Arquivo mensal: dezembro 2013

Feliz Natal: Jesus se fez pequeno, justo e confiante

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Naqueles tempos, acredite, o mesmo Deus superior a todos os planetas, vulcões ou leões se fez recém-nascido. Sua mãe seria uma jovem de pouco mais de 15 anos, de pele parda e nazarena – morava numa vila com pouco mais de 20 famílias de origem humilde e praticamente pagã, bem afastada do centro político e religioso da Palestina, Jerusalém. Na verdade, uma política centralizada no Império Romano, a quem os judeus deviam pagar altos impostos. Em uma época que a mulher nascia com intuito de servir ao homem, Maria serviria a Deus, ao mesmo tempo seu Pai e seu Filho. E era grandiosa por sua pequenez.

02Foi ela quem consagrou sua vida ao Senhor. E José, seu noivo casto, aceitou a missão de cuidar de um menino que não herdaria seu sangue. Protegeu sua futura esposa e o bebê de qualquer infortúnio: seja acusações de infidelidade que acarretassem ao apedrejamento, seja da miséria que condenava milhares de sua nação. Assim, assumiu a justiça como seu norte até o último suspiro. Dedicaria todo suor de suas mãos na carpintaria para a sobrevivência da família a quem Deus lhe confiou.

Justamente a confiança na divindade que fez com que eles se tornassem a Sagrada Família. Num contexto em que Herodes decretou eloquentemente a morte dos filhos da população judaica, Deus providenciaria a oportunidade ao casal. Migraram para Belém por dias, atravessando a secura dos desertos. Veja que ninguém receberia um par de estranhos em sua casa, mas um senhor cedeu por uma noite o lar para animais, nos fundos de seu terreno. É no estábulo que Maria deu a luz. Segundo a tradição, em uma suja manjedoura – onde se deita o alimento dos porcos, cavalos e outros hóspedes do local.

03Logo apareceriam os pastores, uma categoria odiada por serem homens nômades e miseráveis e, portanto, de se apropriarem de terras dos outros em busca do mínimo de subsistência. Aliás, alguns até precisavam viver de assaltos em campos. Também chegariam três estrangeiros, astrólogos de espiritualidades distintas, alheios à religião judaica, que seguindo uma estrela rara, estariam próximos do novo rei.

Reza a tradição que cada um de um continente diferente e uma geração diferente traria um presente diferente para ele. O mais velho, do Oriente Médio, levaria o ouro, representando o caráter de realeza do recém-nascido. O outro, próximo dos quarenta anos, de origem africana, entregaria o incenso, elemento sempre utilizado para ritos, portanto, significando a divindade do menino. Já o terceiro, mais novo, de aparência europeia, doaria a mirra, artigo propício para os sepultamentos da época, simbolizando a finitude, a humanidade do bebê.

04E é no meio de animais, pastores e magos, personagens tão marginalizados e distantes da sociedade comum, que Deus viria como um menino. Para que nós, em qualquer confim da Terra, cientes de toda essa simbologia ao cultuarmos a festa de Natal, lembrarmos que Jesus veio ao mundo para nós aceitarmos e sermos o seu próprio amor solidário com o próximo, principalmente, o mais marginalizado. E como Maria, José e todo seu discipulado, sejamos também pequenos, justos e confiantes no Senhor para continuarmos a tecer a civilização do amor nesse mundo. Amém, axé, awerê, aleluia!

Lincoln Spada – Coordenador Diocesano da Pastoral da Juventude

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Em Assembleia dos Pejoteiros, reafirmamos nossa fé

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A Pastoral da Juventude (PJ) é um projeto de vida, um sonho, uma utopia – pois toda fé nos leva a crer que utopias serão possíveis. Nestas quatro décadas, a PJ sempre apresentou a proposta de ser uma Igreja seguidora da Palavra e dos documentos do magistério, justa, solidária e fraterna.

Em um mundo cada vez mais individualizado em suas tecnologias wi-fi, percebemos até uma parcela de católicos que dizem que a fé nada mais é do que uma conversão pessoal para alcançar suas próprias graças. E nesse cenário, a PJ reafirma de novo com novas caras o que já devia se intrínseco na sociedade: o mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo.

Estamos cientes que essa proposta de amadurecer na fé, sendo jovem na Igreja e sinal de Cristo na sociedade com o devido discernimento ainda pode ser controverso. E confesso que o maior dilema da pastoral – e de toda a Igreja – é reencontrar novos rostos e vozes para serem verdadeiros profetas de nossa geração. Quando reassumimos nosso compromisso em articular a Pastoral da Juventude, há três anos, não sabíamos que fossem tão intensos o desafios em dialogar com quem não entende essa ciranda.

Mas o Ano da Juventude rendeu os melhores frutos à Pastoral da Juventude. Na Assembleia dos Pejoteiros, percebemos que muitos cresceram ao longo desses anos e compartilham do mesmo sonho das outras gerações. Portanto, foi um progresso descentralizarmos nossas formações diocesanas em vários municípios em vez de depender do CEFAS. Foi um progresso desenvolvermos a Espiritualidade, a Bíblia e o CDL em nossos cursos. Foi um progresso trabalharmos juntos, discutirmos juntos, amadurecermos juntos. Em meio a tantos, como no Envio da Assembleia, ousamos crer que esta será a fase mais bonita de nossas vidas, o início de nosso compromisso em partilhar o amor de Deus a todos. É como diz o próprio Cristo: “doe, vem e segue-me”.

Em 2014, propomos a realização de quatro encontros diocesanos. Em três fins de semana, serão trabalhados eventos formativos para lideranças sobre Espiritualidade e Bíblia, Vocação e Curso de Dinâmica para Líderes (Nível 2). Em um único dia, também ocorrerá uma atividade para discutir Políticas Públicas. Nosso calendário ainda terá a Romaria Estadual e o Dia Nacional da Juventude, celebrando nossa caminhada nas comunidades. O ano será iniciado com a Missa de Dom Bosco, em janeiro, e encerrado com a Assembleia dos Pejoteiros, em dezembro. Dessa vez, em caráter eletivo.

*Lincoln Spada – Coord. Diocesano da PJ