Arquivo do autor:Pastoral da Juventude - Diocese de Santos

#MJ2017: Bate-papo com Pe. Alexander

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Pe. Alex

Pe. Alex e Dona Flora (paroquiana) durante sua despedida da Paróquia Nsa. Sra. do Perpétuo Socorro, janeiro deste ano.

Há pouco tempo na Paróquia Santa Rosa de Lima, Pe. Alexander Marques – ou simplesmente Pe. Alex – nos concedeu uma gentil conversa. O homem que topou construir conosco a nossa #MJ2017 – para se inscrever, clique aqui – é fã de Star Wars, tem compulsão por estudos e possui o afetuoso hábito de cumprimentar a todos com um beijo no rosto – uma herança herdada da convivência com o falecido Pe. Paulo Horneaux de Moura, seu padrinho. Fala com carinho da Paróquia Nsa. Sra. Perpétuo do Socorro, São Vicente, onde exerceu como pároco por seis anos e deixou muitos amigos. Em nosso bate-papo, falou sobre vocação, política e juventude na Igreja.

Pejoteiros Santos: O senhor está faz pouquíssimo tempo do Guarujá. Ficou feliz por se livrar de São Vicente?

Pe. Alex: (Risos) Não…não fiquei. São Vicente foi a cidade em que eu cresci, sabe? Eu só nasci em Santos. Desde os meus primeiros dias de vida eu moro em São Vicente. Sempre morei em São Vicente, só sai daí quando fui para Santo Amaro estudar, fiquei sete anos fora, mas sempre tive um laço muito importante com a cidade. Meus pais moram em São Vicente, meu irmão mora em São Vicente e os seis anos que eu passei no Jardim Rio Branco foram muito bons. Eu amo São Vicente, como a maioria dos vicentinos. Temos muitos problemas e Guarujá também, mediante a crise que estamos vivendo no país, fruto da má administração e das crises sociais, relacionadas a pobreza, a violência, a falta de segurança, etc. Guarujá é uma cidade que vive contrastes, né? Tem uma área nobre onde tem mansões e muitas favelas, tantas quanto São Vicente. São duas cidades bem parecidas, tirando o fato das praias. As praias do Guarujá são belíssimas. São Vicente, não (risos). Mas São Vicente é uma cidade que tem tudo pra dar certo, as pessoas precisam se educarem mais, no sentido de valorizar a cidade, não jogar lixo nas ruas…isso tudo prejudica muito a imagem da cidade. São Vicente é a primeira cidade do Brasil, conhecida nacionalmente, o povo de lá é muito bom. Mas agora é uma nova realidade, na Paróquia Santa Rosa de Lima e na cidade em que estou, no Guarujá.

Pejoteiros Santos: Fora Filosofia e Teologia, o senhor concluiu Psicologia recentemente e agora tá fazendo Mestrado em Educação. Explica um pouco dessa “piração” sua pelos estudos. É saudade da Unisantos?

Pe. Alex: É um pouco de saudade sim da universidade. A universidade é uma das minhas paixões e eu nunca escondi de ninguém, eu sempre gostei de estudar. Até meus colegas de turma tiravam sarro de mim, que o meu quarto para entrar tinha que ir abrindo os livros pra ocupar menos espaço (risos). Acho que a formação do padre é uma formação continua, o padre não pode pegar e  dizer “fiz filosofia e teologia, tá bom!”. Acho que o povo merece isso, né? Quando eu tava no seminário, eu estudava muito, principalmente na Teologia. Filosofia foi um pouco mais complicado, pois estava no início do processo. Eu não fiz Filosofia aqui em Santos, fiz no Instituto São Boaventura, em Santo Amaro. Eu iniciei a minha caminhada em Santo Amaro e na Teologia foi que eu me transferi para Santos. Então, na Teologia me apliquei muito. Saia da faculdade, tinha os afazeres da casa e quando sobrava tempo eu pegava e ia estudar. Na Psicologia não deu pra me dedicar tanto, pois eu já era padre. No começo do curso eu tava como Vigário do Pe. Valdeci na Lapa (Par. Nsa Sra da Lapa, Cubatão) e por isso não tinha tantas responsabilidades como um pároco tem. A partir do momento que me tornei  pároco da Perpétuo Socorro (Paróquia Nsa Sra do Pérpetuo Socorro, São Vicente) eu comecei a ter um pouco menos de tempo. Estudar é meio que uma aptidão minha, eu não gosto muito de ficar parado. Aí me veio a ideia, depois de dois anos, de fazer Mestrado. Mais pra frente eu vejo o que eu faço, se eu faço Doutorado ou outro tipo de especialização. Quando eu era seminarista eu dizia o seguinte: “O povo tá investindo na gente. O povo paga nossa faculdade, paga a nossa comida”. Então nada mais justo que ter padres que tenham cultura, padres que saibam o que vão falar e que realmente estudem e possam levar esse estudo para o povo, fazendo um trabalho melhor nas pastorais das nossas comunidades. Isso é essencial.

Pejoteiros Santos: Se ser padre é bom, o que te fez ter tantos cabelos brancos?

Pe. Alex: Ser padre é bom, mas tem suas vantagens e desvantagens. Os cabelos brancos que o digam, como você mesmo coloca na pergunta (risos). São fruto logicamente do processo de envelhecimento natural, afinal não sou nenhum moleque, tenho 43 anos…mas também sem dúvida nenhuma é o nível de estresse. Então você esquenta a cabeça, sem dúvida nenhuma. Tem pessoas que são mais fáceis de lidar, outras são mais complicadas…e você mediar conflitos com pessoas que acham que são donas das pastorais ou donas das comunidades é bem difícil. Tem suas vantagens ou desvantagens como tudo na vida. Mas é bom ser padre, eu gosto! Por mais que tenha as dores de cabeça, por mais que haja as dificuldades, é algo que eu gosto de fazer, é algo que me dá prazer. Vale apena ser padre, sem dúvida nenhuma, mas pra isso tem que ter vocação. Se não tiver vocação você acaba sucumbindo pelo meio do caminho.

alex

“Pe. Alex…eu sou seu pai!”

Pejoteiros Santos: O que costuma fazer quando não está estudando, celebrando ou atendendo a comunidade? Qual o seu hobbie? Eu lembro que o senhor manja um pouco de cultura nerd…

Pe. Alex: Eu gosto muito de andar na praia nos meus dias de folga, coisa que eu não ando fazendo por causa do mestrado…gosto muito de ler, não só artigos de filosofia, teologia e psicologia, eu gosto muito de ler de um modo geral! Gosto de ler livros de suspense, romance. Eu tenho um pouco de cultura nerd. Sou fã incondicional de Star Wars, dos personagens da DC, principalmente o Batman, o Superman…alguns da Marvel também, tipo o Homem-Aranha. Então eu sou meio fruto de cultura nerd dos anos 1980 (risos). E acho que a história faz parte do ser humano. O ser humano tem que respeitar a sua trajetória histórica e não esquecer, né? As coisas que vivenciou. Acho muito importante isso. Cada ser é fruto da sua época, é fruto da sua história. Eu sou uma pessoa de hobbies simples.

Pejoteiros Santos: O senhor sabia o que estava fazendo quando topou aturar uma penca de pejoteiros durante uma semana inteira de Missão Jovem?

Pe. Alex: A resposta é que eu não tinha muito conhecimento da Pastoral da Juventude. Tá sendo um processo novo, pra mim, tô tendo conhecimento agora de como funciona, as pessoas tem entrado em contato com vocês e o feedback tem sido muito positivo, posso dizer isso. Então, é importante ter o jovem dentro da Igreja, eu sempre trabalhei com jovens quando seminaristas e é muito triste você não ter jovens dentro de uma paróquia, dentro de uma comunidade. Jovens são o futuro, são como a força motriz da Igreja, nós não temos como seguir adiante sem jovens. E hoje os jovens estão tão perdidos, nada melhor do que acolhe-los, com dignidade, cuidado, para construir um mundo melhor, principalmente com essa cultura de corrupção que nós estamos vivendo no país. Não adianta mudar a cabeça dos velhos, nós temos que mudar a cabeça dos jovens! Uma geração que mude a mentalidade e deixe a “Lei de Gerson” de lado, é uma perspectiva muito boa para a sociedade brasileira e nada melhor que o jovem pra falar com outro jovem. Daí a importância da PJ. De ir ao encontro dos jovens e falar na linguagem deles, o que muitas vezes a gente não consegue.

Pejoteiros Santos: Padre, vamos falar sobre a descoberta da sua vocação, pois é um tema que sempre rende histórias interessantes. Conta um pouco sobre as suas origens e o que diria a um jovem que questiona a sua vocação.

Pe. Alex: A vocação surgiu cedo, eu comecei a sentir os primeiros sinais aos 14 anos, mas aí eu comecei a namorar e vida que segue. Depois de alguns anos, quando eu estava com 25 ou 26 anos, eu estava no término do relacionamento que para mim seria o relacionamento da minha vida. Ele acabou e começou a renascer aquilo que tinha se dado dez anos antes. Aí, eu optei por fazer acompanhamento vocacional, só que o meu grande problema era um: eu sabia que padre não poderia casar, logo padre não poderia ter filhos e eu sempre gostei muito de crianças, né? Então esse foi um primeiro problema, pois ao mesmo tempo que sentia o “chamado”, eu queria ser pai. Aí eu fiz o acompanhamento vocacional um ano, não senti segurança para dar continuidade e resolvi fazer mais um, pois meu medo era que aquilo fosse uma fuga. No meu segundo ano, senti Deus colocar em meu coração que eu não seria pai de um ou dois filhos, eu seria pai de muitos filhos. A partir daquele momento eu já estava pronto para entrar no seminário, os próximos meses na sequência foram de preparação, de falar com meus pais, isso, aquilo etc. Então a minha vocação nasce no seio da comunidade, né? Eu sempre digo que minha influência foi minha mãe e os amigos da Igreja, pois quando a minha mãe me colocou na catequese eu já tinha doze anos, tinha tamanho de adulto, só não tinha cabeça, mas o corpo era quase. Eu  virei e falei para minha mãe que eu não iria para catequese com um bando de criança do meu lado, pois eu tinha a altura da catequista. Aí, o que aconteceu? Eu falei para minha mãe que se ela me levasse eu iria fugir. Ela foi e me levou na São Vicente Mártir, minha paróquia de origem, e ficou as duas horas na porta, com medo que eu saísse. Na outra semana em que ela me levou, eu disse: “Não precisa ficar esperando, eu não vou fugir mais não”. E a partir daquele momento eu nunca mais abandonei a Igreja. Eu fiquei 16 anos trabalhando ativamente em todas as pastorais, com os jovens, depois na coordenação pastoral da paróquia, grupo de oração, etc. Minha vocação nasce desse convívio, principalmente da minha relação com o Pe. Paulo Horneaux de Moura, que era o meu padrinho de Crisma. Eu tinha muito contato com ele e ele tinha um modelo de padre acolhedor, o que me ajudou muito também. 

Pejoteiros Santos: O Brasil vive um momento ético, político e econômico dos mais delicados de sua história. Qual é o papel da Igreja diante dessa realidade?

Pe. Alex: (Demora um pouco para responder) Olha…a crise, pensando, é uma crise existencial, sabe? É muito mais profunda, de valores morais e éticos. As pessoas estão muito desencantadas com a vida e com as situações. É uma crise de princípios, como eu falei naquela outra questão, a “Lei de Gérson”, sempre querendo tirar vantagem. E isso tem influenciado muito as futuras gerações, pois o exemplo a gente leva de casa. Então, se você vê seus pais fazendo alguma coisa errada, você vai fazer também, pois seus pais são o exemplo, o modelo a ser seguido. O modelo do menino é o pai e o modelo da menina é a mãe, tanto que a psicologia freudiana, a psicanálise, vai dizer que o homem procura na mulher a mãe e a menina procura no marido o pai. São os reflexos, e quando não há honestidade, não há valores éticos dentro da família, os filhos também não herdam esses valores. O meu grande receio é que as pessoas se afastem da política por causa disso, e aí fica uma coisa muito complicada. O que falta no brasileiro hoje é cidadania, isso na minha visão. É eu entender que o espaço é de todos, não só meu. Muitas vezes as pessoas criticam os políticos por elas quererem fazer as mesmas coisas que eles fazem. Um dia desses eu vi um vídeo no facebook de uma rádio de Sorocaba em que eles faziam uma pegadinha, onde uma pessoa estava na rua falando ao celular e deixava cair a carteira. 70% das pessoas não devolviam a carteira, ficavam com ela. Que moral eu tenho para reclamar de político corrupto se eu faço a mesma coisa? “Ah, eu enganei o trouxa!”. As pessoas tem que perder essa mentalidade! Por exemplo: vá na praça de alimentação. Quantas pessoas vão jogar o lixo, depois que elas comem, no lugar certo? Vai por mim, são poucas. Nós não temos essa cultura de cidadania, de entender que a Classe Política está lá para me representar, e que se não fizer isso direito, não terá mais o meu voto. Mas muita gente vota para ganhar benefícios, em troca de cinquenta reais, em troca de dentadura, etc. Por exemplo, a vice-prefeita, que era da minha paróquia (Profª Lurdinha Oliveira, eleita vice-prefeita por São Vicente no ano passado), quando ganhou, quantas pessoas não foram atrás dela pedir emprego por votarem nela? Peraí, mas qual o sentido disso? Você votou nela para ela te representar, não para ganhar emprego, meu filho! A missão da Igreja é esclarecer para as pessoas que isso é um problema de foro interno, no sentido de que as pessoas tem que se conscientizar a fazerem o que é correto. 

*Para quem não conhece, a tal da Lei de Gérson:

Pejoteiros Santos: Rapidinhas. Agora vamos separar os homens dos meninos. Nescau ou Toddy?

Pe. Alex: Toddy.

Pejoteiros Santos: Coxinha ou Brigadeiro?

Pe. Alex: HAHA…brigadeiro.

Pejoteiros Santos: Biscoito ou Bolacha?

Pe. Alex: Bolacha.

Pejoteiros Santos: Star Wars ou Senhor dos Anéis?

Pe. Alex: Sem dúvida…Star Wars!

Pejoteiros Santos: Feijão por baixo ou por cima?

Pe. Alex: Por baixo!

Pejoteiros Santos: Churrasco ou comida japonesa?

Pe. Alex: Olha, por mais que eu evite, churrasco.

Pejoteiros Santos: Messi ou Cristiano Ronaldo?

Pe. Alex: Nenhum dos dois.

Pejoteiros Santos: Futebol na praia ou Netflix?

Pe. Alex: (Risos) Netflix!

Pejoteiros Santos: São Pedro ou São Paulo?

Pe. Alex: Paulããããããooo!

Pejoteiros Santos: São Francisco de Assis ou São Tomás de Aquino?

Pe. Alex: Francisco de Assis, sem dúvida nenhuma!

#MJ2017: INSCRIÇÕES ABERTAS!

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missão

Missão é partir, caminhar, sair de si.

É quebrar as crostas do egoísmo
que nos fecha no nosso eu!
Missão é parar de dar voltas ao redor de nós mesmos
como se fôssemos o centro do mundo, da vida.

Missão é não deixar bloquear nos problemas
do pequeno mundo a que pertencemos.
A Humanidade é maior.

Missão é sempre partir,
mas não devorar quilómetros.
É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos,
descobri-los e encontrá-los.

E para os descobrir e amar
é necessário atravessar mares
e voar pelos céus,
então, missão é partir até aos confins do mundo!

(Dom Hélder Câmara)

Aloha! Desde o dia 20 de abril, pejoteiros de diferentes Galiléias juvenis descobriram que a Paróquia Santa Rosa de Lima no Guarujá abrigaria a #MJ2017. Hoje, com a sua proximidade, se inicia uma nova etapa: a abertura das inscrições.

Depois de Cubatão (2004), Humaitá (2012), Morro São Bento (2013) e México 70 (2015), a PJ Santos realiza sua quinta semana missionária na Ilha de Santo Amaro, contando com o apoio da comunidade e com o entusiasmo das irmãs da “Fraternidade O Caminho”, que desenvolvem trabalho social na Padre Donizette, favela da região. O evento ocorre no período das férias, entre 02 e 09 de julhoA taxa de inscrição é simbólica, de R$20,00.

O tema Juntos com Maria, florescendo nesse chão! faz menção ao ano mariano (marcado pelo centenário da aparição de Fátima e pelos 300 anos de Aparecida) e a campanha da PJ do Regional Sul, que conclama os jovens a florescerem a Civilização do Amor. Para o lema, recordamos as palavras do Papa Francisco na JMJ de Cracóvia: “O tempo que estamos a viver não precisa de jovens-sofá”.

COMO FUNCIONA UMA MJ?

A MJ é uma semana destinada principalmente a visitas de evangelização e gesto concreto nas comunidades que a recebem, além de muita vivência, oração e lazer. Os missionários que dela participam ficam alojados nas casas de paroquianos, onde jantam e dormem, mas passam a maior parte do evento nas ruas ou na Igreja – onde lancham e almoçam -, visitando casas e participando de diferentes atividades. No domingo (02/jul) ela se inicia 9h na paróquia, com formação missionária, almoço e a celebração do envio na Missa das 19h30. De segunda a sexta-feira, ocorrem as visitas durante o dia e outras atividades no período da noite. O fim das atividades se dará com a Missa da manhã no dia 09/jul.

Desde o início do pontificado do Papa Francisco em 2013, missão tem sido o tema da moda, seja em discursos, homílias e escritos. “Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo: os estilos, os horários, a linguagem, numa atitude constante de saída” (EG 26-27). Quando esteve em Cracóvia no ano passado, Francisco cunhou o termo “jovem-sofá”, que designa aquilo que não devemos ser: acomodados, conformados, apáticos.

Em solo brasileiro, a PJ vem sendo fortemente influenciada pelas palavras do papa latino-americano. Em 2016, a coordenação do Regional Sul 1 (Estado de São Paulo) lançou a campanha “Façamos florescer a Civilização do Amor”. Em janeiro desse ano, durante a Ampliada Nacional da PJ que rolou no Crato/CE, foi cunhado o termo “Galileia Juvenil”, uma forma de contemplar cada chão especifico retomando o agir missionário de Jesus, como revela a Aline Ogliari, Secretaria Nacional.

As inscrições da MJ2017 vão até o dia 23/jun. Para esclarecer dúvidas, procure um membro da estrutura diocesana da PJ e converse com o seu pároco. Para se inscrever, clique aqui.

OBS: O pagamento pode ser feito no dia 02/jul ou por depósito, que pode ser efetuado na conta da Camila(nossa tesoureira!), Banco Itaú. Agência: 8158.Conta Corrente: 19146-3. Após realiza-lo, é necessário enviar comprovante por whatsapp para o seguinte contato: (13) 98811-9824.

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA PRIMEIRO CURSO DIOCESANO DE 2017!!!

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yuri

“É preciso continuar amando, acreditando e investindo na Pastoral da Juventude e torná-la cada vez mais desejada por toda a Igreja que, ao contemplá-la na sua originalidade, vai percebendo ser ela uma proposta séria e consistente de envolvimento e formação integral da juventude, através do protagonismo, da simpatia, do profetismo no mundo e do amor incondicional de Jesus Cristo e a Igreja que ele fundou. É preciso “privilegiar na Pastoral da Juventude processos de educação e amadurecimento na fé como resposta de sentido e orientação da vida e garantia de compromisso missionário” (Documento de Aparecida, 446d).

Sim, nós sabemos que você já ficou sem saber o que preparar para o encontro do seu grupo de jovens. Que já teve de recorrer a amigos ou alguma pesquisa na internet em busca de dinâmicas toscas ou músicas com áudio ruim para aplicar junto aos jovens. Sabemos que você também já se sentiu muitas vezes perdido durante o encontro, sem saber direito como conduzir aquele bate-papo ou reflexão, sem saber reagir diante das colocações dos integrantes. E que aquele momento de espiritualidade não ficou bom porque ninguém na face da Terra sabe, afinal, como promover aquele clima de meditação e interiorização. Talvez você nunca tenha descoberto totalmente qual o papel de um coordenador em um grupo, nem qual caminho seria melhor para cada tipo de grupo e fase em que ele se encontra.

Sim, nós já fomos coordenadores de grupos de base. E depois de muitos encontros “meia-boca”, fomos aos poucos descobrindo o caminho das pedras (ou não, risos). E também colocávamos as mãos pro céu quando aparecia uma ajuda, seja na forma de um visitante que viesse passar o encontro, seja na forma de um curso de capacitação para lideranças. E eis que lançamos o nosso curso diocesano voltado pras suas necessidades, companheir@!

A formação diocesana “Oficinas práticas para grupos de jovens” não vai ter muita firula, reflexões filosóficas ou metodológicas. Ela se propõe a ser o que o nome diz: uma vivência intensiva de oficinas com conteúdos práticos para trabalhar no seu grupo de jovens.

Local: Creche Ancilla Domini. Rua Padre Visconte, 12 – Embaré, Santos.

Início: 19h do dia 19 de maio.

Término: Previsão para encerrar após o almoço de domingo, dia 21 de maio.

Taxa de inscrição:

  • Até dia 7 de maio: R$40,00.
  • Até dia 14 de maio: R$45,00.
  • No dia do curso: R$50,00.

 

OBS1; Teremos disponíveis colchões na creche, mas caso se sinta mais confortável, leve seu colchão inflável.

OBS2: O depósito pode ser efetuado na conta da Camila(nossa tesoureira!), Banco Itaú. Agência: 8158. Conta Corrente: 19146-3. Após realiza-lo, é necessário enviar comprovante por whatsapp para o seguinte contato: (13) 98811-9824.

Para preencher o formulário de inscrição, clique aqui.

SETE MOTIVOS para ouvir o Pe. Zezinho SCJ na Semana Santa.

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Pe. ZezinhoEu sei o que você tá pensando, que sua avó ouve o Pe. Zezinho. Ok, confesso que se tem uma característica que me irrita nas pessoas é essa mania de acreditarem que tudo o que não é novo não possui valor (tsc). Pois em verdade vos digo, que me perdoe o Zé Vicente  (pausa para comentário óbvio): Pe. Zezinho é o maior cantor evangelizador deste país, bebês!

José Fernandes de Oliveira, SCJ, mais conhecido como Pe. Zezinho (Machado, MG, 1941) é padre da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, escritor e músico. Do seu pai, violeiro, herdou o amor pela música e do convívio com padres em Taubaté, a sua vocação sacerdotal. O mais jovem dos seis irmãos, Zezinho ingressou no seminário dos dehonianos aos 11 anos, ordenando-se aos 25 nos Estados Unidos. Hoje, tem 50 anos de uma carreira consagrada, 51 de sacerdócio, 57 álbuns de estúdio gravados e uma infinidade de outros trabalhos que se fossem citados aqui, você acreditaria que esse homem viveu umas três vidas. Na JMJ de 2013 seria homenageado, mas sua saúde frágil devido a um recente AVC impediu a sua participação.

Não somos o BuzzFeed, mas elencamos SETE MOTIVOS (o número bíblico da perfeição) para você largar o preconceito e ouvir as composições desse HOMÃO na semana mais importante do calendário cristão, pois belos arranjos de artistas da Som Livre não superam uma letra religiosa que só a ação do Espírito Santo pode explicar.

1- Pe. Zezinho é um pioneiro.

Pe. Zezinho gravou o seu primeiro compacto no tempo do ronca, em 1969, abrindo caminho para outros tantos sacerdotes que evangelizam através da música, como Pe. Fábio de Melo, Joãozinho, Marcelo Rossi e Reginaldo Manzotti. Pe. Zezinho também foi um dos primeiros a usar bateria e guitarra em suas músicas.

2- Pe. Zezinho é “old school”…

A glamourização da música religiosa, principalmente após o espaço gospel nas grandes gravadoras e canais de TV infelizmente trouxe problemas a Igreja. Não são raros músicos e artistas com renome serem cheios de ego, cachês caros e roupas de marca. Aliás, me corrijo: até mesmo grupos de música que tocam em Missas nas paróquias Brasil afora chegam a ser contaminados pelo egocentrismo. Pe. Zezinho já deu seu “puxão de orelha profético” em plena Canção Nova quando teve oportunidade:

3- Você reclama, mas sabe cantar pelo menos umas cinco músicas dele que eu sei!

“Um Certo Galileu”“Maria de Nazar锓Amar como Jesus amou”“Oração pela Família”“Utopia”“Mãe do Céu Morena”“Um Coração para Amar”“Minha Vida Tem Sentido”, etc, como esquecer? Só musicão rapaz, cêloco! E digo mais, em 2013 você cantou “Nova Geração” mais vezes do que pejoteiro cantou “Negro Nagô” na vida inteira…

4- Pe. Zezinho faz critica a letras puramente emotivas.

A Igreja vive um momento em que se tem recorrido a um sentimentalismo egoísta exagerado nas músicas, algo já citado em documento da CNBB inclusive. Para alguns compositores, basta fazer quem escuta chorar. Pe. Zezinho é um dos poucos a falar sobre esse problema abertamente, defendendo músicas mais profundas e que a pouco lembrada Doutrina Social da Igreja também inspire composições.

5- Pe. Zezinho é um progressista!

Pe. Zezinho é claramente influenciado pela Igreja dos Pobres e pelo Espírito do Concílio e não se envergonha disso. Ao mesmo tempo, nunca deixou de fazer críticas a partidos políticos ou a personalidades que sempre foram associadas a luta por igualdade social no Brasil. Não se trata aqui de concordar com todos os seus posicionamentos, mas de admirar o fato de não ter medo de se colocar.

6- “Um certo Galileu” é a música perfeita para ouvir durante o Tríduo.

Quem seria capaz de compor uma canção de seis estrofes que nos faz meditar a vida, a obra e a condenação do profeta que revolucionou a história da humanidade? Pe. Zezinho, claro. Não satisfeito, décadas depois foi lá e a pedido de bispos, criou mais duas estrofes para falar da vitória de Jesus sobre a morte, história que você ouve aqui:

7- Zezinho é acima de tudo, um evangelizador.

Pe. Zezinho se mantém fiel a Paulinas e sempre procura ficar longe dos holofotes para não se deixar ser ludibriado e manter os pés no chão. Com suas letras, nos aproxima de Deus. Com seu exemplo, ensina a sermos mais humildes em nossas Galileias, sejamos nós músicos, agentes de pastoral ou coordenador diocesano.

E daí? E daí nada.

*Gines é um pejoteiro supimpa que escuta velharias e deseja uma excelente Semana Santa para todos vocês.

“Tributo ao Pioneiro” é um CD gravado no ano de 2014 em sua homenagem, com músicas cantadas por artistas como Fagner, Elba Ramalho, Daniel e Paula Fernandes.

Vamos falar sobre o cuidado…

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depressão

Não faz tanto tempo assim. Era lá pela metade dos anos 2000 e tudo que eu tinha para fazer na vida era descobrir como se criar conta de Orkut, estudar e assistir MTV – nada de muito fantástico para um adolescente suburbano e “boca-virgem”. A escola era um ambiente sofrível para quem tinha um metro e meio e casacos confeccionados pela mãe. O projeto de vida na época era acabar com aquela angustia, se inserir no mercado de trabalho e orgulhar a família, para a felicidade do “sistema”.

Na oitava série (atual nono ano), entrou na nossa sala uma garota que chamarei de “M”, que unia características distintas: alta, olhos castanhos claros, bela segundo os padrões de beleza por um lado; óculos de lentes grossas, um jeito meio ingênuo e gosto pelo Calypso por outro. O grande erro de “M” naquele ano foi tentar ser amiga de um grupo de amigos – do meu grupo de amigos. O grupo, que tava longe de ser dos mais populares da escola, onde o maior dos esportes era jogar Conquer, não queria amizade com “M” e se esforçava para lembra-la disso. Uns dois anos mais tarde ela me diria que o tempo em que a zombávamos, foram os mais difíceis de sua vida. De noite, ela chorava no seu travesseiro; de dia, ouvia mais uma piada criativa.

A escola é reflexo da sociedade e a sociedade é má. Não é à toa que, não importa a educação que a pessoa tenha obtido em casa, é na escola que a maioria aprende a falar palavrão, a tirar vantagem e a se defender – no pior sentido da expressão. O ambiente competitivo e individualista escolar, não importa o quanto os pedagogos lutem, transforma meninas e meninos em adultos insensíveis a dor alheia, corrompidos. Em pessoas que traem umas às outras. Perde-se em cuidado; ganha-se em maldade.

Nos últimos dias, “13 Reasons Why” (Os 13 Porquês no Brasil), baseada no homônimo de Jay Asher, tem sido muito comentada nas redes sociais, além de aumentar em 100% a procura por ajuda no Centro de Valorização a Vida (CVV). A série do Netflix fala sobre bullying, solidão, agressão física, psicológica e suicídio. A história se passa na Califórnia, e começa quando Clay Jensen, estudante desajustado do Ensino Médio, encontra uma caixa de sapatos contendo sete fitas cassetes gravadas por Hannah Baker, sua “crush”, falecida recentemente. As fitas, inicialmente enviadas por um colega com instruções para serem repassadas de um estudante para o outro, no estilo de uma carta em cadeia, continham a explicação de Hannah para o seu suicídio, apresentando treze razões que explicam o porquê de seu ato e as pessoas que o justificaram. Através da narrativa de áudio, Hannah revela sua dor e sofrimento.

Não é de hoje que o Ensino Médio inspira grandes histórias que se convertem em sucesso, algumas delas com bastante verdade. Os diversos eventos e personagens despertam identificação, seja pelas festas, pelo primeiro amor ou pelo jovem nerd – que geralmente é o queridinho dos roteiristas, já que escritores foram os nerds introvertidos quando estudavam. É constrangedor que poucas produções brasileiras tenham retratado dignamente o mundo teen em comparação com as norte-americanas – “Malhação” está no ar há mais de vinte anos e é um verdadeiro “Fantástico Mundo de Bob” (mais fácil olhar para o céu e crer que o Goku irá cruza-lo em cima da nuvem voadora). “Cidade dos Homens” mostrou bem o universo do jovem negro da periferia, mas o brasileiro médio não curte (tsc). Filmes e séries de colégio costumam ser bem-humorados, com um final feliz. “13 Reasons Why” apesar de seus momentos leveza é pesada, obscura e se esforça em ser perturbadora para quem assiste. O maior mérito do texto, graças ao apoio de psicólogos na sua elaboração, está em criar personagens  humanos, com características e atitudes que nós também temos, e não simples bad boys. É como se nos apontassem o dedo na cara e falassem: “você também tem culpa”. Ao mesmo tempo, houveram críticas contundentes, como a de Pablo Vilaça, que vê a série como irresponsável, um potencial “gatilho” para o suicídio de telespectadores depressivos.

Sejamos honestos. Depressão já é um distúrbio que sofre um significativo preconceito, que dirá o bullying, um debate relativamente recente (durante um jogo da seleção um dia desses, o Galvão Bueno fez um comentário totalmente irresponsável ligado ao tema, por exemplo). Em um universo onde as pessoas aprenderam a naturalizar apelidos sobre tamanho de orelha, cor da pele, sexualidade, etc, onde quem não está nos “padrões” é ridicularizado por comediantes, fica fácil entender a resistência. Para essas pessoas, depreciações públicas são só episódios comuns da adolescência, que devem ser superados. Para os incautos, depressão é frescura. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), no entanto, há muitos “frescos” no mundo: um, em cada dez jovens sofre com depressão. Dos seus dez amigos, quem você escolheria?

E daí? E daí nada.

O bullying não costuma ser motivo de arrependimento nos momentos de perdão da Missa ou no sacramento da reconciliação, mas deveria. O agressor peca – e muito –, e os que se omitem também. Não se trata só da agressão, mas o que ela provoca e representa. A sua prática revela uma sociedade individualista, egoísta, cruel e covarde. O resultado costuma dar luz a pessoas traumatizadas (mesmo as que justificam ter superado), desconfiadas, feridas. Como uma bola de neve, o bullying acontece quando alguém mais forte – ou um grupo – agride quem é mais fraco. Pessoas fracas inseguras que querem ser aceitas, também se tornam agressoras. Os que não agridem, assistem e não estendem a mão.

Na Bíblia, não são poucas as passagens que demonstram a necessidade do cuidado com o outro. Na Samaria, Jesus bebeu da água de uma mulher considerada impura (João 4, 1-28), veio para nos dar vida em abundância (João 10, 10), ordenou-nos a amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22, 39) e esteve o tempo todo acompanhado por prostitutas, leprosos e zelotas. No Novo Testamento é revelado que Deus não faz acepção de pessoas (São Tiago 2, 9) e no Antigo, que fomos criados a Sua imagem e semelhança (Gênesis 1, 26), sendo assim homens e mulheres, repletos de dons e virtudes, que devem amar como são amados.

Se as escolas refletem uma sociedade doente, o que dizer dos grupos de base, que falam em opção preferencial pelos pobres, mas se esquecem do cuidado com o outro? Quantos não saem machucados por práticas anticristãs em ambientes que pretendem formar o jovem integralmente, visto por muitos também como o último dos refúgios? Quantas pessoas você machucou no dia de hoje? Durante o mês? Esse ano?

Não é algo simples, mas converter-se não é simples. Nunca é tarde para rever a caminhada e examinar a consciência. É necessário não só mudar a si próprio, mas acima de tudo defender políticas públicas de saúde voltadas a prevenção do suicídio. Fale sobre depressão. Fale sobre o bullying. Procure por ajuda, espiritual (com seu pároco) e profissional (www.cvv.org.br ou 141).

*Gines Salas, o pior ser humano do mundo.

ABERTO CONCURSO PARA LOGO OFICIAL DA MISSÃO JOVEM 2017!!!

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MJ2013

Logo da Missão Jovem 2013, sediada na Paróquia Nossa Sra da Assunção (Morro São Bento, Santos)

Saudações pejoteiras, amada juventude!

É com muita alegria que trazemos novidades sobre a nossa #MJ2017. A primeira delas diz respeito ao tema e lema escolhidos. Maria, companheira de caminhada, exemplo de jovem comprometida com os desígnios de Deus é lembrada nessa edição de Ano Mariano, para que interceda por cada jovem missionário, diante dos desafios que a Ilha de Santo Amaro reserva. O tema Juntos com Maria, florescendo nesse chão! faz ainda menção a campanha da PJ do Regional Sul, que conclama os jovens a florescerem a Civilização do Amor. Para o lema, recordamos as palavras do Papa Francisco na JMJ de Cracóvia: “O tempo que estamos a viver não precisa de jovens-sofá”.

Além disso, temos uma “missão” para os talentos pejoteiros das diversas galileias de nossa diocese: criar o logo da #MJ2017, que será sediada na Paróquia Santa Rosa de Lima (Guarujá), dos dias 02 a 09/julho e desde já é construída por todos nós. Até o dia 24/abril estaremos abertos a receber os logos, que passarão pelo crivo da coordenação diocesana e posteriormente serão lançados em votação aberta no nosso blog.

Critérios para envio:

  • Corresponder ao Tema/Lema da #MJ2017 escritos acima;
  • Retratar a alegria de ser Igreja Jovem em saída, que canta, encanta e anuncia;
  • Ser uma arte original a mão, não importando quais materiais utilizados.

A arte pode ser enviada tanto para nosso endereço de e-mail (codijuv.santos@gmail.com) quanto para nossa página do facebook e a premiação será um kit pejoteiro. Aguardamos ansiosos o seu envio!

#ubuntu

Estes deputados dizem representar a Igreja. Mas será que votam pensando em você?

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laura cardoso

A atual década brasileira já está marcada como a de um cenário político caótico. Desde 2013, com as manifestações de junho, passando pela acirrada disputa eleitoral de 2014, pela impopularidade do governo Dilma (PT) e pelo contestado governo de Michel Temer (PMDB), o país vem sendo marcado tanto pelas polarizações ideológicas que remontam a Guerra Fria, como por votações polêmicas no Congresso.

Desde a eleição do Papa Francisco e a projeção de seu discurso social, surgiram candidatos utilizando suas frases favoráveis a inserção de cristãos na política. Não que políticos buscando votos católicos sejam novidade, longe disso. Mas você com certeza deve ter ouvido a fala do papa sendo usada, até mesmo por aquele amigo “bitolado” que sempre criticou a PJ e as pastorais sociais por serem “políticas demais”.

Alguns grandes nomes surgiram nesse contexto, entre eles o de Evandro Gussi. Nascido em Presidente Prudente, Evandro tem trinta e seis anos e é advogado filiado ao PV. Foi eleito deputado federal pelo estado de São Paulo em 2014, com apoio decisivo da Renovação Carismática e da comunidade Canção Nova. No último dia 22, foi dele um dos 231 votos favoráveis a PL 4302/98, que terceiriza as atividades-fim de uma empresa, considerado um duro golpe a classe trabalhadora por especialistas.

Não é novidade. Desde o início de seu mandato, Gussi se demonstrou simpático a pautas que contrariam as preferencias dos movimentos sociais. Em outubro de 2016, compactuou com a também polêmica PEC 241, que estabelece teto para gastos públicos pelos vinte anos subsequentes. Semanas depois, também votou favorável a Reforma do Ensino Médio, que excluiu disciplinas como História, Sociologia e Filosofia. No entanto, diferentemente das outras votações, sua aprovação a PL da terceirização gerou descontentamento em sua página na internet, obrigando-o a dar explicações públicas.

Não precisaríamos recorrer a um intelectual para afirmar que a terceirização é um DESASTRE dos grandes na vida da classe trabalhadora. Qualquer indivíduo com um pai, um tio ou amiga que tenha trabalhado em uma terceirizada no polo petroquímico de Cubatão, por exemplo, sabe que a PL é indefensável (a não ser que você seja da FIESP rçrçrçr). Mesmo assim, segue a previsão do professor de direito Flávio Martins: “No futuro, haverá o risco inarredável de diminuição intensa dos empregos tradicionais, que serão substituídos por empresas individuais. Se eu sou dono de uma escola, em vez de contratar dez professores, contrato uma empresa formada por dez professores (não precisando pagar a eles férias, décimo terceiro etc.). Informalmente já acontece isso no Brasil em alguns setores. Um hospital não contrata um médico como empregado. Contrata a empresa individual formada por um único médico que, ao final do mês, dará uma nota fiscal dos trabalhos prestados. Assim, todos os encargos trabalhistas são colocados nos ombros do empregado, em vez do empregador”.

Eles votaram contra a terceirização, mas…

Flavinho (PSB) e Eros Biondini (PROS) são músicos católicos. Em um tempo onde a música gospel se tornou uma grande indústria e artistas viraram verdadeiros astros – para desespero de pioneiros nesse método de evangelização, como o Pe. Zezinho –, Flavinho e Biondini foram eleitos deputados, o primeiro por São Paulo e o segundo por Minas Gerais. Junto ao grande número de deputados evangélicos, compõem a famosa “Bancada da Bíblia”, bloco conhecido por defender pautas reacionárias em favor da “moral cristã”. Entre as várias votações, apoiaram o impeachment e a PEC 241. Eros aprovou ainda a redução da maioridade penal, opondo-se ao posicionamento expresso pela CNBB.

Na Baixada…

Não há exatamente um candidato católico na região, mas o período eleitoral fez muito maçom subir as escadarias do Monte Serrat pedindo voto, por exemplo. O ex-prefeito de Santos e condenado por trabalho escravo, Beto Mansur, votou a favor da terceirização, assim como Marcelo Squassoni, do Guarujá. Ambos foram eleitos com quantidade de votos menor que a de outros candidatos da região, “puxados” por Celso Russomano, que é do mesmo partido (PRB). João Paulo Papa (PSDB), também ex-prefeito de Santos, não votou.

E daí? E daí nada!

Os deputados citados dão continuidade a uma triste tradição dos católicos que se inserem na política: a de se aliar aos poderosos, sustentando um discurso enfadonho de defesa da moral e bons costumes, mas que tem por trás o apoio a ideologia neoliberal, condenada expressamente pela Igreja. A votação da Reforma da Previdência vem vindo aí. Fiquemos de olho!

*Gines Salas é pejoteiro, lutador de MMA e astrólogo. Nas horas vagas contribui na coordenação diocesana da Pastoral da Juventude.