Arquivo mensal: maio 2015

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA MISSÃO JOVEM!

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reitoria bom jesus dos navegantes

“Eras Tu meu Senhor que chamava

Agora eu posso te ouvir

Vou viver e anunciar a palavra

A hora é agora, o lugar é aqui”.

A Reitoria Bom Jesus dos Navegantes – México 70, São Vicente – te espera ansiosamente de braços abertos para viver o verdadeiro sentido da missionariedade, longe dos comodismos e das palavras prontas que não são vivenciadas na prática, como tanto tem nos alertado o Papa Francisco. Clique aqui e se inscreva já!

#MJHISTÓRICO: 2012, uma experiência vivida à flor da pele.

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Visita a aldeia indígena, em Praia Grande.

Visita a aldeia indígena, em Praia Grande.

“(…)Ah, vou nos passos de um menino,
No meu coração latino
A esperança tem lugar.
Ah, quando bate a saudade,
Abre as asas liberdade
Que não paro de cantar.”

Em razão da IV Missão Jovem, que será realizada de 04 à 12 de julho na Reitoria Bom Jesus dos Navegantes – México 70, São Vicente –, nosso blog segue com a série que conta a história das missões realizadas em nossa Diocese pela Pastoral da Juventude. As reuniões, as realizações, os concursos, enfim, tudo que cercou os momentos de construção do Reino protagonizados pelos nossos jovens. Dessa vez contaremos sobre a Missão Jovem de 2012, ocorrida na área continental de São Vicente. Venha conosco viajar pelo tempo para REVER e CELEBRAR!

Por: Gines Salas

“Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear as coisas internamente”. O refrão de Santo Inácio de Loyola poderia definir bem a experiência missionária da edição de 2012, a segunda da história na Diocese, realizada na Paróquia São José de Anchieta – Humaitá, São Vicente.

Certa vez o Lincoln me falou que missões populares era loucura. Concluo hoje que ele tinha razão, e muita. Diferentemente da MJ2004, ela não esteve tão marcada pela organização. Variadas circunstâncias e a lacuna de oito anos de diferença de um evento para o outro, fizeram desta edição algo novo, organizado por quem nunca havia articulado uma atividade com tamanha proporção e esperando jovens que em sua maioria não dispunham de uma semana inteira livre em julho. Mas o acaso e toda a mística que naturalmente cerca uma atividade religiosa fizeram dela inesquecível. Parece clichê, demagogia, conversa fiada ou desculpa para tapar certa irresponsabilidade de quem estava na coordenação – eu incluso –, mas aquela máxima que fala que o Espírito sopra nas atividades organizadas nas vésperas parece bem real. Tendo poucos inscritos de outras cidades e mais paroquial do que nunca, a MJ2012 inaugurou seus trabalhos com alguns meses apenas de organização em treze de julho, numa sexta-feira fria, seguida de um fim de semana formativo que só terminaria na celebração de envio do domingo, com a entrega das cruzes missionárias. Daquela MJ em que o tema adotado era o da amizade, as maiores surpresas foram o convívio com os seminaristas salesianos convidados pelo Padre Luiz Aparecido Tegami, SDB: Renato Tarcísio, Claudio Motta (ambos já ordenados) e Eraclides Pimenta, que mostraram para aqueles quarenta jovens a “leveza” e o carisma da Ordem fundada por Dom Bosco. Ficam vivas na memória a chuva dos primeiros dias de visitações, o sorriso das crianças no dia de lazer, as noites festivas na casa das famílias que acolheram os missionários e a música do poeta pejoteiro Jorge Trevisol, cantada ao final da Missa de encerramento por toda uma assembleia emocionada, em um momento que não precisava terminar. Teve também seu gosto de despedida: um dos últimos eventos das coordenadoras diocesanas Amanda Miranda e Samira após anos de PJ Santos. O oitavo dia contou ainda com a visita dos missionários a uma comunidade guarani, os Tekuá-Mirim de Praia Grande, instalados a poucos quilômetros do bairro.

Thiago Ouriques, seminarista diocesano e amigo pessoal que participou da Missão definiu os dias que arrancaram nosso suor e gastaram nossas sandálias:

“Curioso como os Evangelhos dão um salto na cronologia de Jesus. Como se relata seu nascimento, sua passagem pelo Templo nas festividades pascais com a família, e daí parte para a missão na vida adulta. Há quem chame a fase da adolescência de Jesus de “vida oculta”; outros deduzem que ele teve uma vida comum, como qualquer outro jovem de sua época. Eu tenho uma “impressão” sobre essa lacuna histórica, que admito não ser nada teológica, mas bastante existencial. 

De alguma forma, a juventude de Jesus não tem um relato fixo porque ela está acontecendo. Acho interessante essa mística: às crianças, Jesus dá exemplo de obediência e firmeza; aos adultos, Jesus dá exemplo de despojamento e fidelidade ao projeto. Mas aos jovens… Que exemplo ele dá? A juventude de Jesus acontece aqui e agora, acontece na vida de cada jovem. As Escrituras se ampliam, a ponto de terem parte de suas páginas escritas pelas vidas dos nossos jovens. É a Palavra de Deus que não se aprisiona nos caracteres de um livro, mas que se imprime nos corações e se registra na história – de modo particular, na história dos jovens.

Logo, Jesus adolescente, Jesus jovem caminha por aí. São os filhos de muitos Josés e muitas Marias de vários nomes, nas escolas e nos empregos, nas casas e nas rodas de amigos, nas paróquias e nas missões fora dos muros da igreja. E com isso, aquela descontinuidade que existe no Evangelho se completa. A adolescência e a juventude de Jesus estão acontecendo agora, na adolescência e na juventude de cada um de nossos irmãos e irmãs. 

Assim, orgulhe-se jovem! Você está fazendo história. E não qualquer história, mas a História da Salvação. Você completa o que nos falta conhecer da vida de Jesus Cristo. Pois Ele vive em você, com você e através de você. 

Louvado seja o Senhor, por nos dar a graça de observar nos rostos, sorrisos, gestos, amizades de nossos jovens, aquilo que as palavras bíblicas não nos mostram: a “vida oculta” de Seu Filho, revelada diante dos olhos de quem queira ver.”

Herança:

Guilherme Reis, atual coordenador do GESAC – grupo de base da Paróquia São José de Anchieta – atribui a MJ2012 o aumento no número de jovens. As visitas assistenciais à aldeia Tekuá-Mirim se seguiram por algum tempo, assim como o dia de lazer com as crianças. Em maio/2013 foi realizada uma nova Missão Jovem na comunidade, com um número ainda maior de missionários.

PENTECOSTES: Encorajamento e Anúncio

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pentecostesO que o grupo seguidor de Jesus estava celebrando?Pentecostes, em Israel, era a festa que marcava o final da colheita dos cereais. Era uma festa agrária, na qual se louvava a Deus pelos primeiros frutos da terra em cada ano. O povo judeu a chamava e ainda a chama de Shavuot, Festa das Semanas, por ser celebrada no primeiro dia, depois de transcorridas sete semanas desde a Páscoa. Por isso o nome grego Pentecostes – qüinquagésimo dia (Dt 16,9-10). Mais tarde, as comunidades judaicas associaram a festa agrária com uma data também histórica, recordando, nesse dia, a entrega das tábuas do Decálogo no Monte Sinai (Ex 19-20).
Como o texto de At 2 foi escrito pelo menos 50 anos depois, já houve tempo para que as comunidades e o redator final elaborassem uma narrativa muito mais cheia de sentido simbólico, que nos ajuda ainda hoje em nossa leitura e em nossa caminhada de fé.  Anunciando a chegada do Espírito Santo na festa da antiga lei, estão a nos dizer que a nova aliança é agora selada com o próprio sopro divino.

Sobre quem pousa o Espírito Santo? Há várias maneiras de se ler o texto de At 2. Bastante comum entre nós é um tipo de leitura que quase dispensa o próprio texto bíblico. Trata-se da leitura feita a partir dos quadros artísticos, nos quais vemos línguas de fogo pousando sobre o grupo dos Doze, quase sempre tendo Maria ao centro, fechados em uma sala bastante luxuosa. Por mais que respeitemos essa leitura, é importante que digamos que a mesma não corresponde à narrativa bíblica: “tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar (At 2,1).

“Todos quem?”, devemos nos perguntar. Pouco antes, podemos ler que “o número das pessoas reunidas era de mais ou menos cento e vinte” (At 1,15). Tendo em vista que não houve nenhuma indicação de mudança de grupo, é evidente que o “todos” do texto imediatamente seguinte refere-se a esse grupo de cento e vinte pessoas. Ou seja, o Espírito Santo é derramado sobre todas as pessoas da Igreja nascente (o número é rico em simbologia) e não apenas sobre algumas de suas lideranças. Não é por acaso que o relato evoca as palavras do profeta Joel: “Derramarei o meu espírito sobre todas as pessoas (literalmente: sobre toda carne), vossos filhos e vossas filhas profetizarão” (Jl 3,1; At 2,17). Esta lembrança é de importância fundamental, pois significa a reafirmação de um princípio óbvio de nossa fé: ninguém pode se apossar do Espírito Santo.

Um espírito que se manifesta na casa e não no templo!: Outro aspecto a ser observado tem a ver com o local da manifestação do Espírito divino. O texto inicia dizendo que “estavam todos reunidos no mesmo lugar“. Que lugar seria esse? O texto grego fala de “mesmo lugar”. Traduções mais antigas gostavam de usar a palavra “cenáculo”, que  literalmente significa “o lugar onde a gente janta”, faz a ceia – a cena. Traduziam assim provavelmente por dedução a partir do último lugar especificamente citado: a “sala superior” para onde o grupo havia voltado e onde costumava ficar (At 1,13). Logo em seguida, entretanto, fala-se da reunião dos “quase cento e vinte irmãos”, na qual se procede à escolha de Matias no lugar de Judas Iscariotes (At 1,15-26). E do ruído, que, como o agitar do vento, enche toda a casa onde se encontravam (At 2,2).

Muita gente quis interpretar que se tratava de um lugar muito grande para reunir tanta gente. O mais importante, porém, não é discutir o tamanho do lugar, visto que a cultura judaica chama de casa o espaço do clã (como em culturas africanas e indígenas, a casa verdadeira é a sombra das árvores, o quintal, onde a vida acontece). O que precisamos considerar é que, por mais que o Livro dos Atos valorize o templo (cf. At 2,46), é no espaço da casa que o Espírito se manifesta. A casa é o espaço aberto, enquanto o templo se fechava às mulheres, aos estrangeiros, aos “impuros”. A casa é o lugar da acolhida e, ao mesmo tempo, da partilha: o lugar da ceia comum (Lc 24,13-35). Assim como o pão se reparte, também o Espírito se reparte a todas as pessoas da casa. E se no templo, apenas os homens querem ter poder, na casa, é comum que este poder se exerça de forma também mais partilhada. Como podemos ler, ali “todos eles se reuniam sempre em oração, com as mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e os irmãos dele” (At 1,14).

Como minha avó a soprar as brasas: Muitas imagens são evocadas no texto, a maioria delas buscada no Primeiro Testamento. Além da casa e do número 12 X 10, é expressiva a imagem do vento, das línguas e do fogo.

O vento lembra o sopro de Deus que abriu o Mar (Ex 14,21). As línguas lembram Babel (Gn 11,1-9), onde Deus também prefere a diversidade das línguas. Também agora, cada pessoa ouve as maravilhas de Deus na sua própria língua (At 2,11). O fogo lembra a sarça ardente (Ex 3,1-10), lembra a coluna de nuvem (Ex 13,21). E toda a cena lembra especialmente a conclusão da Aliança no Sinai (Ex 19,16-19).

Mas o vento e o fogo também lembram minha avó, enchendo suas simpáticas bochechas para acender fogo na fornalha ou no fogão de lenha, tarefa que exigia cuidado e, ao mesmo, tempo expressa exercício de poder. Essa é a imagem que faço de Pentecostes: a divindade, com suas grandes bochechas, a soprar em nossas brasas, quando querem se apagar. Às vezes, uma brisa leve (a Ruah divina) é suficiente para que nossas brasas se acendam. Outras vezes, faz-se necessário um sopro bem mais forte, ventania até, para que sejamos sacudidas e sacudidos em nossa inércia!

Que neste Pentecostes, possam as bochechas divinas nos despertar de nossa acomodação, especialmente aquela que nos deixa inertes em nossos templos, em nossos cultos e nossas missas! Que possamos louvar o Espírito lá onde ele se manifestou primeiro, no cotidiano das pessoas, em suas próprias casas. Mas especialmente na vida das pessoas empobrecidas cujo espaço muitas vezes nem mesmo podemos chamar de casas. Pois é para isso que o mesmo Espírito de Pentecostes nos conclama: “O  Espírito do Senhor está sobre mim, ele me ungiu para levar uma notícia alegre aos pobres” (Is 61,1; Lc 4,18).

Por: Edmilson Schinelo

Formação Bíblica inspira jovens da base

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biblia“O seu coração faz o meu coração bater mais forte”

Nos dias 16 e 17 de maio, cerca de quarenta jovens lideranças de grupos de base espalhados pela Baixada Santista se reuniram na sede do PIME (Pontifício Instituto Missões) em Praia Grande para aprender e partilhar sobre a palavra de Deus. Marcando o retorno da parceria da Pastoral da Juventude com o CEBI – Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos – representado por André Milani, teólogo, filósofo e professor pela rede estadual. O encontro teve como proposta dispor aos jovens ferramentas que tanto fazem falta na hora de interpretar e compreender as passagens, adotando como reflexão bíblica o trecho de Emaús (Lucas 24, 13-35).

Iniciando com a acolhida e o café da manhã às 8h, o dia começou com uma mística em meio ao gramado, onde se falou da Bíblia como “pão da vida” e se partiu entre os que ali estavam presentes. Logo após a breve apresentação, o palestrante deu prosseguimento ao curso que no sábado, com direito a muitas mídias e dinâmicas, procurou esmiuçar cada conjunto dos livros bíblicos, passando-lhes uma visão global do assunto. Baseando-se na frase do teólogo Leonardo Boff “A cabeça pensa onde os pés pisam”, foi esclarecido a eles a importância que se tem uma leitura contextualizada das escrituras ao invés da crescente onda fundamentalista que cerca as interpretações do cristianismo nos últimos anos. Na parte da tarde, Pe. Afonso de Souza, pároco na comunidade Nossa Sra. Aparecida (Samambaia, Praia Grande) celebrou a Missa com os pejoteiros falando bastante dos novos desafios da juventude durante sua homilia. As 19h, com o término do conteúdo formativo diário, houve o didático jogo Hebreus x Egípcios, arbitrado pelos assessores leigos Felipe Moscatello e Igor Oliveira. O sábado foi encerrado com a tradicional Noite Cultural, onde a temática foi Festa Nordestina, na qual contou com um animado arraiá, com comidas típicas como suspiros, pés de moleque e forró universitário.

No domingo, o dia começou com a reflexão da passagem da samaritana, com direito a um poço artesanal. Logo após ainda pela manhã, foi a vez de se exercitar a tradicional Lectio Divina, seguida do Bibliodrama. Antes do fim do curso, foi recebida a visita do Pe. Elmiran, coordenador diocesano de pastoral que foi representando o bispo Dom Tarcísio Scaramussa. O encontro foi encerrado após o almoço, quando os jovens estando vendados foram guiados até a praia para a mística de envio, em que se falou do compromisso dos jovens em reproduzir o aprendizado para os seus grupos em suas comunidades/paróquias.

“O que dizer sobre esse final de semana? O coração de todos vocês fizeram o meu bater mais forte, cada um especial de um jeito, mostrando que somos jovens do bem e de Deus” – Palavras de Julia Siqueira, da Paróquia Jesus Crucificado, em Santos.

A próxima atividade diocesana da Pastoral da Juventude é a Missão Jovem, a ser realizada entre os dias 04 e 11/jul, na comunidade Reitoria Bom Jesus dos Navegantes, bairro México 70, em São Vicente.

#MJHISTÓRICO: A primeira experiência missionária diocesana e seus dois anos de preparação.

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“O que a memória ama, fica eterno” (Adélia Prado)

Em razão da IV Missão Jovem, que será realizada de 04 à 12 de julho na Reitoria Bom Jesus dos Navegantes – México 70, São Vicente –, nosso blog iniciará uma série que contará a história das missões realizadas em nossa Diocese pela Pastoral da Juventude. As reuniões, as realizações, os concursos, enfim, tudo que cercou os momentos de construção do Reino protagonizados pelos nossos jovens. Começamos pela primeira delas: a Missão realizada em Cubatão, no ano de 2004. Venha conosco viajar pelo tempo para REVER e CELEBRAR!

Qual o impacto de uma experiência plena de vivência do Espírito Missionário na vida de um jovem ou adolescente? O quanto uma visita, um abraço, uma palavra dita pode transformar a vida da família visitada ou daquela que acolhe o jovem? Que transformações e quais resultados são percebidos nas comunidades que recebem um evento de tamanha magnitude?

Perguntas que talvez nunca tenham respostas. Esse ano, completa-se onze anos da primeira experiência evangelizadora da PJ Santos. Ocorrida nos dias de 01 à 11 de julho de 2004 e sediada na cidade de Cubatão, muita coisa rolou desde aquela época. Dos seminaristas que dela participaram, alguns se ordenaram – Pe Edson Felipe e Lucas Alves. Daquela que na época compunha a juventude da nossa Diocese, uns viraram assessores leigos e se mantiveram na caminhada – Fernando Diegues e Ricardo França – , outros tantos se casaram, constituíram família e optaram por profissões de alguma forma ligadas ao aprendizado cristão. Marcas imensuráveis de uma galera que até hoje se reúne para relembrar essa e outras histórias.

Não foi fácil. Sonhada desde 1999, quando dois pejoteiros santistas estiveram na Missão organizada pela PJ de Assis e ‘matutada’ durante dezoito meses de organização desde que foi compromisso firmado na Assembleia de 2002, o evento demandou uma extensa equipe, que articulou uma estrutura que suportasse sessenta inscritos divididos em três Paróquias diferentes – São Francisco de Assis, São Judas Tadeu e Nossa Senhora da Lapa. Os primeiros dias foram de formação, até culminar na benção e nas palavras animadoras de Dom Jacyr, na Missa de envio celebrada na Catedral dia 04/julho – data do aniversário de oitenta anos da Diocese.

Com as testas ungidas pelo bispo, dividiram-se em setores e partilharam a Boa Nova nos bairros da Vila Noel, Costa e Silva, Parque São Luiz, Vila dos Pescadores, Parque Fernando Jorge, Ilha Caraguatá, Casqueiro, Bolsão até a celebração de encerramento no dia 11. Após dois anos de preparação, com concursos para símbolo, mostras artísticas e formações, o evento tão sonhado se encerrou com as palavras: “A missão evangelizadora dos jovens não acaba aqui”. E não acabou. Onze anos depois, a PJ Santos segue viva. E sonhando.

MÊS MARIANO: As Alegrias de Nossa Senhora

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mariaMês de maio é dedicado a Virgem Maria, Mãe de todos nós, que nos da colo e encoraja para seguirmos caminhando. Porque se reflete tão pouco nas alegrias da Mãe de Deus e se foca quase que somente na suas dores? Pensando nisso, resolvi postar uma história real e engraçada, dessas que não acontecem à toa. O texto é do meu amigo José R. Oliveira e foi retirado do facebook.

“Minha filha foi viajar em Lua de Mel na Itália, passando por entre outras cidades, Assis – terra do ‘Chiquinho’. De lá, trouxeram lembranças para todos como de costume e, sabendo da minha religiosidade e do meu gosto pela reza do terço, deram para a mim um Rosário. Fiquei muito feliz com o presente, porém a surpresa não parou por aí…

Olhando mais atentamente vi que tinham duas dezenas a mais. Achei que estava louco, cogitei que o Rosário tivesse sido montado errado. Era bem estranho. Indelicadamente, acabei contando a minha filha. Grande besteira. Ela e o meu genro ficaram arrasados, se culpando por não terem notado o “defeito” do Terço…

Foi então que, em uma pesquisa na internet, descobri que por obra do acaso – acaso não, PROVIDÊNCIA! – eles teriam acertado e muito. O Terço que eu ganhei não estava errado e era na verdade um Terço Franciscano muito especial, o qual ironicamente nunca tinha escutado falar: o da Coroa das Sete ALEGRIAS de Nossa Senhora. Vejam que loucura! São Francisco e a Mãezinha pregaram uma peça nesse cidadão que vos fala e deram-me um presente que é a minha cara! Na mesma hora liguei para minha filha e dei-lhe aquela tão grata notícia, que também a acalmou e a deixou muito feliz. Desde então, tenho rezado todos os dias as felicidades da Mãe do Senhor.

Histórico: Em 1442, na época de São Bernardino de Sena, divulgou-se a notícia de Nossa Senhora ter aparecido a um noviço franciscano, que desde criança tinha o costume de oferecer à Virgem Maria uma coroa de rosas. Mas quando entrou na Ordem dos Frades Menores, sentia-se muito triste por não lhe ser permitido continuara a oferecer à Virgem os ramos de flores. Chegou mesmo a pensar em desistir da Ordem seráfica. Apareceu-lhe então, a Virgem a consolá-lo e indicar-lhe outra oferta diária que seria para ela ainda mais agradável. Sugeriu-lhe que, todos os dias, rezasse sete dezenas de ave-marias intercaladas com a meditação de sete misteriosos acontecimentos da sua vida que a tinham enchido de alegria. Assim terá nascido a coroa franciscana, o rosário das sete alegrias. São Bernardino foi um dos primeiros a praticar e divulgar esta piedosa devoção.

A Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora, chamada também de Coroa Seráfica ou Rosário Franciscano, compõe-se de sete mistérios, com um Pai-nosso, dez Ave-Marias e um Glória ao Pai, em honra das sete alegrias de Nossa Senhora, consubstanciadas nos seguintes principais mistérios:
1. Encarnação do Verbo divino;
2. Visitação da Mãe de Deus à sua prima santa Isabel;
3. Nascimento de Jesus;
4. Adoração prestada ao Divino Infante pelos três reis magos;
5. Encontro de Jesus no Templo;
6. Jubilosa Ressurreição do Salvador;
7. Coroação da Virgem Imaculada no céu.
Formas de rezar a Coroa Franciscana
Introdução e conclusão como na oração do Terço
I – Forma comum
1. No primeiro mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora ao ouvir do Arcanjo São Gabriel que fora escolhida por Deus para ser Mãe do Salvador. (1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)
2. No segundo mistério consideramos a alegria da Santíssima Virgem em casa de sua prima Santa Isabel, quando foi pela primeira vez saudada como Mãe de Deus.
3. No terceiro mistério consideramos o inefável gozo de Nossa Senhora no estábulo de Belém, quando seu Filho divino nasceu milagrosamente.
4. No quarto mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora quando os três magos vieram de longe adorar o Menino Jesus e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra
5. No quinto mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora quando achou o Divino Menino no Templo entre os doutores.
6. No sexto mistério consideramos a alegria e o júbilo da Santa Mãe de Deus, quando, na manhã de Páscoa, viu seu Filho divino ressuscitado e glorioso.
7. No sétimo mistério consideramos a maior de todas as alegrias de Nossa Senhora, quando morreu santamente e foi levada aos céus, com corpo e alma, acima dos coros angélicos, à direita de seu Filho divino, que a coroou Rainha dos anjos e dos santos.
II – Forma especial
Após cada Ave-Maria, acrescenta-se, depois das palavras: “…e bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus:
1. … que com grande alegria concebestes do Espírito Santo. (E segue:) Santa Maria…
2. … que com grande alegria levastes em visita à Isabel.
3. … que com grande alegria destes à luz em Belém.
4. … que com grande alegria apresentastes à adoração dos Magos.
5. … que com grande alegria encontrastes no Templo.
6. … que com grande alegria vistes ressuscitado e glorioso.
7. … que vos elevou aos céus, ó Virgem Maria.