Entrevista com pejoteiro Wellington Dourado

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01Wellington Dourado
Data de Nascimento: 20/jan/83
Comunidade de origem: Paróquia Nossa Senhora Aparecida/Praia Grande
Participação pastoral: Coordenador de grupo de jovens, Coordenador Regional (2007-2010), Secretário Diocesano (2011-2012), Coordenador Diocesano (2013-2014)
Profissão: Vendedor

INÍCIO. Já havia participado do DNJ (Dia Nacional da Juventude) em 2003, porém, não entendia direito o que seria aquele evento, muito menos a PJ (Pastoral da Juventude). Em 2005, participei de um encontro de liturgia organizado pela PJ e já me entusiasmei pelo jeito diferente de explicar o tema e pela espiritualidade de encerramento que me chamou muito atenção. Dali, já comecei a me interessar pela PJ e, no mesmo ano, iniciei minha formação nos módulos da Formação Integral da PJ. Fui conhecendo mais sobre a PJ e pessoas que me inspiraram a me dedicar e trabalhar por essa pastoral que, com esse jeito diferente de ser Igreja, contagia tantos jovens mostrando que o jovem e capaz de evangelizar outro jovem sem perder a sua essência de ser jovem. Fui convidado a participar da PJ pela Janaína que, na época, foi minha catequista de Crisma. A principio, tinha muito receio, pois havia alguns comentários negativos que me deixavam com o pé atrás, mas, aos poucos, fui conhecendo e me interessando cada vez mais até me tornar coordenador regional e propagar a PJ em minha região (na época, Litoral Sul: Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe). Um desafio e tanto, porém, com humildade e respeitando o espaço de cada um, consegui mostrar a PJ para muitos jovens. E ajudar a nuclear alguns grupos e organizar eventos.

NA COMUNIDADE. Nós nos reuníamos ás 11 horas da manhã. Discutíamos alguns assuntos e fazíamos dinâmicas com os livrinhos da PJ todos os domingos. Na época, só no reunimos depois em 2004, assumimos a primeira missa de cada mês. Foi uma grande batalha assumir essa missa porque o antigo grupo de jovens havia acabado e, com isso, a missa dos jovens foi extinta, e o coordenador da comunidade não queria nos dar essa responsabilidade, pois não confiava no novo grupo de jovens, que para ele era o mesmo de antigamente. Na época, o que mais me marcou foi a encenação da Paixão de Cristo. Passamos por várias dificuldades e muita vontade de desistir, mas, graças a Deus, no final tudo deu certo e terminamos a peça com a sensação de dever cumprido e emocionados de reviver a paixão e morte de Jesus Cristo e deixar uma mensagem de esperança e conversão para toda a comunidade. Depois de um ano, passamos a nos reunir após a missa das 18 horas.

NA DIOCESE. Participei de DNJ, DDF (Dia De Formação da Campanha da Fraternidade), Encontros de Formação e Romaria (Estadual), Missa de Dom Bosco, Festival de Talentos… Todos os encontros de formação me marcaram muito por ser um final de semana todo dedicado, mas um encontro que me marcou muito foi o CDL-Musical (2012), pois era tudo novidade e, neste encontro, fui como cursista e foi muito proveitoso, desenvolvi minhas aptidões artísticas que eu mesmo desconhecia.

IGREJA E PJ. A Igreja representa o templo onde eu me reúno com meus irmãos para adorar, glorificar e receber Jesus Cristo no sacramento da Sagrada Comunhão. Também é o lugar aonde eu partilho a palavra de Deus com meus irmãos, faço minhas preces e agradeço pelas minhas conquistas e minhas dificuldades. E a PJ foi a pastoral que me fez conhecer Jesus e me apaixonar pela sua Igreja, conheci pessoas maravilhosas, fez-me despertar para os problemas sociais e a reconhecer Jesus através dos pobres, dos marginalizados e menos favorecidos e não apenas orar por eles e, sim, buscar meios que tragam para essas pessoas a dignidade humana.

INFLUÊNCIAS.  A PJ me despertou o senso critico, despertou a vontade de conhecer a fundo a realidade de minha comunidade, cidade e até mesmo nosso país, e não deixar se influenciado por aquilo que nos mostram e, sim, buscar conhecer a verdade, as pessoas envolvidas, as causas e as prováveis consequências. Muitas vezes, somos obrigados a acredita numa verdade que nem sempre é uma verdade absoluta e, sim, algo imposto que se não nos questionamos somos manipulados facilmente, principalmente no meio politico aonde a maioria da sociedade é completamente desinteressado.

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IGREJA E PJ. Entrei na igreja através do sacramento do Crisma. Fiz parte de uma turma maravilhosa, com jovens muito dispostos a trabalharem na igreja, e através desta turma criamos um novo grupo de jovens na comunidade. O antigo grupo havia acabado a mais ou menos um ano, e não foi fácil ganhar a confiança do pessoal da comunidade, pois sempre ouvíamos que os jovens não tinha responsabilidade, que os jovens não fazia as coisas direito, mas com perseverança e muita força de vontade, conseguimos mostrar que o nosso grupo era diferente e nós tínhamos responsabilidade e capacidade para trabalhar na Igreja e levar a palavra de Deus para os outros jovens. Sempre trabalhei com jovens, não conseguia me ver em outras pastorais, mas com o tempo fui amadurecendo e percebi que o grupo de jovens é uma fase em nossa vida e atualmente estou trabalhando na Pastoral da Catequese, ensinando tudo o que aprendi durante minha caminhada na Igreja para criança entre 8 a 11 anos. Não me imaginava trabalhando com criança nesta faixa de idade, mas hoje percebo que essa é minha vocação em que posso me aperfeiçoar cada vez mais para sempre: estar capacitado para ensinar essas crianças para se preparem para receber Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia.

DEUS. Deus é aquele que me dá força para seguir em frente, aquele que me criou e me conhece perfeitamente, sabemos de minhas limitações e imperfeições, digno do meu amor, minha adoração a quem eu glorifico minha vida por todos os dias de minha vida.

CONVITE. Para se convidar um jovem para a Igreja a principio é preciso saber o que esse jovem está procurando e o está faltando na vida dessa pessoa, pois muitas vezes tudo o que um jovem quer é ser reconhecido, chamar a atenção, sentir-se útil, na sociedade. É muito difícil dar essa atenção aos jovens, e, por isso, que muitos se revoltam e na Igreja por mais que algumas pessoas possam não reconhecer o que você faça, o mais importante é o que te satisfaz é que tudo o que você faz na igreja é para honra e glória de Deus. Deus sempre reconhece o nosso trabalho, está sempre do nosso lado e o seu amor é misericordioso e infinito.

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