Em favor da educação…

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“Se a educação sozinha não pode tranformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.”Paulo Freire

Quando a prioridade pela educação, tão presente nos discursos eleitoreiros, se fará viva realmente? Poucos meses após a “festa da democracia”, tivemos um imenso choque: a valorização do ensino, tão adocicada nos discursos eleitoreiros – ainda que carentes de qualquer profundidade, já que não se falava sequer em PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) ou em LDB (Leis de Diretrizes e Bases) – permanece largado ao relento. Seja pela esfera federal, que na primeira medida contra a crise cortou gastos na área (FIES e PROUNI) prejudicando milhares de jovens ou nas administrações estaduais e municipais em que se pipocam greves, qual o nosso papel como discípulos-missionários?

Nós da PJ Santos nos posicionamos em favor da valorização do ensino e do profissional da educação, pois cremos no poder dela para construção de um mundo novo mais justo e fraterno, como pede a nossa formação cristã e como tanto prega a pedagogia freireana, difundida mundo afora. Nos posicionamos também contra o “quase silêncio” da imprensa, que tem ignorado a greve estadual, mesmo ela lotando a Avenida Paulista no último final de semana. Por menos gerações perdidas, por uma juventude cativada a aprender, por mais jovens que não temam em ser professores um dia e por mais dignidade a quem é abandonado sozinho tendo de dar conta de 40-60 estudantes cheios de particularidades: dizemos SIM as melhorias no crítico quadro educacional nacional, dono das posições mais jocosas do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). Veja agora alguns dos motivos que legitimam a greve dos professores do estado:

– O Estado de São Paulo no ano de 2015 reduziu em 41% o investimento em Educação, algo em torno de R$ 176 milhões a menos em comparação com o ano de 2014 (Disponível em: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,cai-a-participacao-da-educacao-nos-gastos-estaduais,1601293).

– O governador, deixou de gastar com a Educação outros R$ 58 Milhões, verbas que seriam destinadas a aquisição de materiais de consumo, como papel sulfite e suprimentos para impressão, material de limpeza, manutenção das escolas, bem como a contratação de mais funcionários (clique aqui).

– O Governo do Estado de São Paulo fechou no ano de 2015, 3.323 classes nas escolas públicas do Estado (clique aqui).

– Na volta às aulas 2015, algumas escolas estão com salas superlotadas com 50, 60, 70 até 85 alunos (clique aqui).

– A segurança nas escolas está comprometida, 44% dos professores da Rede Pública do Estado de São Paulo sofrem com a violência escolar (clique aqui).

– O Estado mais rico da nação investe menos em educação se comparado a outros Estados. SP gasta menos com educação que o Piauí, Alagoas, Acre, e outros 15 Estados (clique aqui).

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