40 anos de PJ: Entrevista com Mauro Alonso

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Este ano, a Pastoral da Juventude Estadual (Sul 1) estará celebrando seu 40º aniversário em uma Romaria à Aparecida do Norte no próximo dia 8 de setembro, com atividades das 7 às 12 horas. Nessas quatro décadas, são tantas vivências e milhares de pessoas que se tornaram lideranças comunitárias por intermédio da PJ, que a Coordenação Diocesana da PJ (Codijuv) propôs entrevistar alguns eternos jovens.

Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

01MAURO ALONSO JÚNIOR
Data de nascimento: 10/abr/76 (37 anos)
Comunidade de origem: Paróquia São Judas Tadeu (Santos)
Trajetória: Coordenador de grupo de jovens (2000-2001), coordenador regional (2002), assessor diocesano (na Região Centro de 2003-2004 e de São Vicente 2005-2006), catequista de Crisma (São Judas Tadeu de 2003-2004 e São Vicente Mártir de 2005-2012), assessor paroquial (São Vicente Mártir 2005-2013).

INÍCIO. Quando eu morava em Santos, tínhamos um grupo de amigos no Marapé que sempre jogava vôlei na praia. Um dos participantes desse grupo também frequentava a Paróquia São Judas e sempre chamava a gente para ir até lá, participar, etc… Mas não convencia ninguém (risos). Até que ele tentou uma abordagem diferente e levou os membros do grupo que ele fazia parte (chamado PADOL – Pastoral do Adolescente) para jogar com a gente na praia. Passado algum tempo, a amizade cresceu e quase todos que eram do “grupinho do vôlei” acabaram indo para a São Judas… E o local no Canal 1 onde jogávamos passou a ter o apelido de “Rede da PADOL”. Vai entender, né?

COMUNIDADE. O nosso grupo, apesar do nome, cuidava de jovens de 13 a 24 anos, se reunindo aos domingos e tinha funções definidas na comunidade. Era responsável pelas missas de domingo à tarde (em conjunto com os outros três grupos existentes), ajudava nas “Manhãs de Lazer” (recebíamos todos domingos pela manhã os internos do Educandário Anália Franco para brincar e dedicar carinho), participava dos eventos da comunidade (jantares, almoços, festas) normalmente na organização (mão de obra mesmo, risos). Aproveitei o tempo no grupo para concluir os sacramentos de iniciação (faltava Eucaristia e Crisma) e incentivei outros a fazer o mesmo gesto. Entrei no grupo em 1998 e assumi a coordenação dele em 2000. Inclusive foi o ano que tivemos o primeiro contato com a PJ Diocesana, em um DNJ (Dia Nacional da Juventude).

NA DIOCESE. Participei e organizei, no período em que fiz parte tanto da coordenação, quanto da assessoria diocesana, de diversos eventos que me marcaram, entre eles DNJ, Encontro de Espiritualidades, Encontro de Comemoração dos 30 anos da PJ… (Sim, ela vai fazer 40, eu comemorei os 30, risos), festas para arrecadar dinheiro, cursos diversos. Mas o projeto que mais me marcou foi a proposta da assessoria diocesana para a reorganização da estrutura dos três principais cursos existentes: CAJA (Curso para Animadores de Jovens e Adolescentes), Maturidade Afetiva e CDL (Curso de Dinâmica para Líderes). Assim, criando a formação em módulos sequenciais que funcionou entre 2005 a 2007 e ocorria sempre no Centro de Formação do Apostolado de Santos, o CEFAS. O conceito de formação continuada ajudou a fortalecer por um tempo não apenas a PJ diocesana, mas principalmente os membros que voltaram a suas comunidades mais preparados para divulgar a Boa Nova e viver Jesus Cristo em suas comunidades. Muitos dos que passaram pelos módulos se tornaram coordenadores, assessores, líderes de pastorais. E isso deixou uma sensação de “missão cumprida”.

02INFLUÊNCIAS. A convivência com outras pessoas, a superação de limites pessoais como timidez, medo de falar em púbico, e o desejo em conhecer e se aprofundar nos conhecimentos relacionados com sua fé, me ajudaram a crescer como ser humano. A PJ me despertou para outras causas sociais, e isso serve até hoje na minha vida. Continuo atuando com juventude nas comunidades, hoje na Paróquia São Vicente Mártir, e com catequese crismal, algo que muito me agrada.

CONVITE. Acredito muito em São Tiago quando ele diz “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg 2,17). Deus me ensinou a orar e agir. Não consigo fazer em apenas uma das coisas. O meu trabalho voluntário precisa desses elementos e por isso continuo com grande parte da minha atuação ainda vinculada à comunidade, até por acreditar muito no conceito de pequenas comunidades. A PJ e a Igreja me tornaram um homem com responsabilidades e com coragem para enfrentar uma sociedade tão egoísta e hipócrita. E fica uma dica: um pequeno grupo que trabalhe forte e faça a diferença em sua paróquia, em sua base, hoje em dia é fundamental para a estrutura da Igreja! Nunca esqueçamos da real origem das nossas pastorais, afinal elas começam lá naquela salinha pequena, com reuniões toda semana e com muita fé e devoção! Fazendo isso, acreditem, o Reino de Deus acontece!

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