é realizado, nossos grupos de base. As reuniões das comunidades, nas quais tivemos a oportunidade de debater sobre a realidade juvenil de diversas regiões brasileiras.

Como não poderia deixar de ser, também fomos ao encontro de conhecer a realidade local através das missões. Os projetos nos quais fomos integrados, dando-nos uma real dimensão do protagonismo e da transformação que vem a ser fazendo a PJ acontecer. Passeando fizemos do ônibus uma roda musical que continha os mais variados ritmos, aliás, como estará sendo a vida dos pejoteiros de Maringá tendo que pegar ônibus na ausência das nossas batucadas? E o que dizer então do filme “Como Estrelas Na Terra: Toda Criança É Especial”? E como tudo na vida acaba infelizmente havia chegado à hora de arrumar as malas, mas antes, ainda faltava algo, depois de tudo vivido durante a semana, faltava ainda um gesto concreto, e lá fomos nós pelas ruas de Maringá marchar “Contra a violência e o extermínio de jovens”.

Por fim não posso deixar de citar a cidade que de braços abertos nos acolheu. Foi histórico, inesquecível, foi mágico… Assim foi o X ENPJ. A Cidade Verde que também atende pelo nome de Cidade Canção, além de ser uma bela e maravilhosa cidade com vasta qualidade de vida, possui um povo bastante acolhedor e hospitaleiro. É, o X ENPJ chegou ao fim e Maringá deixou saudades acompanhadas das lembranças e dos inesquecíveis momentos ali vividos.
Dói muito saber que o próximo ENPJ só será daqui a três anos, e até lá companheiros, mãos à obra, ou melhor, sempre é assim, todos nós sabemos que muitas coisas precisam ser sempre feitas. Um trabalho desses não pode ser em vão, o trabalho da Pastoral da Juventude não é um trabalho em vão. Aos grandes amigos de várias partes do Brasil nos quais tive a imensa satisfação em conhecer-los durante o X ENPJ, deixo aqui um efusivo abraço pejoteiro e a certeza de que nos reencontraremos em breve.

Quanto à aqueles que estão comigo na base e convivem comigo nesse trabalho de fazer Pastoral da Juventude, serei eternamente grato pela oportunidade que me foi dada e me sinto muitíssimo honrado em ter representado todos vocês, ao mesmo tempo, trago aqui um recado que vem lá das terras roxas da Cidade Canção: “Nós não estamos sozinhos, e jamais estaremos, pois na ciranda da vida, a nossa missão é amar sem medida”. Um viva a esse nobre sentimento e a essa contagiante alegria que é ser pejoteiro. Ser Pastoral da Juventude não é política e nem tão pouco revolução. Ser Pastoral da Juventude é vida, é acreditar no ser humano, em especial a juventude.

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