40 anos de PJ: Entrevista com André Ribeiro

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Este ano, a Pastoral da Juventude Estadual (Sul 1) estará celebrando seu 40º aniversário em uma Romaria à Aparecida do Norte no próximo dia 8 de setembro, com atividades das 7 às 12 horas. Nessas quatro décadas, são tantas vivências e milhares de pessoas que se tornaram lideranças comunitárias por intermédio da PJ, que a Coordenação Diocesana da PJ (Codijuv) propôs entrevistar alguns eternos jovens.

A PJ foi o espaço na Igreja que eu encontrei e me identifiquei para fortalecer e vivenciar essa fé!

01ANDRÉ RIBEIRO
Data de nascimento: 15/out/80 (32 anos)
Comunidade de origem: Comunidade Nossa Senhora Aparecida (Prados/Peruíbe)
Trajetória: Secretário do grupo paroquial (1998); coordenador diocesano (1999-2002); assessor diocesano (2003-2009).

INÍCIO. Na minha comunidade fiz Catequese, Perseverança, Crisma, fui Catequista e participei do Grupo de Jovens. Em relação ao grupo, era formado pelos jovens da comunidade, principalmente por recém-crismados, e eu não participei logo de início, pois trabalhava de maneira intercalada aos sábados (dia dos encontros). Posteriormente, as reuniões do grupo mudaram para os domingos à tarde, mas mesmo assim eu ainda não participei. Já no início de 1998, finalmente fui a uma primeira reunião, faltei à seguinte, mas a partir da próxima me tornei participante. O que me atraiu, até mesmo por uma fase pessoal, foi a oportunidade de fazer parte de um espaço de espiritualidade e discussões de temas que me interessavam à época, como participação comunitária e pessoal, desenvolvimento de novas amizades, apesar de já conhecer a maioria dos jovens.

NA COMUNIDADE. O grupo, mesmo sem se “reconhecer” como esta ou aquela identidade, seguia uma linha bastante característica da Pastoral da Juventude. Eram reuniões elaboradas com espiritualidades, leitura e reflexão da Palavra, músicas e programações de atividades sociais e participação mais ativa na comunidade. Tínhamos mensalmente a “missa dos jovens”, organizávamos e participávamos de campanhas de assistência e apoio aos Vicentinos, por exemplo, e das festas solenes e quermesses. Também procurávamos organizar passeios, dias de esportes, e também nos divertíamos juntos aos sábados à noite. Lembro que também, uma vez por mês fazíamos reuniões na casa dos jovens que participavam do grupo, além de promovermos sempre as festas de aniversário. Como membro do grupo, participei ainda em 1998 de um curso oferecido pela PJ chamado “Maturidade Afetiva”. Com toda a certeza, foi a atividade mais marcante para mim, pois o curso desenvolvia temas e atividades relacionadas ao desenvolvimento interpessoal, comunitário, afetivo, e era isso que eu precisava enquanto jovem, àquela época. Essa experiência foi determinante para o meu desenvolvimento pessoal, refletindo também no campo afetivo e profissional. Por isso, a experiência mais marcante!

NA DIOCESE. Já fazendo parte da Codijuv a partir de 1999, e como equipe, organizávamos todos os eventos do calendário diocesano da PJ, cujos principais eram: DDF’s CF (Dias De Formação sobre o tema da Campanha da Fraternidade), Semanas da Juventude, Romarias da Juventude, DNJ’s (Dia Nacional da Juventude), Encontros de Formação e Assembleias. Além dos eventos, promovíamos os cursos de formação da PJ, que inicialmente eram organizados de maneira individual e não integrada (algum tempo depois esses cursos se tornariam uma “formação integral e integrada”, digamos assim…). Um evento bastante importante, mais precisamente um curso, foi o CAJA (Curso de Animação para Jovens e Adolescentes) realizado no Santuário do Valongo (salvo engano, em 1999), onde a Região Litoral Sul participou em peso. Para quem é da época, sabe que fatores como a “geografia” (distância “da Diocese” e tamanho da região) e pouco desenvolvimento pastoral dificultavam a integração com as demais regiões diocesanas, praticamente todas concentradas em torno de Santos. Após esse curso, muitas lideranças foram formadas, criamos o conselho regional, e por conta disso o trabalho se tornou mais viável, pois foram atingidos mais grupos, formados alguns mais, e promovidas atividades celebrativas e formativas mais adequadas à realidade dos jovens da região. O resultado foi uma participação ativa e de bastante destaque na Diocese, a partir de então, inicialmente com Peruíbe e Itanhaém, partindo posteriormente para Mongaguá e também Praia Grande, onde muitas lideranças jovens tiveram papel fundamental no desenvolvimento da região. A partir de 2003, já assessor, a principal função era promover à PJ uma formação mais integral e qualitativa, visando capacitar a juventude para a liderança e participação mais ativa em suas comunidades de base. Uma ação, das mais importantes da Equipe de Assessoria, foi a integralização da capacitação aos jovens, e isso se deu através de um projeto proposto por alguns colaboradores da Assessoria, tornando-se o projeto principal de uma formação integral e continuada, sendo aplicado em formato modular (dois blocos com três módulos cada, durante o ano).

INFLUÊNCIAS. A PJ foi para mim um excelente espaço de aprendizado e vivência não somente pessoal, espiritual ou comunitária. Na Comunidade, participei do Conselho Administrativo e também fui Coordenador do Conselho de Pastorais. Atuei ainda como assessor na formação do grupo de jovens na comunidade. Hoje não participo de nenhuma pastoral ou movimento, mas a vivência na PJ me faz objetivar, quem sabe, a participação em alguma pastoral social da Igreja. Costumo também dizer que a PJ foi fundamental para a minha formação profissional, pois todo o aprendizado em liderança e outras capacitações técnicas, como organização, administração de tempo, coordenação, influenciaram diretamente na minha carreira profissional, e hoje atuo na gerência de uma empresa de materiais para construção, aqui mesmo em Peruíbe.

CONVITE. Realmente é um “clichê”, mas “Deus é tudo”. É a razão da existência. Para mim, é o porto seguro nos dias de tormenta e é quem me dá força e capacidade de enfrentar os obstáculos que a vida, sabiamente (depois a gente entende isso!) nos apresenta. E é a quem, ainda raramente, agradecemos por nossos momentos de felicidade e prosperidade. Entendendo e compreendendo tudo o que Ele nos proporciona, considero que somos pouco agradecidos ao nosso Pai. A Igreja é a pedra fundamental da nossa fé, enquanto cristãos, e espaço de convivência comunitária (é o que realmente nos fortalece como pessoas), e a PJ foi o espaço na Igreja que eu encontrei e me identifiquei para fortalecer e vivenciar essa fé. O entusiasmo que a PJ me causou em todos esses anos em que participei é o que posso mostrar a algum jovem que eu pretenda convidar para participar na Igreja e no grupo. Sempre acreditei que, se você não demonstra o que fala com exemplo e entusiasmo, dificilmente convence. E não adianta querer incutir nada na cabeça de ninguém. Um jovem, hoje, tem em sua volta inúmeros atrativos que o afastam de um caminho próximo de Deus. A PJ, em minha visão, proporciona ao jovem a percepção de que pode e deve viver no mundo do jeito que é, mas procurando mudá-lo através de sua própria mudança. Penso que o nosso “mundo possível” não é utopia, e nem tão distante quanto parece ser.

Agradeço imensamente a oportunidade de participar da celebração dos 40 anos desta Pastoral da Juventude que tanto me identifiquei e aprendi a amar. Desejo que a PJ tenha outros 40, 80, 120 anos, sempre proporcionando à juventude um excelente caminho de desenvolvimento espiritual e participação comunitária! Parabéns, PJ! Aqui, lá, em qualquer lugar!

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