40 Anos de PJ: Entrevista com Emerson Lopes

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Este ano, a Pastoral da Juventude Estadual (Sul 1) estará celebrando seu 40º aniversário em uma Romaria à Aparecida do Norte no próximo dia 8 de setembro, com atividades das 7 às 12 horas. Nessas quatro décadas, são tantas vivências e milhares de pessoas que se tornaram lideranças comunitárias por intermédio da PJ, que a Coordenação Diocesana da PJ (Codijuv) propôs entrevistar alguns eternos jovens.

Por isso, vem! Entra na roda com a gente também, você é muito importante!

01EMERSON DOS SANTOS LOPES
Data de nascimento: 19/abr/84 (29 anos)
Comunidade de origem: Comunidade São João Batista (Morrinhos/Guarujá)
Trajetória: Coordenador do grupo de jovens Jovens a Caminho da Salvação/Grupo Acorde (2002-2004); coordenador diocesano (2004-2006).

INÍCIO. Tinha 14 anos, e não havia feito a Primeira Eucaristia. E uma vizinha, de apelido Liu, sempre me convidava para participar do grupo de jovens e eu relutava. Um belo dia, ela me convidou para participar de um terço com a juventude que acontecera na paróquia, porém, percebi que após tantas resistências da minha parte, ela me convidara apenas de praxe e não tinha confiança que ia. Conversei com a Ízis, uma amiga que estava na mesma situação, recebendo inúmeros convites e se esquivando. Um disse ao outro: “Se você for eu vou”. Para surpresa dela fomos os dois ao terço, e durante o caminho interagimos bastante com os demais membros. Na sequência, o grupo estava ensaiando a quadrilha para a festa junina, entrei na brincadeira e acabei participando do grupo e da Igreja. Acredito que a amizade é o fator principal de todos os grupos sociais: afinal, o que motiva os jovens a saírem de suas casas em pleno domingo a tarde e irem à Igreja, ao invés de irem à praia? Pode até me responder que é a fé, porém, se o jovem tiver fé e não for bem acolhido no grupo e ele não se sentir parte dele, não retornará. Me senti parte do grupo desde o primeiro momento que estive em contato com eles. Muitos jovens com o mesmo ideal de buscar um contato mais próximo com Cristo, de uma forma diferente e inusitada.

NA COMUNIDADE. No ano seguinte, fomos convidados pela Pastoral da Juventude a participar de um DDF (Dia de Formação) da Campanha da Fraternidade daquele ano que tinha como lema: “Sem trabalho por que”. A partir daí, nosso contato com a PJ foi estreitando-se, e o que aprendíamos na PJ estava cada dia sendo aplicado com maior frequência em nosso grupo. Ao aproximarmos da pastoral, os segmentos mais conservadores da comunidade não gostavam da forma como o grupo estava sendo conduzido, veio então a primeira crise, com a saída de alguns jovens. Nossos encontros sempre foram marcados pela formação, partilha da palavra, interação com outros grupos, espiritualidade e pela alegria. Participávamos de todas atividades da comunidade, cantando, dançando, interpretando, ajudando-se mutuamente, um incentivando o outro o tempo inteiro, fosse na fé ou na vida pessoal. Neste período, marcou-me uma peça que encenamos na semana do padroeiro, onde, relatávamos de forma bem humorada o dia a dia de nossa comunidade, fizemos o povo refletir sobre as atitudes de cada um neste contexto e tivemos que arcar com as consequências depois – nossos textos teriam que passar pelo crivo do Conselho Pastoral da Comunidade. Outra coisa que me marcou, foi na nossa segunda crise, quando uma turma decidiu se dividir e fundar um grupo de oração jovem. No início não entendi e fiquei chateado, mas depois percebi que era a melhor coisa a ser feita. Cada um fazendo o seu trabalho sem atrapalhar o do outro.

NA DIOCESE. Participei dos cursos oferecidos pela PJ, assembleias, encontros, romarias, escola bíblica, missão jovem, DDF, Dia Nacional da Juventude e por aí vai. Quando recebemos a Assembleia Regional da PJ de São Paulo em Santos, era coordenador diocesano e trocamos experiências com jovens de todo Estado. Me emociono ao lembrar de jovens que viajaram por até 16 horas para participar deste momento. Nossa noite cultural foi um luau na praia, que deixou todos encantados com a nossa acolhida. Sem falar nos inúmeros cursos e encontros e nas noites sem dormir trocando experiências sobre o que cada um fazia em seu grupo, ou simplesmente cantando e rindo bastante.

02INFLUÊNCIAS. A principal habilidade desenvolvida na PJ e que me ajuda até hoje é de trabalhar em grupo. Depois que sai da PJ não me identifiquei com nenhuma outra pastoral. Sempre gostei de política, mas na PJ aprendi que fazer política não é algo ruim. Em 2002, participei de um encontro com jovens dos regionais SP1 e SP2 na cidade de Santo André, debatendo Políticas Públicas para Juventude. Naquele mesmo ano ajudamos a eleger Lula presidente (muitos pejoteiros militaram em diferentes partidos políticos). Hoje trabalho na assessoria da prefeita Maria Antonieta de Brito, do Guarujá, que também foi pejoteira, e muitas coisas que aprendi durante o tempo que passei na PJ, utilizo até agora. Por causa da PJ participei do Conselho Municipal de Juventude e participo da juventude o PMDB.

CONVITE. O contato com Deus é algo inexplicável, o significado dele em minha vida me permitiu olhar para as situações a partir do olhar do outro, e quando nos colocamos nesta condição entendemos muitos mistérios da vida. Igreja não é o templo e nem a instituição, são as pessoas, sou eu e é você, somos todos nós. E a forma como a Igreja, nós, evangeliza os jovens, é a forma como ela age. Falar da Pastoral da Juventude sempre será com muito entusiasmo e alegria. E motivar os jovens a participarem dela é incentivá-los a vivenciar experiências.

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