Arquivo mensal: junho 2015

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A 21ª ROMARIA ESTADUAL DA JUVENTUDE

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Pejoteiros de todo estado de São Paulo, do litoral, capital e interior, se encontrarão no próximo dia 18 em Itapetininga, na 21ª edição da Romaria Estadual da Juventude. A Diocese de Santos, como em todos os anos, fará a sua caravana. Para se inscrever, basta acessar o link e seguir as orientações. O custo é de R$ 45,00 (ida e volta + taxa de contribuição da Romaria inclusa).

romaria

Encontro Diocesano reúne Catequistas e lideranças de Grupos de Jovens

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Encontro com CatequistasA Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Santos, foi à sede do Encontro Diocesano realizado no último dia 20/06 que além de reunir catequistas de adolescentes e jovens, estiveram presentes também diversas lideranças grupos de jovens, coordenadores da Pastoral da Juventude e demais lideranças de vários movimentos juvenis.

Contabilizando ao todo um público de aproximadamente 110 pessoas, o encontro teve como principal tema o modelo de Iniciação à Vida Cristã, no qual propõe a necessidade do retorno do catecumenato e à dimensão catecumenal da catequese, uma proposta um tanto complexa, pois exige uma mudança de mentalidade por parte de todos aqueles que estão envolvidos na catequização de adolescentes e jovens em suas comunidades.

O encontro teve início com a oração inicial realizada pela Pastoral da Juventude, no qual deu continuidade com a apresentação do levantamento feito com base nas reuniões regionais que aconteceram em março em cada cidade de nossa diocese. Logo em seguida, Pe. Luiz Gonzaga, assessor eclesiástico da Comissão de Animação Bíblio-Catequética, prosseguiu explicando como funciona o processo de evangelização com base em três momentos essências, sendo, anúncio, catequese e ação pastoral, ressaltando que os sacramentos são necessidades da caminhada e não a finalidade do processo de evangelização, posteriormente falou sobre a inspiração catecumenal para o processo de Iniciação à Vida Cristã, pelo caminho proposto pelo Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) e pelo Itinerário Catequético. Logo em seguida, Rafael Apolinário, coordenador diocesano da Pastoral da Juventude falou sobre juventude e catequese e como que o jovem deve estar envolvido no processo de evangelização, não importando o seu carisma ou movimento ao qual o jovem pertença, pois quem tem que evangelizar o jovem é o próprio jovem, o mesmo ressaltou ainda os objetivos da Pastoral da Juventude, sua metodologia, como a PJ atua, sua espiritualidade cristocêntrica e o modelo de formação integral composto por cinco dimensões, sendo dimensão psicoativa (eu-eu); dimensão comunitária (eu-outros); dimensão política (eu-sociedade); dimensão técnica (eu-trabalho) e a dimensão teológica (Eu-Deus). Logo depois, Katia Esteves, coordenadora da Comissão de Animação Biblio-catequética usou a parábola da lição dos gansos para mostrar a importância de todos os envolvidos estarem unidos no processo de Iniciação à Vida Cristã fazendo com que o catequisando possa se tornar integrante da comunidade e consequentemente membro do corpo de Cristo.

Ao final, catequistas e líderes de grupos de jovens se reuniram por regiões da diocese para propor planos de ação em conjuntos com o objetivo de fazer com que os jovens e adultos da catequese possam ser inseridos na vida comunitária antes de pedir o sacramento.

O Encontro contou ainda com a presença ilustre do Bispo Diocesano Dom Tarcísio Scaramussa, SDB, que durante a visita falou com alegria do modelo de Iniciação à Vida Cristã e da necessidade que a Igreja tem de promover esse modelo de catequese.

Doc. Aparecida: Clamor pela construção do Reino.

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Como vocês já sabem, dos dias 04 à 11 de julho, a PJ Santos organizará a IV Missão Jovem, que será sediada no México 70 em São Vicente, comunidade que já foi considerada a maior “favela” em palafitas do Brasil. Preparando o espírito desde então, vejamos algumas reflexões sobre o Doc. Aparecida: 

caciqueO acontecimento da quinta Conferência Episcopal da América Latina (CELAM) em Aparecida (SP), maio de 2007, foi – e continua sendo – um grande presente de Deus à Igreja latino-americana.  O documento de Aparecida (DA) é o resultado de todo este grande evento. Nas entrelinhas percebe-se a variedade pastoral dos participantes. Notam-se diferenças, limites, algumas falhas, mas o conjunto é animador, revela um forte desejo de comunhão eclesial e de missão. O documento não é chegada, é ponto de partida, é luz para a caminhada; convida a ser criativos e fecundos, a dar corajosos passos para frente.

MISSÃO: palavra chave do Documento de Aparecida (DA)

Ao ler o documento, é bom se perguntar: onde mais bate o coração do texto? Onde está a marca mais significativa? Também as Conferências anteriores tiveram suas marcas registradas. A primeira foi no Rio de Janeiro, em 1955, onde se deram os primeiros passos para uma Igreja latino-americana mais autóctone e unida. A segunda foi em Medellín (1968), onde explodiu forte o grito bíblico de libertação, de opção pelos pobres, de uma Igreja a serviço do Reino. Foi aí que deslanchou a caminhada das CEBs. A terceira foi em Puebla (1979), onde cresceram os apelos à comunhão, à participação co-responsável na Igreja, e à defesa da dignidade humana. A quarta foi em Santo Domingo (1992), onde muito se insistiu sobre a inculturação e o protagonismo dos leigos.

É opinião comum que a palavra chave de Aparecida é MISSÃO. Já o lema da Conferência o diz: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que n’ Ele nossos povos tenham vida”. O método VER-JULGAR-AGIR atravessa o documento inteiro, mesmo que seja de maneira leve. O VER ocupa os dois primeiros capítulos (I-II). É um ver a realidade, com coração de discípulo missionário. O JULGAR é marcado por três eixos que explicitam a experiência cristã: a) O encontro pessoal com Jesus Cristo que nos torna discípulos missionários, fonte de grande alegria e paz (capítulos III-IV); b) A vivência eclesial, onde todos são acolhidos e valorizados como sujeitos eclesiais (capítulo V); c) O processo formativo permanente. É para gerar convicções fortes e corajosas (capítulo VI). O AGIR que vem em seguida, é missão pra valer, fecunda e permanente; ela atinge de cheio a realidade sócio-econômica, política, cultural, religiosa do Continente (capítulos VII-X).

Missão e missionários marcam o texto inteiro. O documento está organizado em 554 parágrafos. A palavra Missão aparece explicitamente em cerca de 100 parágrafos, as palavras ‘discípulos missionários’ e ‘missionários’ aparecem mais de trezentas vezes. Estas palavras iluminam também todos os outros parágrafos do documento. Elas são o paradigma, a referência, o fio condutor do documento.

Vale a pena saborear, meditar, interiorizar essas palavras, não somente de vez em quando, mas no cotidiano da vida; e partilhá-las nas comunidades, entre animadores (as) e agentes pastorais. Elas estão espalhadas ao longo de todo o documento, quais pérolas preciosas, que é preciso saber cuidar e guardar. Elas são portadoras de esperança, de energias novas, de transformação e libertação em todos os níveis. Ao meditar frase por frase é bom se perguntar, pessoalmente e/ ou em grupos: o que está me/ nos dizendo? Quais luzes e recados? Como vivenciá-las na minha/ nossa comunidade eclesial e na sociedade em que vivemos? A seguir algumas frases do Documento que falam de Missão:

MISSÃO em sentido amplo.

mj21) “Assumimos o compromisso de uma grande missão em todo o Continente” (DA 362).

2) “A missão continental procurará colocar a Igreja em estado permanente de missão” =(DA 551).

3) “Hoje, toda a Igreja na América Latina e no Caribe quer colocar-se em estado de missão” (DA 213).

4) “A Igreja necessita de forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade” (DA 362).

5) “Esperamos em novo Pentecostes, uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança” (DA 362).

6) “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária” (DA 370).

7) “Precisamos de uma evangelização muito mais missionária, em diálogo com todos os cristãos e a serviço de todos os homens” (DA 13).

8) “Missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã” (DA 144).

9) “A Igreja peregrina é missionária por natureza, porque tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai” (PA 347).

10) “A missão é a razão de ser da Igreja, define sua identidade mais profunda” (DA 373).

11) “A missão não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da Igreja a todos os confins do mundo” (DA 145).

12) “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais” (DA 11).

13) “A Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes” (DA 31, cita Mt 9,35-36).

PARÓQUIAS em missão

“As paróquias são células vivas da Igreja… São chamadas a ser casas e escolas de comunhão” (DA 170).

2) “Todas as nossas paróquias se tornem missionárias” (DA 173)

3) “A renovação missionária das paróquias se impõe tanto nas cidades como no mundo rural” (DA 173)

4) “A renovação missionária das paróquias exige de nós imaginação e criatividade para chegar às multidões” (DA 173).

5) “Os melhores esforços das paróquias devem estar na convocação e na formação de leigos missionários” (DA 174)

6) “Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente” (DA 171).

7) “A renovação das paróquias exige a reformulação de suas estruturas, para que ela seja uma rede de comunidades e grupos, capazes de se articular conseguindo que seus membros se sintam realmente discípulos e missionários de Jesus Cristo em comunhão” (DA 172).

8) “A imensa maioria dos católicos de nosso continente vive sob o flagelo da pobreza…A paróquia tem a maravilhosa ocasião de responder às grandes necessidades de nossos povos. Para isso tem que seguir o caminho de Jesus e chegar a ser a boa samaritana como Ele. Cada paróquia deve chegar a concretizar em sinais solidários seu compromisso social nos diversos meios em que se move, com toda a ‘imaginação da caridade'” (DA 176)

9) “A paróquia chegará a ser comunidade de comunidades'” (DA 309, citando Santo Domingo 58).

10) “Uma paróquia, comunidade de discípulos missionários, requer organismos que superem qualquer tipo de burocracia. Os Conselhos Pastorais Paroquiais terão de estar formados por discípulos missionários constantemente preocupados em chegar a todos” (DA 203).

11) “A renovação das paróquias exige a reformulação de suas estruturas, para que ela seja uma rede de comunidades e grupos, capazes de se articular conseguindo que seus membros se sintam realmente discípulos e missionários de Jesus Cristo em comunhão” (DA 172).

TODOS OS CRISTÃOS: discípulos missionários de Jesus Cristo.

1) “Somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, nele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação” (DA 103).

2) “Todo discípulo de Jesus Cristo é missionário” (DA 144).

3) “Os discípulos por essência são também missionários, em virtude do Batismo e da Confirmação” (DA 377).

Consolidação do evento após todo preparo (Matéria do Presença Diocesana).

Missão a serviço da vida

1) “O discípulo missionário há de ser um homem ou uma mulher que torna visível o amor misericordioso do Pai, especialmente para com os pobres e pecadores” (DA 147).

2) “As condições de vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e dor, contradizem a esse projeto do Pai e desafiam os cristãos a maior compromisso a favor da cultura da vida”. O reino de vida que Cristo veio trazer é incompatível com essas situações desumanas”(DA 358).

3) “A misericórdia sempre será necessária, mas não deve contribuir para criar círculos viciosos que sejam funcionais para um sistema econômico iníquo”. Requer-se que as obras de misericórdia sejam acompanhadas pela busca de verdadeira justiça social”(DA 385).

4) “Comprometemo-nos a trabalhar para que a nossa Igreja latino-americana e Caribenha continue sendo, com maior afinco, companheira de caminho de nossos irmãos pobres, inclusive até o martírio” (DA 396).

5) “Solicita-se dedicarmos tempo aos pobres, prestar a eles amável atenção, escutá-los com interesse, acompanhá-los nos momentos difíceis, escolhê-los para compartilhar horas, semanas, ou anos de nossa vida e procurando, a partir deles, a transformação de sua situação” (DA 397).

6) “Assumindo com nova força essa opção pelos pobres, manifestamos que todo processo evangelizador envolve a promoção humana e a autêntica libertação, ‘sem a qual não é possível uma ordem justa na sociedade'” (DA 399).

7) “Os discípulos e missionários de Cristo devem iluminar com a luz do Evangelho todos os âmbitos da vida social”. A opção preferencial pelos pobres, de raiz evangélica, exige atenção pastoral voltada aos construtores da sociedade” (DA 501)

São frases que mexem e sacodem, destinadas a provocar um grande ‘vendaval do Espírito’, como aconteceu na primeira comunidade cristã de Jerusalém, no dia de Pentecostes (At 2,1-13). Não há mais dúvida: Aparecida convida toda a Igreja do Continente a orientar-se, com decisão e urgência, para a missão. Tudo mesmo: bens, estruturas, recursos, pessoas, pastorais, grupos, comunidades, paróquias, dioceses, movimentos eclesiais, centros de formação, seminários, cursos, institutos de teologia; padres, bispos, leigos, seminaristas, religiosos. É uma tarefa gigantesca e apaixonante. Todo o povo de Deus é chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo, cada um no serviço específico que escolheu ou que lhe foi confiado (leigos, padres, bispos, leigos, seminaristas, religiosos. É uma tarefa gigantesca e apaixonante. Todo o povo de Deus é chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo, cada um no serviço específico que escolheu ou que lhe foi confiado (leigos, padres, bispos, operários, lavradores, empresários…). Discipulado e missão conferem identidade e comunhão na diversidade dos serviços específicos.

Os porquês da Missão.

A motivação principal está na comunhão trinitária: “A Igreja peregrina é missionária por natureza, porque tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai” (DA 347, citando o documento Ad Gentes, capítulo 2, do Concilio Vaticano 2º). O Deus revelado na Bíblia é Deus-Amor (1Jo 4,8.16), e onde há amor, há missão; portanto, Deus é Missão. Nós participamos da natureza divina (2Pd 1,4), somos filhos e filhas da Trindade Santa; herdamos a missão da Trindade. Um segundo motivo da missão é a situação do mundo, do planeta Terra. O mal está no mundo, destruindo relações de fraternidade e de paz, trazendo divisão e opressão, ferindo e destruindo o Planeta. O Documento faz uma análise detalhada dos males do mundo (DA 43-97). Diante de tudo isso, não podemos ficar indiferentes. Enquanto houver algo errado em qualquer parte do mundo, é a hora da missão. Um terceiro motivo que Aparecida lembra é a vida interna da Igreja: enfraquecimento da vida cristã, escasso acompanhamento aos fiéis leigos em suas tarefas de serviço à sociedade, despreparo da Igreja frente aos desafios da pós-modernidade, migração de católicos para outras Igrejas e grupos religiosos, católicos batizados não suficientemente evangelizados, vítimas de um mundo secularizado, onde a tendência é relativizar valores e fazer o que mais satisfaz no momento (DA 100, 293, 185, 177, 479). Portanto, a Missão “não é uma tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã” (DA 144). Ela é uma necessidade, uma urgência permanente: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor 9,16).

*Pe Luiz Mosconi, Diocese de Guarapuava/PR.

#MJHISTÓRICO: As ladeiras santistas recontam a edição 2013

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Em razão da IV Missão Jovem, que será realizada de 04 à 11 de julho na Reitoria Bom Jesus dos Navegantes – México 70, São Vicente –, nosso blog segue com a série que conta a história das missões realizadas em nossa Diocese pela Pastoral da Juventude. Dessa vez contaremos sobre a Missão Jovem de 2013, ocorrida em Santos. Venha conosco viajar pelo tempo para REVER e CELEBRAR!

“(…)Eu te ofereço o que vi de belo,
No interior dos corações,
A coragem de me transformar!”

Diz a biografia de Dom Hélder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife falecido em 1999 e que se encontra atualmente em processo de beatificação, que sua opção pelos pobres se deu chegando ao Rio de Janeiro. Naquela época, ainda integralista (ideologia política de características fascistas) passava de transporte público em frente a um clássico morro carioca. Sentado ao lado de outro clérigo, viu o amigo apontar com o dedo para a janela e falar “É ali onde está Jesus”.  Às vezes, a conversão não se dá de maneira espetacular e radical como no caso de São Paulo, que ficou cego por três dias e viu o Cristo. Em muitos casos nosso chamado se dá de maneira simplória, o que não tira sua beleza. O Espírito vai sorrateiramente e nos toca, seja através da oração, palavra, música…ou mesmo através do OUTRO.

O menino avistava da entrada de Santos as casas coloridas lá no alto. Culpava-se sobre a imoralidade do belo. “Como posso achar bonito tamanho símbolo de indignidade?”. Um dia ele subiria as ladeiras e ouviria as histórias daquele povo. Dos portugueses devotos de Fátima que atravessaram o oceano e construíram sua vida na cidade, até a dos nordestinos e descendentes dos nagôs, que fugiram da seca e arrumaram emprego na estiva. Talvez nada seja mais santista do que a verticalidade dos morros, nem o jardim da praia e o centro velho, até porque ambos são vistos lá de cima, onde o povo se faz tão verdadeiramente brasileiro. E de lá também se vê Deus, mas não porque se arranha os céus. Se vê nos corações, onde Dom Helder também encontrou e a beleza não é imoral.

Em julho de 2013, as vésperas da Jornada Mundial da Juventude e em comunhão com a CNBB, a PJ Santos iniciou a terceira semana missionária de sua história, desbravando as escadarias santistas com a mucuta e a coragem. Após um domingo de formação, o envio de quarenta jovens foi celebrado pelo bispo diocesano na Paróquia Nossa Senhora da Assunção. Como toda missão popular, sua essência foi marcada pelo desafio. Diferentes morros, cada qual com a sua conjuntura urbana mesmo tão próximos uns dos outros, se apresentavam como uma nova surpresa a cada manhã. Dos degraus íngremes do Pacheco a falta de calçada no São Bento, o novo assustava e causava câimbras, explosão de sensações que eram partilhadas durante a noite junto das boas histórias no Centro Pastoral, local que acolheu os jovens. Fora as visitas e Missas, uma extensa programação cultural compôs a semana, contando com roteiro histórico, oficinas de hip-hop, capoeira, luau, rancho folclórico e sessões de filme. As atividades foram encerradas pela manhã do dia 21, logo após o Café da Manhã com moradores de rua do Mercado Municipal, com uma mística marcada pelo compromisso. Como Lincoln Spada bem destacou, a terceira Missão Jovem foi a JMJ de muitos daqueles jovens que não puderam ir ao Rio de Janeiro em função do seu valor, trazendo para eles a oportunidade de encontrar Cristo Jesus na dor dos irmãos.

HERANÇA

Talvez o fruto mais óbvio de todas as edições: o grupo JA (Jovens da Assunção). Com a conclusão da turma de Crisma naquele ano, uma pequena turma de jovens engatinhava nos trabalhos pastorais, animados pela persistência do catequista pejoteiro César Neves e da Andréia. Ocupados com o trabalho durante a semana, alguns poucos puderam participar da Missão, mas a realização da atividade em tal comunidade foi fundamental para criar vínculos e consolidar todo um trabalho. Hoje, a paróquia possui lideranças que fazem PJ, dentre elas a coordenadora regional Thaís Santos.

*Gines Salas, coordenador diocesano da Pastoral da Juventude.