“A PJ é a maior escola de formação de lideranças da Igreja do Brasil”. (Dom Vilson Basso – Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude)

Há mais de 40 anos a PJ tem deixado marcas na formação de jovens por todo Brasil. É ela a responsável pela opção de vida de muitos padres, religiosos, professores, advogados, assistentes sociais, entre outras profissões, traçadas graças a uma de suas maiores bandeiras: a Formação Integral.

É importante saber que fazemos parte de uma pastoral organizada e que trabalha com uma concepção que proporciona a continuidade e a conscientização da caminhada, diferentemente do que se vê por aí, não se resumindo a um encontro ou momento. Ela procura entender o ser humano em sua totalidade, construindo assim, homens e mulheres protagonistas de sua história. A nova mentalidade constrói uma Igreja Renovada e a Civilização do Amor.
Tal formação integral abrange cinco dimensões do homem. Vamos saber um pouco mais de cada uma delas?

PERSONALIZAÇÃO

personalização

Na dimensão da Personalização o jovem vivencia a relação consigo mesmo. É preciso criar oportunidades para que ele possa conhecer melhor seus dons e colocá-los à serviço do grupo e da comunidade.
Deve entender melhor seus limites para que possa superá-los. O jovem deve abrir-se para expressar seus sentimentos e valorizar a si mesmo como pessoa.

O processo de personalização inclui:

  • Autoconhecimento – descoberta dos próprios interesses, aspirações, história, direitos, valores, sentimentos e, também, limitações e defeitos.
  • Autocrítica – revisão pessoal e busca permanente de superaçao, pela mudança de atitudes e desenvolvimento de valores que deem mais força a um estilo de vida nova, que seja testemunho do ideal proposto – coerência de vida.
  • Autovalorização – descoberta da dignidade pessoal, auto-estima e atuação como sujeito livre.
  • Auto-realização – sentir-se amado e capaz de amar, numa linha que não seja de posse; ternura e jovialidade; saber-se construindo o próprio futuro – opção vocacional e profissional.

O relacionamento familiar, a sexualidade, a busca de amizade e o discernimento vocacional são questões fundamentais na vida dos jovens, diretamente relacionadas com o processo de personalização.

INTEGRAÇÃOformações

Na dimensão da Integração o jovem descobre o outro como ser diferente, e o grupo como lugar de encontro. O grupo deve ser um espaço onde o jovem descobre e experimenta amizades verdadeiras, pois quem encontra um amigo verdadeiro, encontra um tesouro.
Esta experiência gera crescimento. E este crescimento permite ao jovem relacionar-se de forma mais completa com a família, com o grupo, no namoro e com a comunidade.

No caso da Pastoral da Juventude, que opta pelo grupo como instrumento pedagógico principal, o processo de integração é, antes de tudo, o processo que leva a coesão grupal. De jovens desconhecidos entre si, ou com um relacionamento secundário, chegar a estabelecer um relacionamento interpessoal profundo. Essa experiencia servirá de base para uma integração crítica na comunidade maior.

O processo de integração grupal se inicia pela superação dos bloqueios a comunicação, que estabelece um caminho de conhecimento do outro, gerando a afeição. Esta comunicação e conhecimento em clima de amizade possibilitam a sadia confrontação de idéias e dons que se complementam gerando a cooperação. Tem seu ponto culminante na comunhão.

A dinâmica da integração visa, assim, decolar do simples encontro ou reunião para o grupo, da equipe a comunidade. Precisa ser experimentada em nível de grupo, mas se repete também no nível mais amplo da convivência social, como parte de uma comunidade e de um povo.

A dimensão cultural da vida tem, aqui, um lugar especial: conhecer, resgatar, confrontar valores e assumir os aspectos positivos da própria cultura é condição para criar identidade social e favorecer a comunhão, o espírito comunitário e a cooperação criativa.

Na dimensão da Integração o jovem descobre o outro como ser diferente, e o grupo como lugar de encontro. O grupo deve ser um espaço onde o jovem descobre e experimenta amizades verdadeiras, pois quem encontra um amigo verdadeiro, encontra um tesouro.
Esta experiência gera crescimento. E este crescimento permite ao jovem relacionar-se de forma mais completa com a família, com o grupo, no namoro e com a comunidade.

No caso da Pastoral da Juventude, que opta pelo grupo como instrumento pedagógico principal, o processo de integração é, antes de tudo, o processo que leva a coesão grupal. De jovens desconhecidos entre si, ou com um relacionamento secundário, chegar a estabelecer um relacionamento interpessoal profundo. Essa experiencia servirá de base para uma integração crítica na comunidade maior.

SÓCIO-POLÍTICA

DNJ

Dia Nacional da Juventude 2012 – Praça Independência, Santos.

Na dimensão Sócio-Política o jovem tem sua formação para a cidadania.
Num primeiro momento o jovem sente-se sensibilizado diante dos problemas que estão a sua volta e pode promover ações assistencialistas.
Com o tempo, passa a entender as verdadeiras causas de situações que geram injustiça, violência, sofrimento e até a morte. Compreende que isso é contrário ao projeto de Deus e percebe que a solução de muitos problemas exige participação e ação organizada.
Como cristão consciente, o jovem descobre que ele mesmo pode participar ativamente de diversas ações para melhorar a escola, o bairro, a cidade, etc.

O processo de conscientização se dá por passos:

  • Sensibilização – o jovem começa a perceber os fatos e tomar atitudes de compaixão e solidariedade – manifestadas, as vezes, por ações assistencialistas.
  • Conscientização – deve-se partir das necessidades sentidas, da realidade percebida e das ações realizadas para o jovem tomar consciência da estrutura social. Para isso contribui, especialmente, a formação teórica, mediante atividades complementares – cursos, seminários, leituras – e a participação nos movimentos populares.
  • Organização-mobilização – o processo de conscientização tem como ápice o engajamento na ação organizada do povo pela transformação da sociedade. A importância da organização e da ação organizada é sentida como conseqüência das descobertas realizadas.                                                                                                                                                                                                                                 MÍSTICA E TEOLÓGICA

    Símbolos: nosso emblema, que representa o seguimento a Cristo e o Anel de Tucum, que remete ao compromisso.

    Na dimensão Mística e Teológica, a participação na Pastoral da Juventude deve levar o jovem a um encontro pessoal com Jesus Cristo, com Sua prática e com o Seu Evangelho.
    O jovem deve descobrir a comunidade como lugar de alimentar e celebrar a sua fé, de forma dinâmica e participativa.
    Esta experiência de fé deve ser cultivada pela oração, fundamentada na Palavra de Deus e celebrada em todos os momentos importantes para o jovem e para o grupo.
    O estudo e a reflexão da Bíblia devem estar sempre presentes na formação do jovem, ajudando-o a compreender e viver melhor sua fé.

    Todo ser humano, indaga sobre sua origem e destino, sobre o sentido de sua existência. A pergunta “para que existo?” só encontra sua plena resposta em Deus. O jovem, talvez, mais do que ninguém, por se encontrar numa situação de procura e opção, sente esta sede de Deus e a busca de inúmeras formas. O processo de evangelização consiste em ajudar o jovem a experimentar e assumir Deus como absoluto de sua vida pessoal e da história, que se revela e salva em Jesus Cristo e a conhecer e viver os conteúdos da fé como opção pessoal, expressa na adesão de vida em uma comunidade eclesial e no serviço libertador aos irmãos.

    pjEm nosso caso, o processo compreende:

    • Pré-evangelização – preparar o terreno, criando condições para a acolhida da mensagem salvadora.
    • Re-evangelização – anúncio de Jesus Cristo e, especialmente, a explicitação desse anúncio, mediante uma catequese adequada.
    • Iniciação na comunidade de fé – trata-se de aprofundar, manifestar e celebrar comunitariamente. O jovem manifesta que é Igreja e amadurece o sentido de se-lo em três campos:
      • Catequético: aprofundamento de temas catequéticos compreendendo sempre mais os conteúdos da fé e dando razão dela aos demais.
      • Litúrgico: celebrando com seu povo os momentos fortes, especialmente nos sacramentos que ele vê ligado a vida.
      • Profético: confronto da vida pessoal e social com o evangelho, anúncio e denúncia e ação solidária com os pobres.
    • Compromisso apostólico – expressa a plena inserção na Igreja e no serviço ao mundo, como fruto de uma atitude de busca da vontade do Pai ao estilo de Jesus. Esse compromisso será vivenciado no compromisso laical, na vida religiosa ou num ministério ordenado.                                                                                                                             CAPACITAÇÃO TÉCNICA

      Nesta dimensão o jovem deve aprender a organizar a sua ação.
      Para que essa ação seja eficaz, deve ser capaz de utilizar todas as técnicas e recursos disponíveis, inclusive as novas tecnologias.
      O jovem deve aprender a planejar suas ações, pois a improvisação e a desorganização impedem a realização plena de seus projetos.
      Na PJ, o planejamento participativo promove a participação do jovem na decisão, execução e revisão da ação.

      capacitação1O processo de capacitação técnica do jovem, dentro da pastoral da juventude, entende-se por:

      • Capacitação técnica dos participantes dos grupos de iniciação e dos coordenadores, assessores e militantes, no planejamento, execução e revisão da ação.
      • Capacitação técnica em vista de um projeto político: a capacitação está em função da transformação da realidade e da construção de uma Nova Sociedade. Quer formar líderes para a militância nos movimentos e organizações populares de transformação social, com uma prática democrática e participativa.
      • Capacitação técnica em vista de um projeto de Pastoral da Juventude do Brasil. As pastorais da juventude necessitam preocupar-se com a formação de seus quadros, capacitando coordenadores e assessores para a militância interna, garantindo a eficiência e continuidade do processo pastoral.

      O processo de capacitação tem seu início desde o ingresso no grupo e se faz gradativamente, na prática, pela participação no grupo, em atividades formativas complementares e em ações na comunidade.

      missão

      Este processo compreende os seguintes passos:

      • Participação – normalmente o jovem chega ao grupo sem nenhuma experiencia de participação e com dificuldade de comunicação. O primeiro momento será de “recuperar a palavra” e aprender a viver em grupo, participar, trabalhar em conjunto. Esse passo exigirá dos assessores o respeito a individualidade, a criação de ambiente favorável e o uso de técnicas adequadas.
      • Ação – coordenação – da participação na ação grupal assumindo pequenas tarefas, o jovem passará, progressivamente, a ser capaz de liderar ações e coordenar atividades, uma reunião, por exemplo.
      • Planejamento – organização – levar o jovem a ser capaz de orientar a organização da ação grupal e, depois, contribuir eficazmente na organização da comunidade e da sociedade de modo democrático e participativo.

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