Arquivo mensal: junho 2014

Evangelho comentado de 6 de julho

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Dia Litúrgico: Tempo Comum domingo XIV (A)

Evangelho (Mt 11,25-30): Naquela ocasião, Jesus pronunciou estas palavras: «Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

»Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve».

Comentário: P. Antoni Pou Osb Monje de Montserrat (Espanha)

Hoje, Jesus mostra-nos duas realidades que o definem: Ele é quem conhece o Pai em toda a profundidade, e é «manso e humilde de coração» (Mt 11,29). Também aí podemos descobrir duas atitudes necessárias para poder entender e viver o que Jesus nos oferece: a simplicidade e o desejo de nos aproximarmos d’Ele. 

Entrar no mistério do Reino é difícil, muitas vezes, para os sábios e entendidos, porque não estão abertos à novidade da revelação divina; Deus não deixa de se manifestar, mas eles pensam que já sabem tudo e, portanto, Deus já não consegue surpreendê-los. Pelo contrário, os simples, como as crianças nos seus melhores momentos, são receptivos, são como uma esponja que absorve a água, têm capacidade de surpresa e de admiração. Também há excepções, até há homens doutos em ciências humanas que são humildes no que se refere ao conhecimento de Deus.

Jesus encontra o seu repouso no Pai, e a sua paz pode ser refúgio para todos os que foram maltratados pela vida: «Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso» (Mt 11,28). Jesus é humilde e a humildade é irmã da simplicidade. Quando aprendemos a ser felizes através da simplicidade, então desfazem-se muitas complicações, desaparecem muitas necessidades, e podemos enfim descansar. Jesus convida-nos a segui-Lo; não nos engana: estar com Ele é levar o seu jugo, assumir as exigências do amor. O sofrimento não nos será poupado, mas o seu fardo é leve, porque o nosso sofrimento não será causado pelo nosso egoísmo, mas apenas sofreremos o que seja necessário, por amor e com a ajuda do Espírito. Além disso, não esqueçamos que «as tribulações que se sofrem por Deus são suavizadas pela esperança» (Sto. Efrén).

Entrevista com pejoteiro Felipe Moscatello

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01Felipe dos Santos Moscatello
Data de Nascimento: 3/abr/1982
Comunidade de origem: Nossa Senhora da Conceição/Itanhaém
Profissão: Funcionário Público
Funções pastorais: Assessor diocesano (2004-2014)

CONVITE. Comecei no Crisma. Algumas pessoas do crisma sentia falta de alguma atividade, aí resolveram fundar um grupo de jovens (na época, o grupo não tinha nome) e demorou um ano para encontrar a Pastoral da Juventude.

NA COMUNIDADE. O grupo se reunia semanalmente, tinha uma missa aos sábados e nos meses de maio e junho eles faziam a campanha do agasalho. Depois o grupo foi ao fim, mas depois nasceu com a Gincana Vocacional com a identidade da PJ. O grupo se chamava Araponga e era chamado por conta do mascote da gincana. Uma vez por mês promovia passeio e ajudava na festa da paróquia.

NA DIOCESE. Marcante sempre foi o primeiro evento, o meu foi o CAJA (Curso para Animadores de Jovens e Adolescentes, 1997), no Valongo. Foi o primeiro curso que fiz e conheci mais a PJ, depois comecei a trabalhar mais no grupo, começamos a ter mais integrantes. Quando virei coordenador regional, acabei passando alguns cursos como CDL, CAJA em nível regional e diocesano. Depois de um tempo, tive uma conversa com o pessoal da Codijuv (Coordenação Diocesana da Pastoral da Juventude) para fazer os cursos junto com a assessoria em blocos. Passar todos os cursos juntos durante dois anos com módulos independentes.

INFLUÊNCIAS. Enquanto fazia parte da PJ, também trabalhei com a Pastoral da Comunicação (PasCom). Era o que tinha mais contato, na qual trabalhei em nível regional e diocesana, ajudando na parte de estrutura da paróquia. Também ajudei na estrutura da PJ aqui no litoral, que somos a região mais nova, e acabei virando coordenador de CPP. A PJ me ajudou a “conhecer o mundo”. A pastoral tem que ter essa função de “abrir mentes”, não ser fechada, deve transformar pessoas. Tem trabalho com uma ONG (Ubrajuv) que hoje se encontra desativada. A ubrajuv trabalhava em incentivar o jovem na caminhada e na participação sócio-política. Participei de grupos na organização do Plano Nacional de Juventude e Fórum Social Mundial. Trabalhei com coroinhas, fui o coordenador deles, sempre tentando passar algo mais além de apenas servir, mas ir formando eles no estilo PJ. O pessoal acabou formando grupos depois. Ajudei na organização Pastoral Juvenil da Congregação Marista. Devido a minha participação na PJ e da Igreja, fui eleito conselheiro tutelar e exerci de 2008 a 2011 e fui presidente do Conselho Tutelar de Itanhaém.

CONVITE. “Deus é o caminho para todas as coisas é a nossa motivação”. A PJ que me abriu o caminho para o engajamento social e comunitário, o trabalho na igreja é algo que nos fortalece na caminhada, nos alimenta para não desistir dos nossos problemas, pessoais e profissionais, é algo que nos da esperança para não desistir. Hoje em dia, mais do que um convite, temos que dar um exemplo para um jovem e não temos que ter vergonha de ser PJ, falar quem vocêé, mostrar que ser pastoral é algo bom, assim vai convidar jovens naturalmente para o caminho.

Grupo Videira de São Vicente

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Grupo Videira
Paróquia São João Evangelista
Rua Marcolino Xavier, 22, Tancredo Neves, São Vicente
Encontros aos domingos às 10h30

O grupo começou com 4 jovens e o apoio do assessor Ricardo, vulgo França. O grupo nunca passou de 15 integrantes, mas os poucos presentes sempre estavam dispostos a “por a mão na massa” em prol da comunidade. Atualmente, os integrantes mudaram mas todos os que passaram por ali guardam as sementes dentro de si e levaram algo de bom…

03Bianca Marla, 21 anos, ex-coordenadora: “Bom, minha presença no grupo começou quando nem existia um grupo concreto. A Mariana e eu acompanhávamos uma amiga nossa na catequese e o catequista sempre dizia que seria uma boa criarmos um grupo de jovens na comunidade. Ao mesmo tempo, duas outras jovens que frequentavam a comunidade também tinham esse desejo de criar um grupo. Não muito tempo depois, eis que surge o catequista Ricardo, vulgo França. Começamos a nos conhecer na preparação da festa junina da paróquia e logo depois vieram os primeiros encontros. Estava completamente empolgada e apaixonada pelo grupo, a ansiedade me tomava por completo pra participar dos encontros, lembro até hoje do primeiro encontro preparado por mim. Tinha aquela preocupação, aquele medo de não dar certo, não sair legal, mas me surpreendi comigo mesmo. Depois dos encontros individuais e em dupla, me tornei responsável pelas dinâmicas de todos os encontros, e mais tarde, coordenadora. E foi assim ao longo dos anos no grupo videira, sempre me surpreendendo. Não só com as coisas que percebi e aprendi que era capaz de fazer, mas com tudo o que acontecia, tantos altos e baixos, tantas dificuldades e barreiras que nunca pensei que teria paciência e persistência pra continuar. A experiência me fazia crescer, perdi mais da minha timidez e aprendi lições que me ajudaram não só a conviver na Igreja, mas em outros momentos na vida e acima de tudo o que o que mais vou levar na memória e no coração são as pessoas e os lugares que tive a oportunidade de conhecer. Não me arrependo de um único dia sequer que frequentei os encontros do grupo e da PJ. Todo esse tempo foi essencial pro meu meu crescimento como ser humano e a convivência com o grupo nos tornou uma família da qual sempre sentirei parte dela. Não importa o tempo, a distância, nos tornarmos verdadeiros irmãos em Cristo”.

01Larissa Santos,17 anos, ex-coordenadora: Comecei a frequentar o grupo com 12 anos, logo depois que o criaram. Foi algo realmente apaixonante, cada encontro com aqueles desconhecidos que de uma hora para outra foram se tornando meus grandes amigos ,cada obstáculo que eu temia e sempre tive o apoio do França me dizendo que nós iríamos conseguir… O tempo foi passando e ao conhecer a PJ fui me encantando ainda mais, tiveram dias em que chorei com a Bianca e pensei em desistir, mas um amor maior nunca me deixou e hoje agradeço por não ter largado tudo. Afinal, o grupo me fez crescer, me tornou quem sou hoje, aprendendo a cada dia que passa e até hoje mesmo com pessoas diferentes nossas realizações fazem meus olhos brilharem.

02Érika Santos, 21 anos, ex-coordenadora: Existe um momento na nossa vida que precisamos fazer algo para tentar mudar o que os olhos alcançam e que não nos agradam. Conheci pessoas pelas quais me apaixonei, pois tínhamos os mesmo pensamentos, atos e foco. Quando tudo começou, éramos poucos e foi crescendo cada dia caminhando rumo aos objetivos traçados, conheci pessoas maravilhosas, inteligentes, focadas, cheias de amor e fé que foram muito importantes até hoje para mim. Porque foi daí que saiu a personalidade diferenciada, minha opinião firme, mas o dia a dia corrido escola e trabalho me forçam a fazer várias coisas ao mesmo tempo. Mas não da para esquecer das amizades de tudo que se aprendeu cada encontro, finais de semana fora, entre outras coisas que fizemos juntos… E eles sabem que podem contar comigo. Sempre que precisarem de mim, vou está por perto para ajuda-lo com prazer e, ao mesmo tempo, devo desculpas se decepcionei alguém. Se hoje sou o que sou é gracas a Deus e a cada um deles do grupo de jovens que permaneceram ao meu lado em cada momento, pois por onde passo, todos notam que sou uma pessoa de pensamento e atos diferentes, por toda a educação que aprendi também dentro da casa de Deus com Videira.

04Mariana, 20 anos, coordenadora: Tudo começou como a Bianca disse. Eu já tinha participado de grupo de jovens, mas quando o França apareceu e juntoi nós 4 (Bianca, Erika, Ana e eu) foi impressionante, nunca imaginei me sentir tão bem. Sempre fui muito insegura e tímida, mas a cada dia que estou no Videira eu perco essa timidez. Chegou o pior momento, que foi quando eu saí do grupo por alguns problemas. Neste quase dois anos fora, me sentia vazia, me faltava algo, sempre sentia saudades e até chorava, mas por um momento o orgulho tinha tomado conta de mim. Mas mesmo assim, o grupo não esqueceu de mim, sempre era bem acolhida. No aniversário da Larissa de 15 anos eu prometi que voltaria ao Videira, voltaria para o meu lar! Demorei um pouco, mas comecei ser mais presente. No final de 2012 eu voltei com tudo, dali em diante dei tudo ao grupo, eu quis recompensar o tempo perdido, tive que cativar cada um novamente, mas foi fácil, meu espaço ainda estava lá. (risos) A Mariana de hoje é graças ao Videira, aprendi a pensar sempre no próximo, a não medir esforços para o bem e amar (risos), e cada dia que passa ganho mais experiência. Tive um momento de desistir novamente, mais quando eu vejo o sorisso de cada um me traz uma felicidade imensa, não me vejo mais sem o Videira e sem a PJ. Continuarei a plantar sementes junto ao grupo, para cada vez termos mais frutos, eu realmente me orgulho por pertencer a ele. Quando é amor? Ah, a gente tolera, perdoa, muda, espera e suporta até o insuportável, só não desiste!

Evangelho comentado de 29 de junho

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Dia Litúrgico: 29 de Junho: São Pedro e São Paulo, apóstolos

Evangelho (Mt 16,13-19): Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos discípulos: «Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem?». Eles responderam: «Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas». «E vós», retomou Jesus, «quem dizeis que eu sou?». Simão Pedro respondeu: «Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo». Jesus então declarou: «Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus».

Comentário: Mons. Pere Tena i Garriga Bispo Auxiliar Emérito de Barcelona (Barcelona, Espanha)

Hoje é um dia consagrado pelo martírio dos apóstolos São Pedro e São Paulo. «Pedro, primeiro predicador da fé; Paulo, mestre esclarecido da verdade» (Prefácio). Hoje é um dia para agradecer à fé apostólica, que é também a nossa, proclamada por estas duas colunas com sua prédica. É a fé que vence ao mundo, porque crê e anuncia que Jesus é o Filho de Deus: «Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!» (Mt 16,16). As outras festas dos apóstolos São Pedro e São Paulo vêem outros aspectos, mas hoje contemplamos aquele que permite nomeá-los como «primeiros predicadores do Evangelho» (Coleta): com seu martírio confirmaram seu testemunho.

Sua fé, e a força para o martírio, não lhes veio de sua capacidade humana. Jesus então lhe disse: Feliz é Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus (cf. Mt 16,17). Igualmente, o reconhecimento “daquele que ele perseguia” como Jesus o Senhor foi claramente, para Saulo, obra da graça de Deus. Em ambos os casos, a liberdade humana que pede o ato de fé se apóia na ação do Espírito.

A fé dos apóstolos é a fé da Igreja, uma, santa, católica e apostólica. Desde a confissão de Pedro em Cesaréia de Felipe, «cada dia, na Igreja, Pedro continua dizendo: ‘Vós sois o Cristo, o Filho do Deus vivo!’» (São Leão Magno). Desde então até nossos dias, uma multidão de cristãos de todas as épocas, idades, culturas e, de qualquer outra coisa que possa estabelecer diferenças entre os homens, proclamou unanimemente a mesma fé vitoriosa.

Pelo batismo e a crisma estamos no caminho do testemunho, isto é, do martírio. É necessário que estejamos atentos ao “laboratório da fé” que o Espírito realiza em nós (João Paulo II), e que peçamos com humildade poder experimentar a alegria da fé da Igreja.

Entrevista com pejoteiro Wellington Dourado

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01Wellington Dourado
Data de Nascimento: 20/jan/83
Comunidade de origem: Paróquia Nossa Senhora Aparecida/Praia Grande
Participação pastoral: Coordenador de grupo de jovens, Coordenador Regional (2007-2010), Secretário Diocesano (2011-2012), Coordenador Diocesano (2013-2014)
Profissão: Vendedor

INÍCIO. Já havia participado do DNJ (Dia Nacional da Juventude) em 2003, porém, não entendia direito o que seria aquele evento, muito menos a PJ (Pastoral da Juventude). Em 2005, participei de um encontro de liturgia organizado pela PJ e já me entusiasmei pelo jeito diferente de explicar o tema e pela espiritualidade de encerramento que me chamou muito atenção. Dali, já comecei a me interessar pela PJ e, no mesmo ano, iniciei minha formação nos módulos da Formação Integral da PJ. Fui conhecendo mais sobre a PJ e pessoas que me inspiraram a me dedicar e trabalhar por essa pastoral que, com esse jeito diferente de ser Igreja, contagia tantos jovens mostrando que o jovem e capaz de evangelizar outro jovem sem perder a sua essência de ser jovem. Fui convidado a participar da PJ pela Janaína que, na época, foi minha catequista de Crisma. A principio, tinha muito receio, pois havia alguns comentários negativos que me deixavam com o pé atrás, mas, aos poucos, fui conhecendo e me interessando cada vez mais até me tornar coordenador regional e propagar a PJ em minha região (na época, Litoral Sul: Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe). Um desafio e tanto, porém, com humildade e respeitando o espaço de cada um, consegui mostrar a PJ para muitos jovens. E ajudar a nuclear alguns grupos e organizar eventos.

NA COMUNIDADE. Nós nos reuníamos ás 11 horas da manhã. Discutíamos alguns assuntos e fazíamos dinâmicas com os livrinhos da PJ todos os domingos. Na época, só no reunimos depois em 2004, assumimos a primeira missa de cada mês. Foi uma grande batalha assumir essa missa porque o antigo grupo de jovens havia acabado e, com isso, a missa dos jovens foi extinta, e o coordenador da comunidade não queria nos dar essa responsabilidade, pois não confiava no novo grupo de jovens, que para ele era o mesmo de antigamente. Na época, o que mais me marcou foi a encenação da Paixão de Cristo. Passamos por várias dificuldades e muita vontade de desistir, mas, graças a Deus, no final tudo deu certo e terminamos a peça com a sensação de dever cumprido e emocionados de reviver a paixão e morte de Jesus Cristo e deixar uma mensagem de esperança e conversão para toda a comunidade. Depois de um ano, passamos a nos reunir após a missa das 18 horas.

NA DIOCESE. Participei de DNJ, DDF (Dia De Formação da Campanha da Fraternidade), Encontros de Formação e Romaria (Estadual), Missa de Dom Bosco, Festival de Talentos… Todos os encontros de formação me marcaram muito por ser um final de semana todo dedicado, mas um encontro que me marcou muito foi o CDL-Musical (2012), pois era tudo novidade e, neste encontro, fui como cursista e foi muito proveitoso, desenvolvi minhas aptidões artísticas que eu mesmo desconhecia.

IGREJA E PJ. A Igreja representa o templo onde eu me reúno com meus irmãos para adorar, glorificar e receber Jesus Cristo no sacramento da Sagrada Comunhão. Também é o lugar aonde eu partilho a palavra de Deus com meus irmãos, faço minhas preces e agradeço pelas minhas conquistas e minhas dificuldades. E a PJ foi a pastoral que me fez conhecer Jesus e me apaixonar pela sua Igreja, conheci pessoas maravilhosas, fez-me despertar para os problemas sociais e a reconhecer Jesus através dos pobres, dos marginalizados e menos favorecidos e não apenas orar por eles e, sim, buscar meios que tragam para essas pessoas a dignidade humana.

INFLUÊNCIAS.  A PJ me despertou o senso critico, despertou a vontade de conhecer a fundo a realidade de minha comunidade, cidade e até mesmo nosso país, e não deixar se influenciado por aquilo que nos mostram e, sim, buscar conhecer a verdade, as pessoas envolvidas, as causas e as prováveis consequências. Muitas vezes, somos obrigados a acredita numa verdade que nem sempre é uma verdade absoluta e, sim, algo imposto que se não nos questionamos somos manipulados facilmente, principalmente no meio politico aonde a maioria da sociedade é completamente desinteressado.

02

IGREJA E PJ. Entrei na igreja através do sacramento do Crisma. Fiz parte de uma turma maravilhosa, com jovens muito dispostos a trabalharem na igreja, e através desta turma criamos um novo grupo de jovens na comunidade. O antigo grupo havia acabado a mais ou menos um ano, e não foi fácil ganhar a confiança do pessoal da comunidade, pois sempre ouvíamos que os jovens não tinha responsabilidade, que os jovens não fazia as coisas direito, mas com perseverança e muita força de vontade, conseguimos mostrar que o nosso grupo era diferente e nós tínhamos responsabilidade e capacidade para trabalhar na Igreja e levar a palavra de Deus para os outros jovens. Sempre trabalhei com jovens, não conseguia me ver em outras pastorais, mas com o tempo fui amadurecendo e percebi que o grupo de jovens é uma fase em nossa vida e atualmente estou trabalhando na Pastoral da Catequese, ensinando tudo o que aprendi durante minha caminhada na Igreja para criança entre 8 a 11 anos. Não me imaginava trabalhando com criança nesta faixa de idade, mas hoje percebo que essa é minha vocação em que posso me aperfeiçoar cada vez mais para sempre: estar capacitado para ensinar essas crianças para se preparem para receber Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia.

DEUS. Deus é aquele que me dá força para seguir em frente, aquele que me criou e me conhece perfeitamente, sabemos de minhas limitações e imperfeições, digno do meu amor, minha adoração a quem eu glorifico minha vida por todos os dias de minha vida.

CONVITE. Para se convidar um jovem para a Igreja a principio é preciso saber o que esse jovem está procurando e o está faltando na vida dessa pessoa, pois muitas vezes tudo o que um jovem quer é ser reconhecido, chamar a atenção, sentir-se útil, na sociedade. É muito difícil dar essa atenção aos jovens, e, por isso, que muitos se revoltam e na Igreja por mais que algumas pessoas possam não reconhecer o que você faça, o mais importante é o que te satisfaz é que tudo o que você faz na igreja é para honra e glória de Deus. Deus sempre reconhece o nosso trabalho, está sempre do nosso lado e o seu amor é misericordioso e infinito.

Evangelho comentado de 15 de junho

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Dia Litúrgico: A Santíssima Trindade (A)

Evangelho (Jn 3,16-18): De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus.

Comentário: Mons. Joan Enric Vives i Sicília Bispo de Urgell (Lleida, Espanha)

Hoje voltamos a escutar que «Deus amou tanto o mundo…» (Jo 3,16) porque, na festa da Santíssima Trindade, Deus é adorado e amado e servido, porque Deus é Amor. Nele há relações que são de amor, e tudo o que faz, ativamente, o faz por Amor. Deus ama. Ama-nos. Esta grande verdade é daquelas que nos transformam que nos fazem melhores. Porque penetram no entendimento, e tornam-se evidentes. E penetram na nossa ação, e a vão aperfeiçoando para uma ação toda de amor. E como mais puro, torna-se maior e mais perfeito.

São João da Cruz pode escrever: «Põe amor onde não há amor, e encontrarás amor». E isto é certo, porque é o que Deus faz sempre. Ele «enviou o seu Filho ao mundo (…) para que o mundo seja salvo» (Jo 3,17) graças à vida e ao amor até a morte na cruz de Jesus Cristo. Hoje o contemplamos como o único que nos revela o amor autêntico.

Fala-se tanto do amor, que talvez se perca a sua originalidade. Amor é o que Deus nos tem. Ama e serás feliz! Porque amor é dar a vida por aqueles que amamos. Amor é gratuidade e simplicidade. Amor é esvaziar-se de si mesmo, para esperar tudo de Deus. Amor é acudir com diligência ao serviço do outro que precisa de nós. Amor é perder para recuperar cem por um. Amor é viver sem passar contas do que se está a fazer. Amor é o que faz com que nos pareçamos com Deus. Amor — e só o amor — é a eternidade já no meio de nós!

Vivamos a Eucaristia que é o sacramento do Amor, já que nos dá o Amor de Deus feito carne. Faz-nos participar do fogo que queima no coração de Jesus, e nos perdoa e refaz, para que possamos amar com o mesmo Amor com que somos amados.

Evangelho comentado de 8 de junho

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Dia Litúrgico: Pentecostes (Missa do dia)

Evangelho (Jn 20,19-23): Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: «A paz esteja convosco». Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse de novo: «A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio». Então, soprou sobre eles e falou: «Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, ficarão retidos».

Comentário: Mons. Josep Àngel Saiz i Meneses Bispo de Terrassa. (Espanha)

Hoje, no dia de Pentecostes se realiza o cumprimento da promessa que Cristo fez aos Apóstolos. Na tarde do dia de Páscoa soprou sobre eles e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo» (Jo 20,22). A vinda do Espírito Santo o dia de Pentecostes renova e leva à plenitude esse dom de um modo solene e com manifestações externas. Assim culmina o mistério pascal.

O Espírito que Jesus comunica cria no discípulo uma nova condição humana e produz unidade. Quando o orgulho do homem lhe leva a desafiar a Deus construindo a torre de Babel, Deus confunde as suas línguas e não podem se entender. Em Pentencostes acontece o contrário: por graça do Espírito Santo, os Apóstolos são entendidos por pessoas das mais diversas procedências e línguas.

O Espírito Santo é o Mestre interior que guia ao discípulo até a verdade, que lhe move a obrar o bem, que o consola na dor, que o transforma interiormente, dando-lhe uma força, uma capacidade nova.

O primeiro dia de Pentecostes da era cristã, os apóstolos estavam reunidos em companhia de Maria e, estavam em oração. O recolhimento, a atitude orante é imprescindível para receber o Espírito. «De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles» (At 2,2-3).

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, puseram-se a predicar valentemente. Aqueles homens atemorizados tinham sido transformados em valentes predicadores que não temiam o cárcere, nem a tortura, nem o martírio. Não é estranho; a força do Espírito estava neles.

O Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é a alma da minha alma, a vida da minha vida, o ser de meu ser; é o meu santificador, o hóspede do meu interior mais profundo. Para chegar à maturação na vida de fé é preciso que a relação com Ele seja cada vez mais consciente, mais pessoal. Nesta celebração de Pentecostes abramos as portas de nosso interior de par em par.