Arquivo mensal: fevereiro 2015

PJ NA BASE: Com Mayra, da São Judas

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mayracarpemApresentação: Me deram essa missão de me comunicar e me apresentar através desse blog, o que eu adorei, pois meus objetivos dentro da Igreja são exatamente esses, me comunicar, apresentar, mostrar para os jovens que podemos ser católicos, ter uma ligação com a Igreja de forma natural. Bom, sem mais enrolação! Prazer, meu nome é Mayra Rodrigues Ignácio (Maymay, como eu gosto rsrs). Tenho 18 anos, trabalho em uma agência de marketing digital e faço faculdade de Jornalismo. Frequento a Paróquia São Judas Tadeu, no Marapé, em Santos. Minha história com a Igreja não é recente, por morar bem perto e ter uma mãe católica fui matriculada com 5 anos em um grupo chamado A1, que é a iniciação das crianças na paróquia, quanto atingi os 7 anos fui para a pré-catequese, e acabei enjoando e me afastei. Em 2008, com 12 anos, voltei (de livre e espontânea pressão) para fazer a primeira comunhão. Foi o ano que o “bichinho” da São Judas me mordeu e eu resolvi ficar. Fui auxiliar de catequese, monitora de catequese, monitora das crianças do A1 (experiência fantástica), monitora dos adolescentes, mas ainda estava faltando alguma coisa. Sentia falta de ter encontros, gostava de ministrá-los, mas sentia necessidade de participar, ser jovem. Além disso, conheci o Gabriel, meu namorado, na Igreja em 2011 e ele havia participado de um grupo de jovens e vivido muitas experiências legais, eu queria viver aquilo também. Antigamente, a São Judas tinha uma tradição muito grande de jovens, infelizmente isso havia acabado, então se eu quisesse mesmo teríamos que começar do zero. Graças ao bom Deus, temos na comunidade a Elenita, uma mulher sensacional. Ela representava (e ainda representa) nosso pequeno grupo de pessoas que tinham esse mesmo desejo, então ela foi falar com o Padre Chico que convidou o nosso atual assessor Mauro, uma pessoa incrível e muito dedicado para fazer tudo dar certo, para ministrar uma Semana Santa Jovem e, possivelmente, retomar um grupo de jovens na paróquia novamente. Pronto, nós conseguimos e depois de muita luta e esforço formamos o Carpe Diem!

Grupo de Jovens: Não posso falar que uma pessoa fundou um grupo, seria uma tremenda injustiça, pois o Carpe Diem foi formado por gente boa, interessada em fazer dar certo. Os encontros começaram, e o melhor momento foi quando a comunidade começou a nos enxergar como um grupo de jovens, coisa que eles não enxergavam a muito tempo. Fomos adquirindo essa confiança e hoje temos uma média de 15 a 20 pessoas, nos encontramos aos domingos às 15h30 em uma sala na própria Igreja. Ganhamos funções importantes como organização da missa das 18h, que depois de anos voltou para os cuidados dos jovens e temos como principal meta aumentar e solidificar de vez o grupo em relação a número de membros e tarefas.

O que mudou em sua vida: Participar de um grupo de jovens fez com que eu amadurecesse. Tenho a impressão de que me tornei mais responsável, preocupada e, principalmente, interessada em conhecer e saber mais sobre o mundo católico. Tanto que uma das experiências mais legais foi ter participado pela primeira de algo da PJ, não imaginava que poderia me identificar tanto. A vivência no Carpe Diem também serviu para solidificar alguns laços de amizade e formar outros, aprendi a conviver em grupo e a pensar mais no coletivo.

Mensagem: Gostaria de falar aos jovens para que não desistam. Infelizmente, ser um jovem de igreja é muito difícil, pois é algo que não é comum. “Lá fora” existe festa, praia, cinema, balada, um mundo de distrações. Dentro da comunidade você encontra Deus, amigos, amor e você não precisa deixar de fazer nenhuma dessas distrações, e sim reservar um tempo pra exercitar a sua fé e se dar a chance de ser melhor. Como diz aquela música: “Pra quem tem FÉ, a vida nunca tem fim”. Seja um Jovem Católico com orgulho, exercite sua fé, você pode não conseguir mudar o mundo inteiro. Mudar uma parte dele? Isso com certeza você pode e consegue!

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Chega de serpentina! Partiu deserto…

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A Missa de Cinzas dá início ao tempo quaresmal, marcado como o período no qual a Igreja propõe a interioridade como forma de se viver a intimidade com Deus (Mt 6, 1- 6 e 16- 18).

Tal interioridade deve ser vivenciada em três pilares: na oração (minha relação com o Sagrado), na auto-disciplina (minha relação comigo mesmo e o jejum não apenas da comida, mas principalmente do que nos afasta de Deus) e na justiça (minha relação com o outro e com a sociedade, através da esmola e da partilha do pão).

Que esse tempo novo de retiro pascal nos faça refletir verdadeiramente o mistério da paixão de Nosso Senhor, transformando nossas vidas não somente para o agora, mas  para sempre…

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Pe Boran manda mensagem a juventude de Santos

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No período de 25/jan a 31/jan de 2015, nosso assessor leigo da Pastoral da Juventude Felipe Moscatello esteve representando a Diocese de Santos no Seminário Nacional de Capacitação de Assessores de Juventude, sediado no Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo.

Nele, gravou uma gentil mensagem do Pe Jorge Boran aos pejoteiros de Santos. Boran é sacerdote irlandês criador do CDL (Curso de Dinâmicas para Líderes), um dos articuladores da criação da Pastoral da Juventude no Brasil e autor de vários livros destinados ao tema “grupo de jovens”. Assista agora a mensagem de quem dedicou sua missão religiosa a juventude:

 

 

 

Mensagem do Pe. Jorge Boran aos jovens da Diocese de Santos, gravada durante o Seminário Nacional de Capacitação de Assessores de Juventude – São Paulo – Pio XI – 25 a 31 de janeiro de 2015.

O Carnaval na perspectiva de um monge

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MARCELO BARROS é um monge beneditino que une mística e oração com a caminhada dos movimentos populares no Brasil, na América Latina e no mundo. É um dos conferencistas mais solicitados aqui e fora do Brasil pois em tudo o que fala imprime uma aura de espiritualidade e ao mesmo tempo de engajamento para a transformação do mundo no sentido da justiça e da paz. Esse artigo de alguns poucos dias sobre o carnaval, mostra bem seu espírito. Reconhece a celebração da vida e ao mesmo tempo associa esta celebração com a alegria espiritual que nos vem do encontro com Deus. Vale a a pena ler este texto no contexto do carnaval:

Ba-bahianas sem taboleiro, bloco popular de São Vicente.

Ba-bahianas sem taboleiro, bloco popular de São Vicente.

 

 

 

“Em várias cidades brasileiras, já estamos em tempo de Carnaval. No Rio de Janeiro, Olinda, Salvador e outras cidades tradicionais, os blocos estão nas ruas e as pessoas superam as dores e angústias do cotidiano através da dança, das brincadeiras e da alegria do Carnaval. Ainda há pessoas e grupos que veem nisso mera alienação. Alguns grupos religiosos condenam o mundanismo e julgam o Carnaval como produto do diabo. Não há dúvidas de que o Capitalismo faz de tudo mercadoria. No Carnaval, explora um erotismo simplesmente comercial. Fomenta o uso exagerado de bebidas e mesmo de drogas. Tudo isso cria um circulo vicioso com a violência urbana que explode em alguns fenômenos de massa não bem canalizados. No entanto, apesar desses problemas, toda festa, mesmo a mais aparentemente mundana, reúne pessoas em uma expressão de alegria e tem, por isso, uma dimensão nobre e, podemos mesmo dizer: espiritual.

De um modo ou de outro, todas as culturas valorizam a festa como sinal e antecipação do pleno e definitivo encontro com a divindade. Jesus afirmou que o reinado divino vem ao mundo, qual uma música deliciosa que convida todos a dançarem. Ele se queixa de sua geração que parece com pessoas que, mesmo ao som da música, não reagem e ficam indiferentes (Lc 7, 31- 32). Ninguém deveria ficar apático diante dos sinais do amor e da comunhão humana que tornam a vida, mesmo sofrida, uma festa de alegria, inspirada pelo Espírito. Conforme o quarto evangelho, Jesus começou a anunciar o reinado divino no mundo, transformando água em vinho simplesmente para que não faltasse alegria em uma festa de casamento (Jo 2).

As pessoas e comunidades marcam a vida pela cadência das festas. Cada ano, o aniversário natalício recorda o dom da vida. Conquistas importantes, como conclusão de um curso, obtenção de um novo trabalho e casamentos são celebrados com festas. Todo país tem festas cívicas e cada religião, festividades litúrgicas. O que caracteriza a festa é a liberdade de brincar, o direito de subverter a rotina e de expressar alegria e comunhão, através de uma comida gostosa, a música contagiante e a dança que unifica corpo e espírito.

Na Bíblia, se conta que, quando a arca da aliança foi transferida das montanhas para Jerusalém, “o rei Davi dançava alegremente”. Davi dançou para agradecer a bênção divina sobre o povo. Vários salmos aludem à dança como forma de oração. Apesar disso, a dança não é muito valorizada nas liturgias. Nas sinagogas, o uso variou muito, de acordo com o tempo. Em épocas mais recentes, principalmente em festas como a da Simchá Torá, a festa da “alegria da Lei”, no nono dia depois da festa das Tendas (Sucot), a dança é o rito central. Em um artigo na internet, o rabino Nilton Bonder explica: “Nós dançamos com a Torá e não nos damos conta como dançamos com a vida e de que a dança revela muito”. A dança é mais do que um método. É caminho de meditação interior e comunitária. Indica abertura do ser humano a uma dimensão de transcendência. No Brasil, as danças são ancestralmente praticadas pelas religiões indígenas e afro-descendentes. Muitas vezes, além de ser uma forma de orar com o corpo, servem também como instrumentos de cura e equilíbrio para a vida.

As formas mais conhecidas de danças sagradas espalhadas pelo mundo vêm do Oriente e são a Hatha Yoga, T´ai Chi e as danças do Dervixe na tradição mística Sufi (muçulmana). Um dervixe disse ao escritor grego Nikos Kazantzakis: “Bendizemos ao Senhor, dançando. A dança mata o ego e uma vez que o ego é morto não há mais obstáculos que o impeçam de se unir a Deus”.

Lamentavelmente ao se falar de dança sagrada, corre-se o risco de separar o sagrado e o profano, como se houvesse uma dança santa e a outra mundana e pervertida. É claro que, como toda atividade humana, a dança também pode se tornar instrumentalizada em espetáculos de mau gosto. Entretanto, se, em seu erotismo, ela é humana e humanizadora, repõe as energias do amor em um equilíbrio unificador da pessoa e da comunidade. Desse modo, toda dança é sinal da bênção divina e instrumento de cura do corpo e do espírito. Tanto no Carnaval, como no dia a dia, é importante valorizar os ritmos, músicas e danças de cada cultura.

Nos anos 70, Chico Buarque compôs a melodia para o filme “Quando o Carnaval chegar”, uma comédia musical de Cacá Diegues que tomava o Carnaval como parábola da festa da libertação. Apesar de que superamos a ditadura militar e, hoje, vivemos uma democracia formal, ainda há muito para alcançarmos uma igualdade social e uma realidade de justiça que signifique uma verdadeira libertação para todo o nosso povo. Por isso, continua válida a esperança proposta nas imagens daquela música de Chico, cantada no filme, junto com Maria Bethânia e Nara Leão: “Quem vê assim, tão parado e distante, parece que eu nem sei sambar. Tou me guardando pra quando o Carnaval chegar”. É bom que nos Carnavais que passam, não deixemos de esperar e nos preparar para o Carnaval definitivo, mais profundo e transformador da vida.”

Carnaval e a ótica evangélica…

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carnaval

É licito pular o carnaval? Muito se fala sobre o tema nessa época do ano.

O carnaval é uma festa de origens pagãs gregas, que foi incorporada pela Igreja Católica – como era de costume – por volta de 590 dc, dando-lhe o sentido de despedida da carne e entrada para a quaresma, como conhecemos hoje. Foi quando por volta do século XVII, os excessos (e “bota” excessos!) da festa entraram em conflito com a Igreja, dando margem as interpretações que existem até hoje.

Mas é tão incompatível o católico vivenciar a maior festa popular existente? Que mal teria no católico viver o carnaval sadiamente?

Trazemos a matéria da TV Folha sobre os padres salesianos Rosalvino Viñayo e Renato Rocha, presidentes da G. R. C.E. S. Dom Bosco, integrante do grupo de acesso de São Paulo.  Assim como a Mocidade Independente de Padre Paulo foi fundada por um sacerdote com o intuito de inclusão social, Dom Bosco ajuda centenas de jovens em Itaquera. Veja:

“Descalço sobre a terra vermelha”, o filme sobre um profeta da atualidade.

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“O contrário da fé não é a dúvida: é o medo. E não se pode ter medo do medo!”
Para alimentar mais ainda a esperança em 2015, a TV Brasil exibiu, em dezembro de 2014, três partes do filme “Descalço sobre a terra vermelha”.
A equipe do Cajueiro – Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude, disponibilizou as 3 partes desse filme no youtube, e aqui, compartilhamos com cada um e cada uma que ousa sonhar com a terra sem males.
Livro que virou filme, “Descalço sobre a terra vermelha” conta a história de denúncia, anúncio e testemunho fiel ao Evangelho que o nosso profeta Dom Pedro Casaldáliga vivenciou e vivencia em terras brasileiras, e das dores e vitórias, luta e resistência do povo da Prelazia de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso.
Desejamos que seja oração, que seja inspiração, e que nos leve sempre mais à mais profunda fidelidade ao projeto que Jesus Cristo anunciou, junto ao povo pobre, excluído e marginalizado pelas forças opressoras.

Parte 1:


Parte 2:


Parte 3: