Dia Nacional da Juventude – Prêmio Inspirar

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Este conteúdo foi exportado de nosso antigo blog Dia Nacional da Juventude | Diocese de Santos (dnjsantos.wordpress.com)

O Dia Nacional da Juventude terá o seu auge ao meio-dia. O evento que inicia no dia 19 de outubro (domingo) às 9h e segue às 16h no Colégio Stella Maris (Av. Conselheiro Nébias, 771/Santos) terá a primeira edição do Prêmio Inspirar, a exemplo de outras homenagens já prestadas por organizações, como a ONH-U para mulheres protagonistas da região e a Revista Trip para personalidades que realizam atividades sociais.

Nesse caso, a ideia do Prêmio Inspirar é dedicar láureas a três pessoas que fizeram da sua vida e trajetória profissional – como ativista, academicista ou formador de opinião – uma verdadeira luta por causas em prol da juventude e dos excluídos. Mais que reconhecer a importância e relevância da carreira dos homenageados, o prêmio é ainda uma forma de aproximar e mostrar aos jovens pessoas que inspiram exemplo de vida. Torna-se assim um momento de reflexão para que os presentes se despertem a serem protagonistas contra o preconceito e acolhendo os mais necessitados, continuando assim a nossa jornada pela utopia, pela civilização do amor, pelo Reino de Deus.

01

Andrelina Amélia Ferreira, vulgo Andreia M.F. Nascer mulher e negra no Brasil ainda é sinônimo de desvantagens. Na pele de Andreia, ainda há as marcas adolescentes da perda dos pais, da violência sexual, do desabrigo nas ruas, da gravidez precoce, da perda do pai de seu filho e de uma detenção injusta. Ela manteve a inocência – saiu das grades e levantou voo com a ONG Anjos do Gueto na periferia de Praia Grande. Todas as violências acumuladas foram respondidas em seu generoso sorriso, ministrando palestras em presídios femininos e faculdades. Encontrou eco no rap.

Ainda é líder e fundadora da Mães dos Cárceres, entidade que auxilia as famílias de presidiários da Baixada Santista para arrecadação de mantimentos e garantia de direitos humanos. Como sabemos, a maioria das celas enjaulam pessoas marginalizadas, atinge os mais pobres. Que além da estigma do preconceito pelo crime acusado, repassa-o aos seus familiares. Por vezes, são erros registrados mais que os próprios nomes e faltam políticas públicas para reinserção social deles.

Por isso, a necessidade de lutar pela recuperação e do acompanhamento maternal às essas pessoas. Andreia é uma das vozes desta luta também é ativista e defensora pública popular, atenta às demandas dessa população na Baixada Santista. Também é louvável, mas digno de maior mobilização a participação da Igreja por meio das Pastorais do Menor e Carcerária para resgatar a fé dessas famílias em si mesmas, nesse Deus que se faz sinal amor e perdão em cada um de nós.

03

Rosangela Novaes. Boa esposa, boa mãe, boa profissional, a advogada paulistana Rosangela Novaes foge do perfil de quem acolhe tão bem a bandeira da diversidade sexual. De fato, não luta pelo reconhecimento de sua identidade, mas da identidade de milhares de pessoas que ainda estão em conflitos com seus direitos por causa da dificuldade cultural de entendermos que todos somos iguais – perante a lei e perante a Deus.

Lésbica, gay, bi, travesti ou trans. Muitos do que nasceram longe da orientação comum ainda se recusam a enfrentar os preconceitos. Quem assume sua condição, geralmente sofre com a rejeição dos pais ou amigos mais próximos, preconceito nas escolas e universidades, no mercado de trabalho, sendo vítimas de estereótipos e ofensas nas mídias e nas ruas. Sim, trata-se de homofobia. A tortura é ainda constantemente psicológica e física a quem não veio ao mundo heterossexual.

Por isso, a advogada colaborou para que Santos se tornasse um polo de reflexão sobre a homofobia apoiando o movimento LGBT e é coordenadora nacional das comissões da diversidade sexual da OAB, sendo membro da comissão santista, e também é presidente da comissão estadual da diversidade sexual e direito homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito de Família. Com a homenagem, a Pastoral da Juventude não discute dogmas ou sacramentos, mas aponta que todos merecem ser acolhidos e respeitados dentro e fora do templo de Deus.

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Veronica Maria Teresi. Nessa cultura cada vez mais capitalista, o consumo não torna apenas serviços em produtos, mas o próprio homem como mercadoria. Numa Baixada Santista onde os seus filhos mais exemplares é quem faz fortuna jogando bola no exterior, o sonho de gerações são alimentados no risco do êxodo ao desconhecido.

Os jovens são as principais vítimas do tráfico humano. Principalmente as mulheres, em situação de vulnerabilidade social. Nesses casos, não são mais pessoas, são escravas no trabalho e no sexo em diferentes cantos pelo mundo. Sim, Veronica ouviu o clamor dessas vítimas. Católica que cresceu militando na Pastoral da Juventude, atendeu a vocação de advogada e Mestre em Direito Internacional da Universidade Católica de Santos.

Também já foi pesquisadora da Universidade Complutense de Madri e atua diretamente com pesquisas no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Entre suas teses acadêmicas, é autora do livro “Mulheres Brasileiras na Conexão Ibérica – Um Estudo Comparado Entre Migração Irregular e Tráfico” consultora do Ministério da Justiça sobre o tema. Embasados na Campanha da Fraternidade deste ano, homenageamos e reabrimos a sua trajetória acadêmica para que a Diocese de Santos desenvolva a nossa proposta de uma rede de prevenção com escolas e universidades.

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