SETE MOTIVOS para ouvir o Pe. Zezinho SCJ na Semana Santa.

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Pe. ZezinhoEu sei o que você tá pensando, que sua avó ouve o Pe. Zezinho. Ok, confesso que se tem uma característica que me irrita nas pessoas é essa mania de acreditarem que tudo o que não é novo não possui valor (tsc). Pois em verdade vos digo, que me perdoe o Zé Vicente  (pausa para comentário óbvio): Pe. Zezinho é o maior cantor evangelizador deste país, bebês!

José Fernandes de Oliveira, SCJ, mais conhecido como Pe. Zezinho (Machado, MG, 1941) é padre da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, escritor e músico. Do seu pai, violeiro, herdou o amor pela música e do convívio com padres em Taubaté, a sua vocação sacerdotal. O mais jovem dos seis irmãos, Zezinho ingressou no seminário dos dehonianos aos 11 anos, ordenando-se aos 25 nos Estados Unidos. Hoje, tem 50 anos de uma carreira consagrada, 51 de sacerdócio, 57 álbuns de estúdio gravados e uma infinidade de outros trabalhos que se fossem citados aqui, você acreditaria que esse homem viveu umas três vidas. Na JMJ de 2013 seria homenageado, mas sua saúde frágil devido a um recente AVC impediu a sua participação.

Não somos o BuzzFeed, mas elencamos SETE MOTIVOS (o número bíblico da perfeição) para você largar o preconceito e ouvir as composições desse HOMÃO na semana mais importante do calendário cristão, pois belos arranjos de artistas da Som Livre não superam uma letra religiosa que só a ação do Espírito Santo pode explicar.

1- Pe. Zezinho é um pioneiro.

Pe. Zezinho gravou o seu primeiro compacto no tempo do ronca, em 1969, abrindo caminho para outros tantos sacerdotes que evangelizam através da música, como Pe. Fábio de Melo, Joãozinho, Marcelo Rossi e Reginaldo Manzotti. Pe. Zezinho também foi um dos primeiros a usar bateria e guitarra em suas músicas.

2- Pe. Zezinho é “old school”…

A glamourização da música religiosa, principalmente após o espaço gospel nas grandes gravadoras e canais de TV infelizmente trouxe problemas a Igreja. Não são raros músicos e artistas com renome serem cheios de ego, cachês caros e roupas de marca. Aliás, me corrijo: até mesmo grupos de música que tocam em Missas nas paróquias Brasil afora chegam a ser contaminados pelo egocentrismo. Pe. Zezinho já deu seu “puxão de orelha profético” em plena Canção Nova quando teve oportunidade:

3- Você reclama, mas sabe cantar pelo menos umas cinco músicas dele que eu sei!

“Um Certo Galileu”“Maria de Nazar锓Amar como Jesus amou”“Oração pela Família”“Utopia”“Mãe do Céu Morena”“Um Coração para Amar”“Minha Vida Tem Sentido”, etc, como esquecer? Só musicão rapaz, cêloco! E digo mais, em 2013 você cantou “Nova Geração” mais vezes do que pejoteiro cantou “Negro Nagô” na vida inteira…

4- Pe. Zezinho faz critica a letras puramente emotivas.

A Igreja vive um momento em que se tem recorrido a um sentimentalismo egoísta exagerado nas músicas, algo já citado em documento da CNBB inclusive. Para alguns compositores, basta fazer quem escuta chorar. Pe. Zezinho é um dos poucos a falar sobre esse problema abertamente, defendendo músicas mais profundas e que a pouco lembrada Doutrina Social da Igreja também inspire composições.

5- Pe. Zezinho é um progressista!

Pe. Zezinho é claramente influenciado pela Igreja dos Pobres e pelo Espírito do Concílio e não se envergonha disso. Ao mesmo tempo, nunca deixou de fazer críticas a partidos políticos ou a personalidades que sempre foram associadas a luta por igualdade social no Brasil. Não se trata aqui de concordar com todos os seus posicionamentos, mas de admirar o fato de não ter medo de se colocar.

6- “Um certo Galileu” é a música perfeita para ouvir durante o Tríduo.

Quem seria capaz de compor uma canção de seis estrofes que nos faz meditar a vida, a obra e a condenação do profeta que revolucionou a história da humanidade? Pe. Zezinho, claro. Não satisfeito, décadas depois foi lá e a pedido de bispos, criou mais duas estrofes para falar da vitória de Jesus sobre a morte, história que você ouve aqui:

7- Zezinho é acima de tudo, um evangelizador.

Pe. Zezinho se mantém fiel a Paulinas e sempre procura ficar longe dos holofotes para não se deixar ser ludibriado e manter os pés no chão. Com suas letras, nos aproxima de Deus. Com seu exemplo, ensina a sermos mais humildes em nossas Galileias, sejamos nós músicos, agentes de pastoral ou coordenador diocesano.

E daí? E daí nada.

*Gines é um pejoteiro supimpa que escuta velharias e deseja uma excelente Semana Santa para todos vocês.

“Tributo ao Pioneiro” é um CD gravado no ano de 2014 em sua homenagem, com músicas cantadas por artistas como Fagner, Elba Ramalho, Daniel e Paula Fernandes.

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