Arquivo mensal: julho 2013

Diário da Missão Jovem: PJ bota fé nos morros

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As comunidades dos Morros do Pacheco, do Saboó, da Vila Progresso e Vila Fontana acolheram os pejoteiros na quinta e na sexta-feira (18 e 19/jul). Era enorme a alegria das famílias em receber os jovens. E vice-versa. Nas duas noites, os missionários também intensificaram seus laços com a cultura dos moradores em aulas abertas de capoeira e break, e, retribuíram tal generosidade com uma Marcha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. Acendendo velas, jovens e moradores se misturavam em uma longa procissão que trilhou por todas as capelas dos morros. Um cine-debate sobre o filme Paraísos Artificiais também mostrou os perigos de se desvirtuar para o caminho das drogas e outros vícios.

No fim de semana, o tom de despedida já marejava os olhos daqueles que fizeram das férias um verdadeiro serviço de evangelização. No sábado, ainda levaram a Palavra às casas nos arredores do Morro São Bento logo pela manhã. De tarde, catalogaram os livros da Biblioteca Infantil do Centro Paroquial e da Biblioteca do Centro da Juventude dos Morros. À noite, celebraram com Frei Rozântimo as alegrias da vivência missionária em uma Missa de Envio na Paróquia Nossa Senhora da Assunção. Anoiteceram na comunidade e, em lágrimas, abraçaram-se e estenderam suas mãos à população em situação de rua. Como gesto concreto dessa longa caminhada, na manhã de domingo (21/jul), repartiram 300 pães e distribuíram cafés e leites a quem vive pelas ruas do Centro Histórico e da Vila Nova. Confira as breves palavras desses pejoteiros:

1) Só o fato de ter vindo para cá já foi muito bom para que aumentasse minha fé, reviver minha luta. Um dos momentos que me marcaram foi a marcha contra a violência e o extermínio de jovens, pelo fato que eu conversei com familiares que perderam seu filho por conta da intolerância dos policiais. Eles estão brigando pela justiça de seu filho e me emocionei bastante ao conversar com um pai e uma mãe. E ver que se nós não fizermos algo as próximas mães que chorarem pela perda de seus filhos, podem ser a nossa mãe, os nossos familiares. (Yuri Aaron, de São Vicente)

2) Observei com o filme “Paraísos Artificiais”, em algumas cenas, que devemos dar valor aos pequenos momentos que a vida nos traz. (Lucas Dias, de Santos)

3) Bom, o momento que mais me marcou foi uma visita a um jovem migrante de 23 anos. Ele era evangélico, mas, mesmo assim, aceitou a nossa água benta, conversou com a gente sobre muitas coisas e no final, ele virou-se para mim e pros meus companheiros e disse: “agora vocês são minha família”. (Danielle Muniz, de São Vicente)

4) O que me marcou foi em uma casa, de um casal com três filhos, e eles moravam numa casa bem precária. E quando eu perguntei se eles tinham algum problema, ele falou “lembra a leitura que você fez? Então problemas, todo mundo tem mais eu tenha fé que isso vai melhorar”. Quando ele falou isso, fiquei super animado e confiante, pois estava triste com um problema em casa e no trabalho. (Jefferson Lima, de São Vicente)

5) Fiz amigos que irão me ajudar muito durante a minha caminhada, que virão me incentivar, me socorrer quando precisar, me fazer acreditar quando eu duvidar e me levantar quando eu cair. E além de tudo isso, adquiri muita coragem e força para anunciar o Evangelho. (Maria Clara, de Santos)

Diário da Missão Jovem: Em pares na evangelização e no lazer

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Nos dias seguintes à adoração ao Santíssimo Sacramento, as bênçãos de multiplicaram na vida dos pejoteiros hospedados no Centro Comunitário do São Bento. Na terça, cada um estava mais entusiasmado a levar a Palavra aos ladres do Morro da Penha. À noite, celebraram as alegrias de partilhar a vida em Cristo em missa na Paróquia Nossa Senhora da Assunção. E no salão da comunidade, receberam Jam Pawlak, da ONH-U, e o ativista Amorim Melo para debater qual é o reflexo das recentes manifestações nas ruas com o modo de vida de nós, jovens.

Na quarta-feira, os jovens missionários participaram de um dia de lazer: de manhã, foram ao Ginásio Municipal do São Bento; de tarde, visitaram pontos turísticos do Centro Histórico, como o Museu de Arte Sacra de Santos e o Santuário Santo Antônio do Valongo; de noite, em louvor, prepararam um festivo luau na Lagoa da Saudade, no morro da Nova Cintra. Até mesmo os transeuntes aceitaram entrar na roda animada da PJ para celebrar as graças do dia a dia. Confira os breves depoimentos de alguns missionários:

1) Entre os melhores momentos da missão, a palestra sobre manifestações, porque a forma que a palestrante abordou o assunto foi demais. Ela sabia o que estava falando, e não estava defendendo o governo. Fora que ela falou sobre a Internet também: que a gente devia usá-la de forma correta. (Thais Santos, de Santos)

2) Primeiramente, o que me marcou foi a visita à Lagoa da Saudade, na qual os jovens marginalizados, participaram por conta própria da oração. (Gisele Cruz, de Guarujá)

3) O momento que mais me marcou foi na casa de uma mulher que me contou a história de seu sonho, e me mostrou que Deus fala conosco pelos sonhos. O que me mudou foi na parte de reclamar da vida, perceber que as pessoas passam por coisas piores que eu. Eu que tenho as coisas e reclamo, elas têm pouco e se alegram. Tenho que agradecer a Deus por isso. (Crysthian de Oliveira Domingues, de Praia Grande)

4) Muitos momentos me marcaram. Quando eu visitei a casa de uma senhora, ela só tinha 70% de uma vista e a outra já estava cega, e, ela disse que fazia todos os afazeres e que todo dia ela agradecia a Deus, que ela não tinha medo de morrer, e que tinha uma perna menor que a outra, aí todos os sapatos dela tinham um saltinho. Então quando eu saí da casa dela, eu percebi que a gente não precisa de muita coisa para sermos feliz. (Ângela Gomes, de Praia Grande)

5) A missão nos morros me fez ver a vida de um jeito mais simples e com muita humildade mostrando que os verdadeiros ricos são aqueles que têm amor no coração. (Yago Cardoso, de São Vicente)

Diário da Missão Jovem: Do retiro à adoração ao Santíssimo

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‘Ide e fazei discípulos em todas as nações’. É com o clamor de Bento XVI, e nos preparativos da vinda de Francisco ao País, que a Pastoral da Juventude da Diocese de Santos realizou mais uma edição da Missão Jovem. Dessa vez, nos morros contemplados pela Paróquia Nossa Senhora da Assunção. Foram 46 jovens que se reuniram no domingo (14/jul) no Santuário do Valongo para se alimentar da Palavra de Cristo antes de partilhá-la com os demais.

O domingo inteiro foi um retiro formativo com momentos de espiritualidade – como a reflexão sobre o batismo, com Wellington Dourado e Rafael Apolinário -, de vivência – com as dinâmicas de Ingrid Silva – e de formação – sobre a História dos Morros, a História da Igreja com Lincoln Spada, a Identidade Pastoral com Cesar Neves, e a Identidade Missionária com Gines Salas e Ricardo França. Ao pôr-do-Sol, os jovens adentraram ao Morro São Bento em direção a Paróquia Nossa Senhora da Assunção, onde foram acolhidos por Dom Jacyr Francisco Braido e o pároco Frei André Becker.

A comunidade também acolheu os missionários: em ritmo vibrante, o Rancho Folclórico da Ilha Madeira fez uma apresentação especial no Ginásio Esportivo do Morro São Bento. Cada um dos dançarinos tirou um jovem para bailar na grande roda. E a noite de festejos era apenas um prelúdio para tamanha alegria na vida desses pejoteiros.

Na segunda-feira, haja pés para subirem e descerem as vias do Morro São Bento. No final do dia, a celebração dos frutos ocasionou em uma adoração ao Santíssimo Sacramento no Centro Comunitário São Bento.  O carinho e o louvor marcaram profundamente a jornada dos missionários. Leia breves relatos sobre estes dois dias:

1) Durante a palestra, a Ingrid foi bem dinâmica e deixou bem claras as ideias que ela pretendia passar, ideias que depois se juntavam criando um sentido fantástico. Ela usou um termo que me chamou a atenção, que foi “empatia”. Gostei de toda a palestra, mas esse termo deixara clara a ideia de encontrar Cristo no próximo. (Guilherme Reis, de São Vicente)

2) Uma  frase que me marcou durante a Missão Jovem: “Levem minha benção a todos”, de Dom Jacyr Francisco Braido durante a missa de envio. (Jean Carlos, de Praia Grande)

3) Posso dizer que o único momento que me tocou, que me fez mudar, foi na adoração que aconteceu na segunda-feira, porque até o presente momento não conseguia ver Jesus em todo mundo. (…) Quando nós fechamos os olhos, e abraçamos uns aos outros, eu me senti muito mais perto de Jesus. (Marcelo Souza, de Santos)

4) O primeiro momento que me emocionou foi a adoração na segunda-feira à noite. Foi bem interessante, pois todas as adorações das quais eu já tinha participado, foram com as pessoas ajoelhadas, louvando a Jesus como rei e promovendo uma forte sensação de entrega e conversão. Nessa adoração, Jesus ficou no nosso meio enquanto conversávamos, brincávamos e partilhávamos experiências. Me fez perceber que Jesus está presente em todos os momentos e que devemos nos converter comunitariamente em uma grande família de amor. (Rodrigo Staudemeier, de Santos)

5) Logo no primeiro dia de missão, recebi uma dádiva muito bonita, quando cheguei, fui recebida naturalmente, entrei, conversei com a família da dona Francisca e sua filha. Fui fazer a bênção da casa e quando entrei em um dos cômodos, me deparei com um menino deitado na cama, assistindo a TV. Estava com uma cara triste . (…) A partir daquele momento, percebi a verdadeira realidade desse menino e resolvi convidá-lo. Depois de insistir muito, eu consegui. Hoje o Lucas está aqui com a gente, e é muito gratificante sentir que uma visita podia fazer tanta diferença. (Karina Gonçalves, de São Vicente)

Dia da Oração pela JMJ-Rio

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Em uníssono com a Jornada Mundial da Juventude, os pejoteiros da Diocese de Santos realizam a Missão Jovem a partir do próximo domingo nos morros da Paróquia Nossa Senhora de Assunção. Com isso, nosso bispo diocesano Dom Jacyr Francisco Braido,cs nos convida: “Envio esta mensagem do representante da CNBB que pede que no dia 11 de julho (hoje), façamos uma oração em preparação à JMJ Rio 2013. Vamos começar já e levar avante este clima de oração!”

Baixe aqui a Oração pela JMJ-Rio.

Renan Reguine: Missão é tempo de acordar

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01“Missão é tempo de acordar (…)”, “Missão é tempo de rever que igreja nós queremos ser (…)”. Com estes trechos musicais, podemos ter uma pequena noção da importância de uma missão, e que cada segundo usado em função de Jesus Cristo vale muito a pena.

Seríamos nós enviados de Jesus Cristo para batalhar num mundo repleto de violência, desgosto e injustiças? Eu digo que sim! Pois muitas vezes não percebemos, mas Jesus Cristo se faz presente dentro de nós, e Deus nos torna capacitado para ultrapassar todas as barreiras, apresentando aos seus filhos a graça da Tua palavra.

A união faz a força, e nós jovens unidos gozaremos da divina sensação de alegria, surpresa e solidariedade, que é prática da evangelização. Buscando sempre trazer Deus ao lar daqueles que precisam.

Alguns estão esperando somente um abraço, outros uma palavra, outros até mesmo uma reunião bem elaborada, mas o que todos realmente precisam é de Deus no coração, e se permanecemos unidos ele estará entre nós…

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Mt 18:20. Vamos lá juventude, Deus nos espera!

*Renan Reguine, pejoteiro de Praia Grande
membro do grupo de jovens da comunidade de Nossa Senhora Aparecida/Samambaia
discípulo-missionário

Walyson Ginaldo: Missão como afirmação da fé

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Olá! Me chamo Walyson, mais conhecido como Ginaldo (Longa história), mas enfim, Tenho 16 anos e sou membro do grupo de base GESAC (Grupo Esperança Semeador Do Amor de Cristo) há mais ou menos uns 3 anos. Venho aqui deixar ou tentar deixar a minha pequeníssima contribuição com relação a missão jovem, algo que, aliás, não tenho muita experiência.

No começo a intenção da missão chega a assustar a pessoa sem experiência e despreparado. O fato de você sair por aí visitando casas a fim de conhecer a realidade em seu bairro ou em outro bairro que você esteja missionando, é algo fora do normal para uma pessoa que vive no cotidiano rotineiro de sua paróquia.

“Missão jovem para aquela pessoa que vive ela intensamente e de forma cristã e correta, nada mais é do que a afirmação de sua fé enquanto Igreja e certeza da missão que nos foi proposto por Jesus cristo em sua caminhada conosco.”

Viva a missão intensamente, você conhecerá histórias impressionantes de vida, realidades que você jamais pensou em conhecer de perto, e descobrirá que o mundo é muito grande para você ficar parado no seu mundinho esperando algo acontecer. Você é a mudança! Obrigado. PJ aqui, PJ lá, PJ em qualquer lugar \o/

*Walyson Ginaldo, pejoteiro de São Vicente
membro do grupo de jovens da Paróquia Beato Anchieta
discípulo-missionário

Diego Florentino: As pessoas têm sede do Espírito Santo

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E aê, pejoteiros, meu nome é Diego Florentino dos Santos, sou assessor do TLC São Francisco de Assis em Cubatão e coordenador regional da PJ em Cubatão. Apesar ter tido quatro experiências sensacionais de missões sendo duas no Valo Velho em São Paulo, uma em Cubatão e outra recentemente no Humaitá em São Vicente, a que mais me marcou foi a minha primeira participação na missão jovem do Valo Velho. Se não me engano, em 2005.

Nessa missão foram apenas sete missionários da Baixada Santista. Desses sete, eu só conhecia apenas um que era meu amigo, ou seja, fui para um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas para fazer algo que nunca tinha feito na vida. E chegando lá, fui bem acolhido pelas pessoas da comunidade, mas algo que me marcou muito nessa acolhida foi a forma como fui recebido pela família que me abrigou durante a semana da missão.

Eles foram fundamentais pra que eu ficasse tranqüilo e me adaptasse ao local e me fizeram sentir um verdadeiro discípulo de Cristo em missão. Cada casa que entrava mais aprendia do que ensinava, mais recebia do que doava, pois cada família que abria as portas para mim, me presenteava com uma imensa experiência de vida. Essa missão me fez perceber o quanto as pessoas têm sede do Espírito Santo.

Por diversas vezes, entrei em casas em que as únicas palavras que dizia eram ‘bom dia’, ‘boa tarde’, ‘boa noite’, ‘oi’, ‘tudo bem?’, etc – praticamente não falava – e quando saia da casa da pessoa, ela agradecia dizendo que a visita tinha sido maravilhosa. E eu pensava comigo: ‘poxa não falei quase nada e a pessoas ainda me agradecem?’ Com isso pude acabar notando o quanto muitos são carentes apenas de alguém que escute suas angústias, sofrimentos, alegrias e vitórias.

Cada missão jovem tem seu brilho e formosura, mas realmente a missão que descrevi foi inesquecível e ainda hoje me lembro de cada amizade que lá fiz. Por diversas vezes, me pego lembrando de episódios felizes que lá vivi. Agradeço muito a Deus por ter tido a oportunidade ter conhecido as missões jovem, pois só eu sei o quanto amadureci com essas vivências e elas me fazem hoje enxergar o mundo de vários ângulos e formas diferentes.

*Diego Florentino dos Santos, pejoteiro de Cubatão
coordenador regional de Cubatão
discípulo-missionário