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PJ Santos realiza mais uma Missão Jovem

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Bandeira que uniu as mãos da juventude pejoteira de toda a diocese, símbolo principal da MJ 2019

Entre os dias 14 e 21 de julho, a PJ Santos organizou mais uma edição da Missão Jovem, dessa vez na cidade de Praia Grande, em parceria com a paróquia Nossa Senhora Aparecida, do Jardim Samambaia. Com o tema “Mão com mão: é tempo de libertação” e o lema “Somos gente nova vivendo a união, somos povo semente da nova nação”, a semana missionária teve como objetivos: a maior integração entre os membros dos grupos de diferentes regiões; a ligação entre fé e vida; e o fortalecimento do grupo de base daquela comunidade, o JED (Jovens Em Deus).

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Grupo de jovens JED

 

A maior parte dos missionários e missionárias veio de São Vicente e da própria Praia Grande, mas também tivemos jovens de Santos, Guarujá, Guarulhos e Embu das Artes. Juntando quem passou a semana toda em missão e quem conseguiu apenas vir por um curto período, foram cerca de 90 jovens, ao todo, participando de atividades diversas, das quais a principal é a evangelização pelo bairro, que aconteceu em quatro dos oito dias, durante as manhãs e tardes de segunda, terça, quarta e sexta-feira.

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Missionários nas ruas do bairro

 

A galera se dividia em trios ou duplas e saía pelas ruas, batendo palmas nas portas das residências e entrando nos comércios, levando alegria e entusiasmo a todo lugar, independente de quem encontrassem. Onde recebiam maior acolhida, batiam um papo com as pessoas, faziam uma leitura bíblica adequada ao que o momento pedia,  rezavam e pronunciavam bênçãos. Para isso, estavam bem equipados com o kit missionário: mucuta (bolsa que identifica a missão), água benta, bloco de anotações, Bíblia e subsídio contendo diversas orientações e sugestões para as atividades missionárias.

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Missa de envio no primeiro domingo com bênção sobre a juventude

Sabendo que a turma chega cheia de incertezas e inseguranças, o primeiro domingo foi inteiramente voltado para formação, com ajuda de assessores experientes que abordaram a postura missionária, a realidade do bairro e noções sobre Bíblia. O primeiro dia se encerrou com uma missa de envio celebrada pelo padre Félix, e distribuição para as famílias de missão, que iriam hospedar seus “filhos e filhas”. Dessa vez, até a equipe que organiza a missão ficou hospedada com uma família.

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Equipe e sua “família de missão”

 

Mas não foram só as famílias da comunidade que ajudaram. Teve muito apoio de gente voluntária na cozinha, na limpeza, doações de paroquianos e comerciantes, ajuda de amigos, parentes, agentes de pastorais e tantas outras pessoas que seria impossível listar sem esquecer alguém. E a missão fez assim valer a primeira parte de seu tema: “mão com mão”, em mutirão, ela foi se construindo.

 

Aliás, a outra parte do tema, o “tempo de libertação”, teve inspiração no livro do Êxodo, que iluminou toda a trajetória da semana missionária. Começando pela convocação de Moisés e sua capacitação junto com Arão (capítulos 3 e 4 do Êxodo sendo trabalhados no pré-missão e no primeiro dia de formação), passando pela unidade do povo, sua tomada de consciência e a passagem pelo Mar Vermelho (capítulos 4, 5, 14 e 15 do Êxodo traçando paralelos com as atividades de partilha, encontro, debate, engajamento social e lazer), chegando ao final da travessia e o ritual de memória que devia ser celebrado (Êxodo 12 e Josué 4 como marcos celebrativos e de memória nos últimos dias), as atividades, orações e reflexões de cada dia estavam sempre entrelaçadas pelo processo que o povo de Israel viveu.

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Oficina de circo – bambolês

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Oficina de teatro e expressão corporal

 

Não faltaram momentos de oração, participação nas missas e celebrações da comunidade, rodas de conversas, cine debate, visitas com pastorais e em locais de serviços públicos (dialogando com a CF 2019), atividades esportivas e culturais, festas, serenata e, claro, muitas lágrimas, emoções, histórias, risos, músicas, desafios, estresses, alegrias, cansaços e conquistas.

Como foi falado diversas vezes durante a semana, missão não se explica, se vive. E como essa foi bem vivida! A certeza de que a missão continua nos move, e ela se realiza nos grupos de base, a cada final de semana, em cada encontro, sabendo que os frutos vão ficando pelo caminho. Somos gratos a Deus e a Nossa Mãe Aparecida, padroeira da paróquia que nos acolheu, pela vida da juventude!

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Foto oficial da Missão Jovem 2019 da PJ Santos

 

O que a Quaresma tem a dialogar com as juventudes

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A Quaresma começou. Esse período de 40 dias antes da Semana Santa relembra o tempo em que Jesus foi provado no deserto, passando fome, sede e resistindo às tentações do Inimigo (Mt 4, 1-11). Os principais elementos extraídos da reflexão do Evangelho são o jejum, a oração e a penitência. Processos vividos pelo próprio Deus feito homem, e que a Igreja nos propõe como práticas de maior conversão e aprofundamento da nossa fé. Também entra como elemento importantíssimo da Quaresma a prática da caridade. Expressa em diversas passagens bíblicas, com especial destaque para o Evangelho da quarta-feira de Cinzas (Mt 6, 1-6.16-18), a esmola nos lembra principalmente a dimensão social da nossa conversão e do nosso amor.

Mas o que tudo isso diz ao coração das juventudes hoje? Em particular, o coração da pejoteira e o do pejoteiro, como acolhe a mensagem quaresmal, suas exigências e recomendações? À primeira impressão, pode ser que as pregações e doutrinas soem antiquadas, ou desconectadas da realidade juvenil. Afinal, como um adolescente das nossas periferias pode praticar a esmola, se ainda não tem emprego ou fonte de renda? Como pode uma jovem aprofundar a oração, se não lhe são ensinados métodos de rezar a sua vida? E para quê confissões, penitências, jejuns, se o mundo está aí para ser descoberto, experimentado sem culpas?deserto

Antes de qualquer coisa, é preciso reconhecer que muitas juventudes passam por verdadeiros desertos espirituais, afetivos, físicos e mentais. No campo espiritual, faltam iniciativas pastorais que dialoguem com o mundo juvenil, faltam pastores e guias dispostos a acompanhar o processo de fé dessa galera, e falta orientação religiosa nos lares. No campo afetivo, sofrem os calvários do bullying, do isolamento, da depressão, da incompreensão, das angústias e inseguranças típicas dessa fase, por não encontrar quem lhes ofereça um amoroso e generoso cuidado, mesmo na família. No campo físico, carecem de alimentação adequada e espaços de práticas esportivas. No campo mental, não são estimulados para os estudos, se deparam com sistemas de ensino desestruturados e a falta de oportunidades ocupacionais. Os sintomas dessa desertificação muitas vezes são o sobrepeso ou a desnutrição, a falta de sentido de vida, o abuso das drogas, as (auto) mutilações, as DSTs, a criminalidade, o suicídio…

Talvez para muitas e muitos jovens falte ainda um encontro mais bonito com a verdade libertadora de Jesus Cristo, um Deus que assumiu na carne os sofrimentos humanos, conhecendo nossa miséria e se compadecendo dela, nos ensinando como lutar individualmente e coletivamente para construir outro mundo possível. Afinal, se Deus sabe da minha vida, se alegra com minhas vitórias e chora com meus sofrimentos, se Ele próprio vem ao meu encontro numa linguagem que me faça sentido, fica mais fácil para que eu possa me abrir, lidar com todas as dificuldades, me juntar a outros jovens e assumir esse compromisso de fé, amor e esperança.

Uma vez com compromisso assumido, esse amigo e companheiro me convida a um amor mais ousado, radical, até revolucionário. E o itinerário proposto pela Igreja nada mais é que aceitar o convite de Jesus, aprendendo com Ele a amadurecer em todas as dimensões. Enfim, a Quaresma pode ter seu sentido renovado, e o deserto, que antes era algo imposto pelas circunstâncias, pode agora ser vivido como experiência voluntária e bonita de transformação interior e exterior.

Será que estamos levando isso tudo em consideração quando falamos de Quaresma para os jovens? E as práticas quaresmais, como podem ser redirecionadas em nossos grupos de base?

Se no âmbito da oração, aproveitássemos para vivenciar a Leitura Orante da Bíblia (LOB), ou o Ofício Divino da Juventude (ODJ)? Que tal conduzir momentos significativos de encontro com Deus na oração, seja individual ou em grupo? Montar uma celebração de Taizé, uma vigília com animação musical e artística, uma caminhada de mártires?

Se nas reflexões sobre penitência, tentássemos nos desafiar mutuamente a jejuns mais significativos e transformadores de vida? No lugar de renunciar a carne, chocolate ou refrigerante, jejuar de preguiças, egoísmos, vaidades? Ou abrir mão de fofocas, panelinhas, deboches, difamações e tudo mais que possa prejudicar nossa convivência em grupo?

Se em vez de só falar de esmola ou caridade, levássemos grupos de jovens a uma ação concreta de solidariedade? Uma arrecadação (alimentos, roupas, brinquedos), uma visita (orfanato, asilo, abrigo), mesmo assistencialistas e pontuais, podem ser um começo. Talvez sugerir gestos mais simples e cotidianos de afeto, gentileza e empatia, que mudam hábitos.cartaz_CF2019_DivulgacaoCNBB-e1530886002756

Para encerrar, vale ressaltar que a Igreja no Brasil nos apresenta a Campanha da Fraternidade para exercitar a nossa solidariedade de modo mais consciente e engajado. Esse ano o tema é Políticas Públicas, uma “caridade em tamanho grande”, como afirma nosso bispo Dom Tarcísio Scaramussa, sdb. Ele mesmo afirma que, além de gestos pontuais, a nossa ação no mundo precisa se caracterizar por ações conscientes e políticas de atendimento das necessidades do nosso povo, seja de alimentação, de moradia, saúde ou demais âmbitos da vida. Afinal, através da política, podemos atingir muito mais gente que em ações isoladas. Fazendo ainda conexão com a Campanha Nacional de Enfrentamento aos Ciclos de Violência Contra a Mulher, lançada pela PJ nacional, nos sentimos instigados a lutar especialmente por políticas públicas em defesa da vida das nossas companheiras.

Nos esforcemos, então, por viver a Quaresma como itinerário de amadurecimento pessoal e comunitário, aproveitando as oportunidades de aprender mais sobre políticas públicas e sobre como podemos deixar a nossa Terra mais parecida com o Reino dos Céus.

 

PJ Santos realiza Assembleia Diocesana e elege nova coordenação

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“Ela vem de dentro, de dentro ela vem. Toda a energia que a PJ tem!”

No dia 10 de fevereiro de 2019, entre 8h e 18h, jovens de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá se reuniram na paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Santos, para participar da assembleia diocesana da PJ Santos, com caráter formativo e eletivo.

Após café da manhã (que contou com alimentos doados pela comunidade e apoio do padre Vagner Argolo, nosso assessor eclesiástico), foi realizado um momento de espiritualidade sobre os desafios do trabalho pastoral, conectando com as tentações de Jesus no deserto, o período da quaresma que se aproxima e o evento da assembleia.

Houve também espaço para uma formação sobre o tema da Campanha da Fraternidade deste ano (CF 2019 – fraternidade e políticas públicas) conduzida por companheiros da PJ de Guarulhos, despertando a partilha dos jovens presente sobre o engajamento e participação política para garantir direitos e o futuro que queremos. O momento contou com dinâmicas e espiritualidade ao final.

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Antes do almoço ainda rolou uma “linha do tempo” sobre o último biênio da PJ Santos, que foi construída coletivamente, fazendo memória dos desafios e avanços, conquistas e fracassos, alegrias e tristezas. Foram lembrados processos, eventos e pessoas envolvidas na caminhada dos últimos dois anos.

Após o almoço, foi momento de discutir em plenária o que ansiamos para os próximos dois anos. Primeiramente, um painel de prioridades foi montado, e foram eleitas quatro: Formação, Espiritualidade, Acompanhamento/Nucleação e Integração. Em seguida, os jovens se dividiram em subgrupos mistos para apresentar propostas para cada uma das quatro prioridades escolhidas. Essas propostas serão pensadas pela próxima equipe de coordenação, e inseridas em um planejamento diocesano para a caminhada pastoral até o final de 2020.

Então foi hora de escolher a nova estrutura de coordenação, e os jovens presentes aprovaram uma mudança para atender à realidade atual: de três coordenadores diocesanos e equipes de coordenação em cada cidade, passou-se a uma equipe de cinco coordenadores diocesanos, sem equipes de coordenação por cidade. Serão elas e eles: Guilherme Reis, Larissa Santos, Letícia Stela, Mariana Cancio e Rodrigo Staudemeier.

Um momento emocionado de oração fechou esse dia de muita reza, sonho, amizade e partilha. Que Nossa Senhora do Rosário, padroeira da Diocese, e Dom Bosco, pai e mestre da juventude, intercedam junto ao Deus da Vida pela juventude pejoteira da baixada.

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CEBs E PJ TEM ENCONTRO DIOCESANO EM MAIO!

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“Na Igreja eu sou da CEBs

Na base sou pejoteiro

Em busca de um mundo novo

A opção é pelo Reino”

 

Dia 27 de maio os grupos de base da Pastoral da Juventude e as Comunidades Eclesiais de Base tem um encontro marcado, na Capela Nossa Senhora da Esperança (Jardim Irmã Dolores, São Vicente). Pejoteiros e cebianos estão convidados a participar desse grande momento celebrativo, com animação musical, partilha e formação, reunindo gente que em comum, tem o mesmo jeito simples de fazer Igreja.

CEBs: “SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO”

“Somos todos irmãos” (PJ)

Data: 27/05/2018 (domingo)

Local: Rua Brasilia s.n (Rua Salvador, 30), Jardim Irmã Dolores, São Vicente.

Horário: Início às 8h30 e encerramento às 16h, com a Missa.

Contribuição para as refeições: R$5,00

 

*Não deixe de cuidar da Casa-Comum. Leve a sua caneca!!!

*Prepare a sua atração artística para a tarde de Show de Talentos!!!

PREENCHA A FICHA DE INSCRIÇÃO AQUI.

As 5 heranças de Dom Helder para as dimensões sociopolítica e prática

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Marcelo Barros nem sempre concordava com as posturas de Dom Helder no campo da atuação política e nas suas análises sociais; porém, mais tarde, reconheceu de forma admirada que a história provou que o profeta estava correto em sua coerência. Conheça as heranças do Dom nesse campo:

(Este texto é o último de um conjunto de publicações abordando as heranças de Dom Helder. Caso queira saber mais, leia o texto anterior).

1- A primeira herança dessa lista se refere a uma postura de liberdade comunicativa diante de todas as circunstâncias, e a capacidade de praticar a cortesia na relação de cuidado e colaboração para com todos, pobres e ricos, humildes e poderosos, crentes ou não.

Marcelo conta que, desde que começou a colaborar com o arcebispo, este “manifestou de diversas formas o desejo de dialogar com igrejas evangélicas, com comunidades de outras religiões e mesmo com grupos e partidos políticos de esquerda, comprometidos com a justiça e a paz”. Também confessa: “Nunca o vi tratar menos bem a um rico ou considerar menos uma pessoa de posição tradicionalista ou conservadora. Ao mesmo tempo, não escondia de ninguém seu cuidado maior com as pessoas mais pobres, às quais chamava ‘os preferidos de Deus’”.

Sobre isso, cita o Dom: “Ninguém se escandalize ao me ver frequentar pessoas consideradas indignas e pecadoras… (…) Ninguém se espante ao me ver com pessoas tidas como perigosas, de direita ou de esquerda, da maioria ou da oposição (…) Ninguém pretenda me ligar a um grupo, um partido, de modo que eu considere amigos os seus amigos ou faça minhas as suas inimizades. A minha porta e o meu coração serão sempre abertos para todos (…) É claro que, ao amar a todos, a exemplo do Cristo, devo ter um amor especial pelos pobres (…) Quem quer que esteja sofrendo no corpo e na alma, seja pobre ou rico, quem quer que esteja desesperado, terá um lugar especial no coração do bispo”.

FAÇAM A REVOLUÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL, MAS REALIZEM TAMBÉM A REVOLUÇÃO MORAL E INTERIOR. FAÇAM-NA ATRAVÉS DO DIÁLOGO.

2- Outra herança que Dom Helder nos deixa é a de que devemos buscar sempre aprender mais sobre a realidade, a fim de organizar a luta com sabedoria e astúcia, discernindo o que há de bom e ruim nas ideologias.

Marcelo afirma: “A primeira coisa que dele aprendi é que podemos ser pessoas boas, sonhadoras e cheias de fé, mas sem ingenuidades” e complementa sobre o Dom, que mudou de pensamento e prática após algumas experiências, e que logo “criticava os programas assistencialistas e propunha a libertação das ideologias”.

Pra esclarecer, cita o próprio Helder: “Percebi que estava errado e me converti. Percebi logo que o mundo não se divide verdadeiramente em direita e esquerda e sim entre o mundo dos mais ricos e o mundo da imensa multidão de pobres. Até hoje encontro pessoas que continuam com aquela visão maniqueísta da vida que eu tinha em 1937 e mudei de pensamento”, que também não era ingênuo quando o assunto era poder púbico: “Nunca me enganei a esse respeito. Governo só funciona quando há uma sociedade civil organizada e quando os pobres cobram o que é seu direito, e não alguma esmola ou assistencialismo político”.

O monge Marcelo ainda apresenta uma poesia do Dom a esse respeito: “Especializa-te em tentar descobrir em toda e qualquer criatura o lado bom que ela possui – ninguém é maldade concentrada. Especializa-te em tentar descobrir em toda e qualquer ideologia a alma de verdade que ela carrega no seio – a inteligência é incapaz de aderir ao erro total…” e conclui: “Para mudar a realidade, é importante conhecê-la bem e aprofundá-la. Aos militantes dos anos 60, ele dizia o que, certamente, repetiria agora: ‘Não cessem de estudar e de confrontar ideias e propostas de mudanças’”.

NÃO TEMAS A VERDADE. POR MAIS DURA QUE TE PAREÇA, POR MAIS QUE TE FIRA, É AUTÊNTICA. NASCESTE PARA ELA. SE FORES A SEU ENCONTRO, SE DIALOGARES COM ELA, SE A AMARES, NINGUÉM MAIS AMIGA E MAIS IRMÃ…

3- O Dom também apresentava uma resignação e uma renúncia absoluta a revidar ou combater os que o perseguiam, mesmo diante das calúnias, críticas injustas e piores ataques. Ele também se recusava a criticar qualquer pessoa e a desobedecer a superiores.

Marcelo relata: “Dom Helder não se negava a debater ideias, mas recusava terminantemente responder a polêmicas e ataques. Lembro-me dele dizendo, em reunião, que evitava ler, seja elogios, seja ataques”. Para exemplificar, conta: “Havia anos, Gilberto Freire publicava, semanalmente, nos principais jornais do Recife, artigos nos quais tecia críticas ferozes ao arcebispo que, ele sabia, não tinha liberdade de responder. Dom Helder sempre se referia a ele com todo o respeito e admiração”. Continua: “Quem conheceu Dom Helder, sabe que nunca ele falava mal de alguém, e quando criticava uma atitude ou opinião, várias vezes, o vi deixar claro que não estava condenando a pessoa em questão. Uma das raríssimas vezes em que o ouvi criticar alguém, ele se queixava de um agente de pastoral. A sua queixa me toca até hoje: ‘é uma pessoa que odeia os ricos e não ama suficientemente os pobres para ser uma pessoa de amor’”.a5a5f0759a380cdffbb0671e276ba063

Por fim, relembra o caso em que o arcebispo fora criticado maliciosamente na imprensa, por um dos padres de Recife. Quando alguns sugeriram que o Dom deveria punir esse sacerdote, ou ao menos lhe dar uma advertência, Helder respondeu: “Como vocês querem que eu, que luto pela liberdade de consciência e expressão, tome qualquer atitude contra um irmão exatamente porque ele fez o que eu proponho: expressou-se livremente? Defendo o seu direito de dizer o que quiser”.

4- A quarta herança dessa lista trata da valorização do diálogo e promoção da não violência ativa, a fim de vencer pela doçura e fraternidade, lutando por uma justiça que não queira o mal de ninguém.

Marcelo atesta sobre o Dom: “Insistia que qualquer ação de mudança será através de um compromisso com a paz e a não violência ativa. Defendia o diálogo como expressão de um caminho em comum, entre pessoa diferentes a serviço dessa transformação do mundo”, e acrescenta: “A partir disso, passou a ver toda pessoa que trabalha pela justiça como aliada e companheira, mesmo se, tratando-se de grupos subversivos, ele fizesse questão de se afirmar em desacordo com os métodos empregados, e não aceitasse o ódio de classe e a violência”.

O próprio Helder elucida: “A não violência se recusa a fazer vítimas entre os outros. Coloca-se ao lado das vítimas para mudar a realidade. A dificuldade é refletir, preparar e organizar a ação não violenta para que, no primeiro choque, o povo não a abandone. Não existe possibilidade de vitória contra a opressão e contra as estruturas de injustiça sem sacrifícios. Os sacrifícios aceitos pela não violência preparam melhor o futuro e a reconciliação do que os sacrifícios impostos pela violência” e complementa: “uma não violência que não se preocupasse em ser eficaz em mudar a História, seria ainda apenas mera passividade, embora cheia de bons princípios e de bons sentimentos”.

Marcelo conclui: “A história da humanidade, nestas últimas décadas, deu plena razão a Dom Helder, uma vez que os grupos armados e as revoluções violentas não resultaram em algo melhor” e convida: “Sem dúvida, você concorda comigo que o mundo deste início do século XXI precisa mais ainda da ação não violenta ativa articulada e comprometida com a inclusão social e com a paz, justiça e cuidado com o universo ao qual pertencemos […] Procure em sua região quem articula esses grupos alternativos e se sinta dentro dessa humanidade nova que vive o melhor da herança de Dom Helder Câmara”.

NENHUMA FELICIDADE PODE BASEAR-SE NA INFELICIDADE DOS OUTROS, PORQUE OFENDERIA O SENTIDO DE JUSTIÇA QUE DIZ RESPEITO A TODOS (…) DEUS DEU AO SER HUMANO O PODER E A RESPONSABILIDADE DE NÃO SE CONFORMAR COM O SOFRIMENTO E A DOR DO INOCENTE, MAS DE COMBATER O MAL E A INJUSTIÇA. ESSA É A TAREFA DE TODOS NÓS.

5- Concluo com a herança que Helder deixou especialmente para nossa identidade como instituição religiosa. Uma Igreja que seja povo de Deus, a serviço e testemunha do Reino, humilde, pobre, engajada e horizontal.

Dom Helder reconhecia que a Igreja, desde quando foi assumindo grandes dimensões, teve de ir se institucionalizando, e como isso trouxe algumas consequências negativas: a busca por promover a si mesma e se estabelecer acima da promoção do Reino; a busca por manter e expandir poder, prestígio e privilégios, corrompendo seus princípios; a prática de obras sociais de assistência como algo externo à sua missão, e não sua essência; a cumplicidade com governos injustos e opressores, além de muitos crimes e pecados graves no seu seio.

Marcelo afirma: “Não basta reconhecer que a Igreja é santa e, ao mesmo tempo, pecadora. Reconhecer o pecado exige a coragem de lutar para superá-lo. Na comunhão com os pobres, o Dom percebeu as consequências terríveis do colonialismo antigo e atual. E, com grande sofrimento, foi percebendo como bispos e padres quase sempre tendiam a ser cúmplices e legitimadores do autoritarismo e do poder opressor” e demonstra isso nas palavras de Helder: “Aqui, como em toda a América Latina, nós pregamos ao povo um cristianismo excessivamente passivo. Pedimos paciência, obediência, que as pessoas aceitem os seus sofrimentos… Pode ser que isso seja virtude, mas, da forma e no contexto no qual esses valores foram apresentados, acabaram contribuindo para oprimir nosso povo”, que também proclamou com confiança na fidelidade de Deus: “Pensas, então, que as fraquezas da Igreja levarão o Cristo a abandoná-la? Quanto mais nossa fragilidade humana atingir a Igreja – que é nossa e d’Ele -, mais Ele a sustentará com seu apoio, com seu carinho. Abandonar a Igreja seria o mesmo que abandonar seu próprio Corpo”.

Dom Helder assumia concretamente aquilo em que acreditava, e representava o rosto de uma Igreja profética, que falava a todos os povos, e não apenas para si mesma, e que dava voz aos sem-voz. Foi dele a declaração que Marcelo recebeu e relata: “É importante ler a história a partir dos pequenos, pelo avesso do que a sociedade oficial conta. E usar como instrumento interpretativo um grande amor aos últimos. Os pobres não são melhores do que ninguém, mas, se existe Deus, não pode haver pobreza injusta… Por isso, a Igreja, se quer testemunhar o amor divino, tem de se comprometer em lutar contra a pobreza injusta. Essa luta deve ser pacífica e não violenta, vivida a partir da inserção e dando o protagonismo aos pobres”.

Marcelo foi assessor de Helder para o ecumenismo e diálogo com outras religiões e povos, e relata que aprendeu duas coisas do testemunho do Dom: “1-O importante do ecumenismo não é a unidade das Igrejas em si mesmas, mas essa busca da unidade é para servir ao povo […] 2-Dom Helder valorizava os pastores e o diálogo com os ministros, mas me dizia sempre que a unidade só se dará a partir das bases. Nunca se detinha em discussões de cúpula nem dava muita importância aos diálogos oficias. Priorizava visitas e contatos com pessoas simples de outras Igrejas e religiões”. Após supor que um dos motivos para as críticas de um pastor evangélico à Igreja Católica era a demissão de trabalhadores evangélicos de uma indústria por ordem de um de seus antecessores, Helder disse para Marcelo: “Se queremos trabalhar pela unidade, vamos ter de suportar que nos joguem na cara o que, no passado remoto e também recente, nós, católicos, fizemos de arrogante, injusto e antievangélico. Ser humilde e aceitar essa situação faz parte de sua vocação ecumênica. Não deixe cair a profecia!”

QUE SE APRESENTE CADA VEZ MAIS NÍTIDO, NA AMÉRICA LATINA, O ROSTO DE UMA IGREJA AUTENTICAMENTE POBRE, MISSIONÁRIA E PASCAL, DESLIGADA DE TODO O PODER TEMPORAL E CORAJOSAMENTE COMPROMETIDA NA LIBERTAÇÃO DE TODO O SER HUMANO E DE TODA A HUMANIDADE.

Espero que tenha gostado de conhecer um pouco mais desse profeta, que tantas heranças deixa para nossos dias. Agora é com você. Na medida do possível, vá assumindo em sua vida os traços mais belos dos testemunhos dos homens e mulheres que, ao longo de suas vidas, buscaram ser reflexo de Cristo para seus contextos históricos. Que Maria de Nazaré, aquela que tudo guardava e meditava no coração, te ajude nesse caminho.

 

Rodrigo Staudemeier Gonçalves

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA ASSEMBLÉIA DIOCESANA!

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ADPJ

“O que a memória amou, eternizou” (Adélia Prado)

A Assembleia Diocesana é um espaço de escuta e partilha daqueles que em comum, tem um compromisso firmado com a JUVENTUDE. Participar é oportunidade de dividir as alegrias e as dificuldades, construindo uma Igreja mais acolhedora e fraterna, mas acima de tudo é dialogar com aquele que é “diferente”, como Jesus demonstrou junto da samaritana no poço de Jacó (Jo 4, 5-42). Venha fazer parte desse momento! Clique aqui.

 

Local: Creche Ancilla Domini. Rua Padre Visconte, 12 – Embaré, Santos.

Início: 19h do dia 16 de fevereiro.

Término: Previsão para encerrar após o almoço de domingo, dia 18 de fevereiro.

Inscrição: R$50,00

As 5 Heranças de Dom Helder para as dimensões intrapessoal e interpessoal

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Marcelo Barros explora também a maneira como Dom Helder trabalhava a relação consigo mesmo e com os outros. Esse conjunto de características pode ser resumida em 5 heranças:

(Esse texto é a segunda parte de um conjunto de heranças deixadas pelo profeta Dom Helder, e eu recomendo que você leia a primeira lista aqui).

1- A primeira herança dessa lista se refere ao modo como Dom Helder valorizava o convívio e a amizade como espaço de florescimento de relações, assim como valorizava cada pessoa na articulação de bons trabalhos pastorais.

Marcelo confessa: “Houve uma época em que, cada sermão importante, ele preparava consultando amigos e pessoas que o ajudavam. Sempre me impressionou nele sua capacidade de trabalhar em equipe e como valorizava a participação e contribuição de cada auxiliar. Tinha uma capacidade imensa de reunir para o projeto que propunha pessoas extraordinárias, de incrível capacidade, talentos muito diversificados e que aceitavam colaborar em condições pobres e quase como voluntárias”. E relembra uma resposta de Dom Helder a um grupo de jovens: “Eu quero estar junto de vocês. Antes de lhes dizer qualquer coisa e lhes dar alguma mensagem, quero ouvi-los, compreendê-los. Aceitar cada um, cada uma, com seus pensamentos, sua forma de viver e de agir”.

AS PESSOAS TE PESAM? NÃO AS CARREGUES NOS OMBROS! LEVA-AS NO CORAÇÃO!

2- Outra herança deixada pelo Dom é a de uma humilde e sincera luta interna para resistir à vaidade, ao poder e prestígio.

Marcelo afirma até que o Dom “estava sempre insatisfeito consigo mesmo. Ao mesmo tempo, era também sinal de que, interiormente, ele construía uma profunda humildade que cultivava e aprofundava quanto mais fama e sucesso conseguia”. Também conta que ele “gostava de se comparar com o burrinho que carregara Jesus na entrada de Jerusalém. Certamente, foi essa humildade que o levou a sempre perdoar as pessoas que o magoavam”.

Numa das cartas aos seus amigos íntimos, após relatar elogios recebidos, Helder escreve: “Perdoem se entro em pormenores que podem dar a impressão de que estou entontecendo e acreditando no meu próprio valor. Considerando-me centro do mundo. Deus sabe que esse perigo – graças a Ele – não existe. Acho tão desproporcionado às minhas forças o que está ocorrendo, que nem tenho a tentação de achar que sou eu. É verdade que não me descuido: redobro de orações. A Vigília se prolonga até que tombo de sono e de cansaço”.

GOSTARIA DE SER APENAS UMA SIMPLES POÇA DE ÁGUA QUE REFLETISSE O CÉU.

3- A terceira herança que podemos perceber no testemunho do Dom é a de que devemos ser nós mesmos, fiéis a nossos sentimentos e princípios. Essa autenticidade também deve se manifestar na expressão artística e na liberdade para mudar.

Marcelo conta que “ele nunca quis ser rebelde, mas sempre ousou pensar por si mesmo e expressar o seu pensamento”. Também reconhece: “Era um dos homens de Igreja mais conhecidos e estimados no mundo. Bastava se cuidar um pouco e todos fariam o que ele propunha. Mas o preço era calar certas coisas e não manifestar até o fim o que pensava. Tinha de ser diplomático e não insistir em certos temas incômodos. Ele era incapaz disso”. banner3

Sobre a capacidade de mudança, Marcelo avalia: “Até então, ele acreditava sinceramente que poderia ajudar os pobres e conseguiria transformar o mundo a partir dos ricos e poderosos. Tratava-se de convencê-los da causa social e obter a importante contribuição deles. A partir de 1964, ele começou a descobrir que nunca conseguiria mudar as estruturas a partir dos ricos […] Essa mudança profunda em suas convicções teve também repercussão no seu modo de se relacionar com os irmãos de episcopado. Ele não se posicionava mais como um poderoso que amava os pobres, mas como um cristão que se fazia cada vez mais pobre e servidor junto com todos os oprimidos e pequeninos do mundo”. E complementa: “Essa liberdade pessoal vinha pelo fato de que ele fazia questão de só possuir o estritamente necessário. E não aceitava favores nem privilégios dos poderosos para se sentir bastante livre quando sentia necessidade de criticá-los”.

No campo da arte, cita o Dom: “Indispensável é que o/a artista seja de fato artista. Não dê a impressão de defender uma tese, o que abastardaria a obra de arte. Transmita uma mensagem que, de fato, se tenha tornado carne de sua carne, sangue do seu sangue”.

4- Mais uma herança que devemos trazer para a nossa vida se refere ao modo de acolher a todos que marcou a trajetória de Dom Helder, sempre aberto a aprender dos que pensavam diferente, e escutando atentamente a todos que o buscavam (e, de modo especial, os pobres).

Marcelo diz que, para Helder, “acolher e ouvir o outro fazia parte do processo espiritual e de formar sua interioridade. Uma vez, ao chegar de um dos seus trajetos a pé, pelas ruas do Recife, escreveu um verso que contém sua reflexão sobre a interioridade aberta ao outro e sua opção de vida de ser sempre aberto. O título é sugestivo: ‘Para sempre, recebe sempre…’. O poema tem apenas um verso e diz assim: ‘Passam veículos, apressados, sem parar, usando o letreiro que jamais devo usar: lotado’”. Cita outro poema do Dom, que diz: “Se és sincero e buscas a verdade e tentas encontrá-la como podes, ganharei tendo a honestidade e a modéstia de completar com o teu, o meu pensamento, de corrigir enganos, de aprofundar a visão…”.

Marcelo ainda avalia: “Para Dom Helder, o outro era a pessoa concreta que batia em sua porta, e ele deixava tudo para atender e era também o outro como grupo ou comunidade e mesmo povo diferente ao qual ele se punha em diálogo”. Isso pode ser notado em uma carta que Dom Helder dirige a um amigo seu: “Cada vez que levo uma pessoa até a porta e volto com outra, quero atender a essa nova pessoa com a mesma atenção, quero ouvi-la, mesmo que já esteja cansado, quero tratar a cada um como se não tivesse mais nada a fazer, como se tudo fosse apenas aquela criatura. Então, enquanto vou trazendo aquela pessoa, eu brinco com o Cristo. Vou dizendo: ‘Cristo, não te apagues tanto dentro de mim! Vê pelos meus olhos, escuta pelos meus ouvidos! Toda a atenção, Cristo! Olha pelos meus olhos, escuta bem o que essa pessoa vai dizer e, se possível, fala pelos meus lábios!’ Então, o que é que acontece? Eu brinco com o Cristo. No fim do dia, quem está cansado é Ele”.

SE DISCORDAS DE MIM, TU ME ENRIQUECES.

5- A última herança dessa lista já pode ser percebida nas linhas acima, pois trata do necessário esforço para vencer a preguiça, o egoísmo, o comodismo, fazendo tudo com amor e dedicação.

Para demonstrar isso, Marcelo cita várias poesias do Dom: “Estás cercado de ti por todos os lados. Para te livrares de ti mesmo, lança uma ponte por cima do abismo de solidão que o teu egoísmo criou. Trata de ver, além de ti. Busca ouvir alguém e, sobretudo, tenta o esforço de amar, ao invés de simplesmente amar”; “Ultrapassa-te a ti mesmo, a cada dia, a cada instante… Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do mundo”; “Põe alma em tudo. Quando vires um trabalho bem acabado, uma obra feita com amor, com alma, louva Aquele que fez tudo bem e pede ao Pai que nada faças a meio ou não importa como”; “Bendito sejas, Pai, pela sede que despertas em nós, pelos planos arrojados que nos insiras, pela chama que és Tu mesmo crepitando em nós… Que importa que a sede fique e m grande parte insatisfeita? (Ai dos saciados!) Que importa que os planos fiquem mais no desejo do que na realidade? Quem sabe mais do que Tu que o êxito independe de nós, e só nos pedes o máximo de entrega e boa vontade?”; “Ama sem medir, sem calcular. Amor que exige amor, amor com dosagem, com cálculo, com restrições, com medo pode ser tudo, menos amor”.

DAS BARREIRAS A ROMPER, A QUE MAIS CUSTA E A QUE MAIS IMPORTA É, SEM DÚVIDA, A DA MEDIOCRIDADE.

Essa maneira de lidar consigo e com o próximo foi uma constante na vida do Dom, resultado de muito esforço e abertura. Mas ainda resta abordar algumas heranças. Até a próxima!

 

Rodrigo Staudemeier Gonçalves