40 Anos da PJ: Entrevista com Sergio Amaral

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Este ano, a Pastoral da Juventude Estadual (Sul 1) estará celebrando seu 40º aniversário em uma Romaria à Aparecida do Norte no próximo dia 8 de setembro, com atividades das 7 às 12 horas. Nessas quatro décadas, são tantas vivências e milhares de pessoas que se tornaram lideranças comunitárias por intermédio da PJ, que a Coordenação Diocesana da PJ (Codijuv) propôs entrevistar alguns eternos jovens.

Lembre que você, meu querido jovem pejoteiro, é privilegiado por ter recebido gratuitamente muitos dons de Deus.

01SERGIO AMARAL (Serginho)
Data de nascimento: 22/set/67 (45 anos)
Comunidade de origem: Par. N. Sra. Aparecida (Santos)
Trajetória:  Coord. da Perseverança, Congregação Mariana e Grupo de Jovens Aparecida-Santos (1982-89); Assessoria Diocesana (1989-1990); Coord. Centro de Capacitação daPJ  (1990-93), Coord. Diocesana da CF (1991-92) e Assessoria Diocesana (1992-2000).

INÍCIOMinha família sempre participou ativamente na Par. Aparecida-Santos e eu, como filho caçula do casal “Guerra e Nair” (meu irmão mais velho é o diácono José Guerra do Morro N. Cintra), logo fui coordenando os grupos de Perseverança e Congregação Mariana (na época era como os jovens se reuniam na Aparecida e outras paróquias). Tínhamos uma organização forte, com apoio do Pe. Ciro Fanha e por 6 anos realizamos grandes retiros de fim de semana no CEFAS (Encontro de Jovens da Aparecida-ENJAPA). Nesses Encontros conheci o Pe. Limeira de S. Paulo e seus colaboradores: eram Salesianos com grande carisma juvenil. Me apaixonei pela mensagem que colocava o jovem como protagonista, em uma época de transformação social na América Latina (anos 80) e me envolvi intensamente na PJ da Paróquia e da Diocese.

NA COMUNIDADE. Era muito bom participar do Grupo de Perseverança, onde comecei a namorar minha esposa, Ana Lucia, quando tinha 14 anos. O tempo na Congregação Mariana/Grupo de Jovens me ensinou muito para a fé e para a vida. Tínhamos muitas atividades  dentro e fora da Igreja: gincanas, encontros de formação, bailinhos, esporte, passeios, ajuda na ‘favelinha’, etc. Foram vários os Festivais de Música na paróquia, diocese e estado de SP: eu ajudava na organização e era ‘fã nº 1’ do grupo ‘Sementes’, formado por amigos. Com uns 18 anos eu já havia coordenado várias atividades na paróquia e naturalmente passei a ser um Assessor Jovem, atuando na formação de lideranças que foram se engajando na paróquia e na Diocese.     

NA DIOCESE. Enquanto eu participava dos grupos de adolescentes e jovens na comunidade (1982-89), passei a escutar informações de que a CODIJUV estava sendo reorganizada ( por alguns anos parou de atuar devido conflitos com o bispo na época, D. David Picão). Eu percebia a dificuldade para uma nova mobilização diocesana, quando eu participava de alguns eventos, como as primeiras edições do DNJ e do Dia da JMJ (não havia internet ou celular). No fim da década de 80, o Mons. Joaquim Leite, assessor da PJ, me observou em reuniões e passou a me pedir ajuda: logo me apresentava como um de seus auxiliares na assessoria diocesana. Os anos foram passando e, curiosamente, atuava como um assessor da PJ Diocesana sem nunca ter sido membro da CODIJUV. Nessa caminhada, organizei com alguns outros assessores de grupos o CCPJ (Centro de Capacitação da PJ Diocesana), que apoiava a Coordenação Diocesana, especialmente na preparação de cursos, reuniões e divulgação de livros (comprava em SP, com ajuda de minha esposa, e carregava sacolas para os eventos regionais e diocesanas). Tivemos alguns conflitos ideológicos com a Pastoral Vocacional, mas aos poucos passamos a caminhar lado a lado, quando padres argentinos que trabalhavam no seminário assumiram a assessoria religiosa da PJ. Sempre trabalhei muito na criação de cursos (Enc. Lideranças, CAJA, Comunicação e Influência, etc.) e outras ações para Capacitação Técnica, escrevendo ‘subsídios’ (apostilas, livretos) e artigos para jornal da PJ (inicialmente era chamado BICO-Boletim da CODIJUV). As Assembléias Diocesanas, nas quais trabalhávamos sob o método Ver-Julgar-Agir, eram momentos fortes para a integração, revisão e planejamento. A casa de retiros do CEFAS era o local em que 2 a 3 fins de semana por ano recarregávamos as energias em momentos de espiritualidade e reflexão. Livros do Pe. Jorge Boran e outros que trazíamos do CCJ (Centro de Capac. da Juventude) de SP, nos ajudava a seguir alinhamento com a PJ do Brasil e Regional SP.

02INFLUÊNCIASA PJ exerceu forte influência na minha vida pessoal e profissional: a necessidade de apresentar cursos e eventos fez com que eu controlasse minha timidez; tendo que obter ajuda, passei a  trabalhar em equipe; organizando atividades aprendi a planejar/acompanhar; delegando e motivando desenvolvi perfil de liderança; lendo livros e conversando com padres/assessores fui valorizando a experiência; Enfim, minha vivência na PJ foi fundamental para a construção de minha personalidade atual, como pai (o Gabriel tem 14 anos e a Mariana 20), leigo na Ilha do Governador-RJ (onde vivo desde 2001 e estou concluindo curso de Iniciação Teológica) e gerente em indústria (uma forma de trabalhar com pessoas e compartilhar a liderança/conhecimentos que desenvolvi). Neste ano tive a alegria de abrigar 32 jovens/adultos em minha casa, durante a JMJ-Rio2013, quase todos do Tocantins, mas também havia um peruano e quatro da diocese de Santos: foi um momento maravilhoso de partilha, fé e aprendizado!

CONVITENão desista, seja perseverante! Lembre que você, meu querido jovem pejoteiro, é privilegiado por ter recebido gratuitamente muitos dons de Deus. Compartilhe os talentos que você recebeu, como um servo, que faz a sua obrigação (Lc17,9;Mt 24,46). Você é responsável por dezenas, centenas, milhares de outros jovens: construa sua caminhada, influenciando positivamente outros jovens, através de palavras e exemplos. Aceite o convite da Igreja para que você seja um ator principal, protagonista na mobilização e evangelização da juventude. Ajude a manter viva a chama da PJ, que aquece e ilumina, rumo à Civilização do Amor.

Em tempo: Parabéns pela iniciativa de resgatar um pouco da história da PJ em depoimentos de amigos como o André, a Lúcia e o Ricardo, entre tantos outros que marcaram essa caminhada!

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