40 anos de PJ: Entrevista com Samira Aun

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Este ano, a Pastoral da Juventude Estadual (Sul 1) estará celebrando seu 40º aniversário em uma Romaria à Aparecida do Norte no próximo dia 8 de setembro, com atividades das 7 às 12 horas. Nessas quatro décadas, são tantas vivências e milhares de pessoas que se tornaram lideranças comunitárias por intermédio da PJ, que a Coordenação Diocesana da PJ (Codijuv) propôs entrevistar alguns eternos jovens.

Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer!

01SAMIRA ALVES AUN
Data de nascimento: 6/dez/84 (28 anos)
Comunidade de origem: Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Santos)
Trajetória: Catequista de Crisma/Coord. do grupo de jovens (2008-2010); coordenadora diocesano (2011-2012).

INÍCIO. Bom, meu início se deu motivada pela catequista de crisma da época, Ana Herondina (Heron), e desde que terminei a catequese, ansiava em fazer parte dos Jovens do Sagrado, mas diziam que eu não tinha idade (risos), então iniciei no grupo de adolescentes (Perseverança). Nosso pequeno grupo tinha uma forte ligação e nos divertíamos muito, mas nossa participação enquanto grupo era somente intra-paroquial. Neste período, iniciei como auxiliar de catequese com a Yvone. Em 1999, mudei com minha família para o interior (em Cosmópolis), e lá, ingressei no grupo da Aparecida, que não tinha um comportamento tão carismático (o que me deixava um tanto incomodada e com um posicionamento diferenciado dos demais). No ano seguinte, em 2000 retornamos a Santos e eu, consequentemente, procurei me envolver em diversos espaços juvenis: Infância Missionária, turma de catequese, e turma de Crisma. A Heron já estava bem doente na época, e, por intermédio dela, fui à Assembleia Diocesana da PJ em 2001. No entanto, iniciei minha vida vocacional em 2002, entrando na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Calvário com quem aprendi muito e tive experiências únicas em minha visão religiosa-social-politica e pastoral (onde estudei Teologia na PUC-Campinas, a partir do viés da Teologia da Libertação). Em 2008, ao retornar à comunidade, voltei a frequentar a PJ.

NA COMUNIDADE. No meu grupo de Perseverança, íamos ao cinema e nos encontrávamos semanalmente pra conversar, nisso aprofundávamos e discutíamos algumas questões pertinentes à nossa idade de adolescentes, mas lembro muito bem do quão bom e divertido eram esses encontros. Já no Crisma foi quando fortaleci minha relação com os jovens de outras paróquias por causa das gincanas e sempre carregando a identidade de “jovens do sagrado” (risos).

NA DIOCESE. Participei de diversas formações, tanto como participante e como equipe. Mas a que mais me marcou foi o meu 1º CDL (Curso de Dinâmicas para Líderes), em nível regional em São Vicente. Fui convidada a participar pela Amandinha e pelo Ricardo França. Nesse período, me reaproximei ainda mais da estrutura da PJ. Eleita coordenadora diocesana (Codijuv) em 2011, outro evento diocesano que me marcou muito foi o DNJ (Dia Nacional da Juventude) de 2011 que aconteceu em Praia Grande. Apesar da trabalheira que deu me senti com uma imensa satisfação de missão cumprida e de um belíssimo trabalho em equipe (a Codijuv estava bem integrada pra esse evento).

02INFLUÊNCIAS. As vivências de grupo sempre me levaram a um favorecimento na vida cotidiana escolar, pois me ajudou a lidar com a timidez de falar em público, a lidar com os conflitos e diferenças de cada pessoa, a ter tolerância… Há tanta coisa que ainda aprendo na PJ! Mas principalmente me despertou a sensibilidade ao sofrimento dos outros e a querer entender como Jesus vivia e lidava com essa triste realidade, fruto da injustiça social. Essa inquietação que a PJ me despertou foi norteadora nas minhas escolhas mais importantes: começando inicialmente pelo desejo de viver na Vida Religiosa e no envolvimento com algumas pastorais sociais. Hoje, já, num processo de militância, estou inserida em diversas lutas sociais junto a diversos movimentos e coletivos organizados, inclusive, a PJ foi um grande influenciador na escolha do curso superior que escolhi para seguir carreira, o Serviço Social.

CONVITE. Deus pra mim é tudo! Ele está em cada um de nós, e carrego essa certeza de sua presença como um sopro de vida em nós, não por um mérito ou por exclusividade ou por grandes devoções. E, ao se fazer carne e habitar entre nós, mostrou com profunda simplicidade como deseja que vivamos nossa liberdade. Jesus foi e é a maior prova do amor de Deus. E me entristece ver o quanto os cristãos continuam com um discurso distante da realidade pouco dialogando de forma ecumênica e progressista por um outro mundo possível. Mas eu ainda acredito, porque a juventude representa o presente, a força criativa e viva na história, que constrói seu caminho à medida em que se compreende como protagonista de sua história e acima de tudo como um ser coletivo, sensível às mazelas do mundo como um pecado social que também nos atinge diretamente. E assim, se empoderar de sua capacidade de transformar a realidade de injustiça e exclusão, vivendo a coerência evangélica! Muito axé na caminhada e continuem firmes e perseverantes na luta por um outro mundo possível, de justiça e equidade!

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Uma resposta »

  1. Samira, é uma guerreira!!!! É talentosa, estudiosa e em tudo que faz ela se dedica muito, dando sempre o seu melhor. Admiro este teu lado lutador, continue sendo uma representante católica nos movimentos. O mundo precisa de pessoas de atitude como voce! Sucesso sempre!

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