Diário da Missão Jovem: PJ bota fé nos morros

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As comunidades dos Morros do Pacheco, do Saboó, da Vila Progresso e Vila Fontana acolheram os pejoteiros na quinta e na sexta-feira (18 e 19/jul). Era enorme a alegria das famílias em receber os jovens. E vice-versa. Nas duas noites, os missionários também intensificaram seus laços com a cultura dos moradores em aulas abertas de capoeira e break, e, retribuíram tal generosidade com uma Marcha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. Acendendo velas, jovens e moradores se misturavam em uma longa procissão que trilhou por todas as capelas dos morros. Um cine-debate sobre o filme Paraísos Artificiais também mostrou os perigos de se desvirtuar para o caminho das drogas e outros vícios.

No fim de semana, o tom de despedida já marejava os olhos daqueles que fizeram das férias um verdadeiro serviço de evangelização. No sábado, ainda levaram a Palavra às casas nos arredores do Morro São Bento logo pela manhã. De tarde, catalogaram os livros da Biblioteca Infantil do Centro Paroquial e da Biblioteca do Centro da Juventude dos Morros. À noite, celebraram com Frei Rozântimo as alegrias da vivência missionária em uma Missa de Envio na Paróquia Nossa Senhora da Assunção. Anoiteceram na comunidade e, em lágrimas, abraçaram-se e estenderam suas mãos à população em situação de rua. Como gesto concreto dessa longa caminhada, na manhã de domingo (21/jul), repartiram 300 pães e distribuíram cafés e leites a quem vive pelas ruas do Centro Histórico e da Vila Nova. Confira as breves palavras desses pejoteiros:

1) Só o fato de ter vindo para cá já foi muito bom para que aumentasse minha fé, reviver minha luta. Um dos momentos que me marcaram foi a marcha contra a violência e o extermínio de jovens, pelo fato que eu conversei com familiares que perderam seu filho por conta da intolerância dos policiais. Eles estão brigando pela justiça de seu filho e me emocionei bastante ao conversar com um pai e uma mãe. E ver que se nós não fizermos algo as próximas mães que chorarem pela perda de seus filhos, podem ser a nossa mãe, os nossos familiares. (Yuri Aaron, de São Vicente)

2) Observei com o filme “Paraísos Artificiais”, em algumas cenas, que devemos dar valor aos pequenos momentos que a vida nos traz. (Lucas Dias, de Santos)

3) Bom, o momento que mais me marcou foi uma visita a um jovem migrante de 23 anos. Ele era evangélico, mas, mesmo assim, aceitou a nossa água benta, conversou com a gente sobre muitas coisas e no final, ele virou-se para mim e pros meus companheiros e disse: “agora vocês são minha família”. (Danielle Muniz, de São Vicente)

4) O que me marcou foi em uma casa, de um casal com três filhos, e eles moravam numa casa bem precária. E quando eu perguntei se eles tinham algum problema, ele falou “lembra a leitura que você fez? Então problemas, todo mundo tem mais eu tenha fé que isso vai melhorar”. Quando ele falou isso, fiquei super animado e confiante, pois estava triste com um problema em casa e no trabalho. (Jefferson Lima, de São Vicente)

5) Fiz amigos que irão me ajudar muito durante a minha caminhada, que virão me incentivar, me socorrer quando precisar, me fazer acreditar quando eu duvidar e me levantar quando eu cair. E além de tudo isso, adquiri muita coragem e força para anunciar o Evangelho. (Maria Clara, de Santos)

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