Os perigos de um falso cristianismo

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Era uma simples mensagem de boa tarde. Um comentário e uma imagem de Jesus sorrindo. Genérica, qualquer conhecido nosso faria uma postagem dessas. Mas a dona do perfil era uma pessoa pública. Maria da Graça Meneghel, denominada “Rainha dos Baixinhos” e uma das mais emblemáticas personalidades brasileiras na década de 80. E o que parecia um post inocente, pegou mal.

Uma enxurrada de comentários negativos foram feitos. Não era para menos. Xuxa foi, assim como tantas outras figuras midiáticas, vítimas de uma série de boatos que povoaram os últimos 30 anos, envolvendo desde a acusação de não falar o nome de Cristo, até a de inserir mensagens satanistas nas musicas de seus discos.  A esse texto, não cabe julgar a veracidade das acusações ou advogar a favor da personalidade, mas manifestar o espanto com certos comportamentos e identificar sua origem preocupante.

No meu tempo de escola, ouvia muitos de meus amigos “evangélicos” sobre a origem do sucesso da apresentadora. E não só dela, mas a de outras personalidades. Pessoas de diferentes denominações cristãs (afinal, o numero de seitas é vasto) e de diferentes cidades descreviam os “rituais satanistas” praticados pelas celebridades com requintes de detalhes. Ao invés de se falar o que de mais belo havia na mensagem do Evangelho, palestrantes super “gabaritados” eram convidados para pichar a imagem pública de alguém nas Igrejas (claro, quando não se gastava falando mal do catolicismo ou das religiões de matriz africana). Como provar? Qual o tamanho da irresponsabilidade de quem ataca a vida pessoal e as escolhas de alguém que nunca viu ou conheceu?

O Brasil é um país carente e carregado de misérias. Materiais, morais e espirituais. A vida, em tantas comunidades esquecidas pelo poder público, mas onde as Igrejas Pentecostais alcançam, equivale a alguns trocados. A força da mensagem do Messias e seu gesto de paixão, tem o poder de transformar corações, de trazer luz para humanidade. Era a oportunidade de se valer o papel missionário. Mas algumas lideranças protestantes optam por sua maioria em disseminar o ódio.

Tendo em vista que o número de protestantes vem crescendo a cada pesquisa sobre religião que é feita no Brasil, que a bancada evangélica no Congresso e nas Câmaras das cidades também aumentam a cada eleição e que a busca por poder e influência é incentivada nos púlpitos a fora, quais efeitos podem trazer esse novo modelo do cristianismo vaidoso, carregado de rancor e carente de fundamentação teologal e filosófica? É de se preocupar. Que o Espírito Santo sopre no coração dessas pessoas e os livre da intolerância e da desumanidade.

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